Com a redução da pobreza extrema, chegou a hora de nos preocuparmos com a desigualdade social


Ao longo das últimas décadas, a pobreza no mundo caiu. Porém, aumentou bastante também o número de pessoas muito ricas.

Nos últimos 30 anos, o percentual de pessoas que vivem com menos de US$ 2 por dia caiu de 75% para 43% no mundo em desenvolvimento. Entre os que vivem na pobreza extrema (com menos de US$ 1,25 por dia), o índice caiu de 52% para 22%, de acordo com o professor doutor Otaviano Canuto, vice-presidente da Poverty Reduction and Economic Management Network, do Banco Mundial.

Segundo Canuto, a despeito da substancial redução na pobreza mundial, a disparidade não se reduziu em nível global – principalmente devido à elevação destes índices em países como Rússia e China.

Even if incomes are growing for everyone, persistent inequality should concern policy makers when perceptions of ‘unfairness’ lead to political instability, when income inequality limits the potential for future growth and poverty reduction, and when inequality harms people’s opportunities and welfare.

Ou seja: a pobreza está diminuindo atualmente mas, se não melhorarmos a distribuição de renda, em breve esta tendência se esgotará.

A desigualdade social não é uma preocupação exclusiva do líder no Banco Mundial: na última reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos, o tema foi pauta central de discussão, preocupando inclusive países como Suécia, Dinamarca e Finlândia, conhecidos por serem bastante igualitários.

Outro indício da preocupação com a desigualdade se viu através dos movimentos “Occupy”, especialmente sua versão estadunidense, o “Ocupe Wall Street”. A lentidão da recuperação econômica na superpotência aumenta o desconforto com os mais ricos, que inclusive pagam menos impostos que a classe média.

No Brasil, a desigualdade econômica e social tem diminuido ao longo das últimas duas décadas, após quase 30 anos de retrocesso. Programas sociais como o Bolsa Família (originado do Bolsa Escola), a estabilidade das instituições e o crescimento econômico global possibilitaram o aumento no emprego e o rápido crescimento da classe C.

O Brasil, porém, está longe de ser um país igualitário: seus índices de desenvolvimento humano ainda estão entre os piores do planeta. Outros aspectos, de âmbito cultural, também geram desequilíbrio: a violência e o acesso restrito à educação de qualidade, além da burocracia extrema e o alto índice de informalidade (ainda que cadente) são aspectos que ampliam o fosso entre ricos e pobres no Brasil.

É preciso um esforço muito grande de todo o Estado para garantir crescimento e distribuição da renda.

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