Finalmente uma boa notícia: o número de pessoas famintas no mundo caiu


O numero de pessoas que passam fome no mundo caiu nos últimos anos. Mas ainda é muito alto.

Segundo o mais novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em 2012, cerca de 870 milhões de pessoas passam fome, 132 milhões a menos que em 1990-2.

Enquanto o mundo consegue reduzir seus índices de miséria, a fome ainda cresce na África

A grande maioria dos que sofrem de fome, 852 milhões, vivem em países em desenvolvimento – cerca de 15 por cento da sua população –, enquanto 16 milhões de pessoas subnutridas se encontram nos países desenvolvidos. (…)

O número de pessoas com fome crónica caiu mais acentuadamente entre 1990 e 2007 do que se acreditava anteriormente. Desde 2007-2008, no entanto, o progresso global na redução da fome diminuiu e estabilizou.

“No mundo de hoje, com oportunidades técnicas e económicas sem precedentes, consideramos totalmente inaceitável que mais de 100 milhões de crianças menores de cinco anos tenham peso insuficiente e não possam portanto, alcançar o seu potencial humano e socioeconómico, e que a subnutrição infantil seja a causa de morte de mais de 2,5 milhões de crianças por ano”, afirmam no prefácio do relatório José Graziano da Silva, Kanayo F. Nwanze e Ertharin Primo, Responsáveis da FAO, FIDA e PAM, respectivamente.

“Observamos com especial preocupação que a recuperação da economia mundial desde a recente crise financeira global permanece frágil. No entanto, apelamos à comunidade internacional para que faça esforços extras para ajudar os mais pobres na realização do seu direito humano básico a uma alimentação adequada. O mundo tem o conhecimento e os meios para eliminar todas as formas de insegurança alimentar e de subnutrição”, acrescentam. É necessária uma “dupla” abordagem, com base no apoio a um crescimento económico inclusivo (também na agricultura) e a redes de segurança para os mais vulneráveis.

Brasil registra avanços

Pelos dados do relatório, o Brasil conseguiu reduzir de 14,9%, no período de 1990 a 1992, para 6,9%, nos anos de 2010 a 2012, o percentual de subnutridos. No país, cerca de 13 milhões de pessoas passam fome ou sofrem com desnutrição. Os programas sociais desenvolvidos pelo governo brasileiro em parceria com os governos estaduais e municipais, além da iniciativa privada, foram elogiados no documento.

O Programa Bolsa Família é uma referência, segundo o relatório. Para os especialistas, o Bolsa Família é um instrumento positivo para promover a capacitação econômica das comunidades. Há elogios também ao sistema adotado pela prefeitura de Belo Horizonte (Minas Gerais) de combate à fome na periferia da cidade. (…)

A Ásia lidera em número de pessoas com fome; a fome aumenta na África

No que diz respeito a regiões, a subnutrição nas últimas duas décadas diminuiu quase 30 por cento na Ásia e no Pacífico, de 739 milhões para 563 milhões, em grande parte devido ao progresso socioeconómico de muitos países da região. Apesar do crescimento da população, a prevalência da subnutrição na região caiu de 23,7 por cento para 13,9 por cento. A região da América Latina e Caribe também fez progressos, passando de 65 milhões de pessoas com fome em 1990-1992 para 49 milhões em 2010-2012, ao mesmo tempo que a prevalência da subnutrição caiu de 14,6 por cento para 8,3 por cento. Mas o ritmo do progresso abrandou recentemente.

A África foi a única região onde o número de pessoas com fome aumentou neste período, de 175 milhões para 239 milhões, com quase 20 milhões de pessoas a mais nos últimos quatro anos. A prevalência da fome, embora tenha reduzido durante todo o período, aumentou ligeiramente ao longo dos últimos três anos, passando de 22,6 por cento para 22,9 por cento – com mais de uma em cada quatro pessoas a passarem fome. E na África subsaariana, o modesto progresso alcançado nos últimos anos até 2007 foi revertido, com um aumento de 2 por cento da fome por ano desde então.

As regiões desenvolvidas também viram o número de pessoas com fome a aumentar, de 13 milhões de pessoas em 2004-2006 para 16 milhões em 2010-2012, revertendo uma diminuição constante em anos anteriores em relação aos 20 milhões de pessoas estimados em 1990-1992.

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