Governo estuda trem-bala ligando Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília


É isso mesmo que você leu.

O polêmico trem-bala ligando Campinas-São Paulo-Rio nem começou a ser construído e o governo federal já estuda o segundo trem de alta velocidade do Brasil.

Linha que deve ficar pronta até 2020 ligará Campinas, São Paulo e Rio

Além da linha BH-SP-Curitiba, outras linhas já são estudadas pelo governo

 

Da Folha:

Segundo o presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística), Bernardo Figueiredo, já se fala em construir trechos ligando São Paulo a Belo Horizonte, Curitiba e Brasília. “Hoje a ferrovia é competitiva porque a tecnologia mudou, é um serviço muito mais adequado [do que rodovia].”

Figueiredo estima que até a sexta-feira será publicado o edital para contratar o concessionário que vai operar do primeiro trecho de trem de alta velocidade brasileiro, mais conhecido como trem-bala, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo e a Campinas.

“A informação que a gente tem é que a área técnica do TCU [Tribunal de Contas da União] já se pronunciou. É possível que a decisão [do TCU] seja na quarta, e o edital saia na sexta”, informou o executivo após palestra na Câmara Americana de Comércio.

A expectativa era de que o edital fosse publicado nesta segunda-feira (26), mas as mudanças feitas no edital, que precisam ser avaliadas pelo TCU, adiaram a sua publicação. (…)

A construção do trem bala Rio-São Paulo será feita em duas etapas, já que o governo não conseguiu que as empresas operadoras se entendessem com as construtoras da via por onde passará o trem.

Segundo Figueiredo, é possível que o governo tenha que construir a linha que ligará as duas cidades, ou fazer uma PPP (Parceria Público-Privada). “Pode ser uma obra pública, uma concessão ou uma PPP”, disse.

A EPL vai desenvolver em 2013 um estudo para definir o modelo e reduzir os riscos de quem construirá a linha, demonstrando a viabilidade comercial do trecho. A ideia é licitar a obra, que poderá ser tocada até por dez empresas, em 2014.

“Em 2013 a gente faz o projeto, porque tem uma discussão sobre o custo e o risco da obra”, disse o executivo. “Vamos fazer um projeto detalhado para não restar duvidas de custo e do risco que ela envolve, e a ideia é licitar no primeiro semestre de 2014.”

O prazo para entrega da obra pelo governo para os concessionários que ganharem a operação será 2020, segundo o edital ainda não publicado. Figueiredo prevê, no entanto, que é possível antecipar o fim da obra para 2018 –quando começaria a operação do trem-bala.

A obra da via que ligará Rio a São Paulo custará cerca de R$ 27 bilhões e a previsão é de que dure cinco anos.

Figueiredo disse, sem dar detalhes, que já se pensa em voltar a construir trilhos no país. Dia 8 será inaugurada em Sete Lagoas (MG) uma fábrica de locomotivas. “Se você criar escala, há condições delas [fábricas para o setor] surgirem. Vai acontecer o mesmo com vagões”, disse.

Figueiredo não deu muitos detalhes do novo TAV brasileiro nessa entrevista, mas a ideia de outras linhas de alta velocidade não é recente. Em notícia de 2008, o Estadão mostrou que o governo já adicionara o trecho BH-SP-CWB no plano nacional de viação, ainda que sem determinar prazos de construção.

Além deste, outros dois trechos já entraram nos estudos: Campinas-Uberlândia (passando por Ribeirão Preto) e Brasília-Goiânia (com parada única em Anápolis).

Vejo dois pontos muito claros quanto a construção de trens de alta velocidade no Brasil, um positivo e um negativo.

Por um lado, estas obras são caríssimas (para o Estado) e não proporcionam o deslocamento da grande população (porque as passagens são quase tão caras quanto passagens aéreas tradicionais e mais caras que as promocionais).

Por outro lado, o TAV é mais rápido que avião (considerando tempo de deslocamento até o aeroporto, check-in, embarque e desembarque), compete em pé de igualdade com ele e consegue deslocar mais passageiros por viagem. Isso reduziria drasticamente um problema grave do Brasil atualmente: a lotação dos aeroportos. O TAV desafogaria os principais corredores aéreos, abrindo espaço para novas rotas e aumentando a integração nacional.

Por isto, acho válido o massivo investimento nesta forma de transporte, porém acho que deveria-se aproveitar para construir trens de baixa velocidade nas mesmas rotas para transporte econômico (ainda que lento) como alternativa ao transporte rodoviário (tanto para passageiros quanto para carga).

E você, o que acha dos projetos de trens de alta velocidade?

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Um pensamento sobre “Governo estuda trem-bala ligando Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília

  1. Rayner disse:

    Acho importantíssimo esse tipo de obra no país. Acho até que, pra essas rotas SP-RJ, BH-SP, CWB-SP, UDI-SP e GYN-BSB, o TAV já está atrasado. O uso de trens de alta e baixa velocidades na europa só traz benefícios. Por que não implantar aqui também?

    Se bem planejadas, a gente consegue arcar com essas obras sim.

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