Britânicos decidirão em plebiscito se continuarão ou não na União Europeia


É isso mesmo que você ouviu. Em um momento em que os países da Zona do Euro se equilibram em uma situação desconfortável, de prolongada crise, os britânicos cogitam sair do bloco econômico.

Do UOL:

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou nesta quarta-feira (23) a pretensão do governo de realizar um referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia, que hoje reúne 27 nações do continente europeu.

A data exata ainda não foi definida, mas deve ser entre 2015 e 2017. Cameron, que está em campanha para o mandato 2015-2019, propôs a manutenção do país no bloco sob duas condições: a reforma da União Europeia e a renegociação das relações com o Reino Unido. Ele quer mais abertura e flexibillidade.

“Se não respondermos aos desafios, a Europa pode fracassar e o Reino Unido se dirigir para a saída”, disse texto prévio do premiê. “Quero que a Europa seja um sucesso”.

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, classificou hoje o projeto como perigoso. “Não se pode fazer uma Europa à la carte, queremos que os britânicos forneçam elementos positivos à Europa”, disse Fabius. “Suponhamos que a Europa fosse um clube de futebol: quando você adere ao clube, não pode dizer, uma vez dentro, que vai jogar rugby”, explicou.

Alemanha deseja que o Reino Unido permaneça no bloco, declarou o ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle.

Desde o agravamento da crise e da intervenção da troika em países da Eurozona, os britânicos dão sinais de insatisfação com sua participação no bloco. Grande parte deles não deseja abdicar de autonomia (como a que se fará necessária para maior união – e controle – dos bancos da região). Muito menos pagar a conta pelos erros de países periféricos do grupo (principalmente Portugal e Grécia).

Essa postura vem de encontro à desejada pelos demais países do grupo e do restante do mundo. Na minha opinião (e de boa parte dos especialistas e lideranças globais), a solução para a crise por lá é mais Europa e menos autonomia, e não o contrário. Ao colocar em votação a permanência do Reino Unido, David Cameron objetiva mais poder no bloco. Mas o tiro pode sair pela culatra, e sua população pode sofrer as consequências do isolamento do país insular.

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