Por que mesmo os não-católicos precisam prestar atenção à escolha do novo papa


Está em todos os meios de comunicação. Jornais, revistas e canais de tevê (e agora até o seu blog favorito, o Economistinha) falam da sucessão papal com destaque digno das lideranças das mais importantes nações do planeta. Até agora, só os governos americano e brasileiro mereceram posts específicos aqui no blog.

Mas a escolha do líder político e religioso do menor país do mundo afeta a praticamente todos os habitantes da Terra. Não importa se você é cristão ou não, católico ou não, o papa influencia direta ou indiretamente a sua vida.

A partir de hoje, o mundo finca os olhos no Vaticano à espera da escolha do novo sumo pontífice da igreja católica

Isto acontece porque os católicos ainda são uma parcela extremamente relevante da população mundial: aproximadamente 1,115 bilhão de pessoas, quase um sexto da população mundial. Se você mora na América Latina ou na Europa, boa parte dos seus vizinhos e familiares devem professar esta fé: ainda que tenha caído de mais de 90% na década de 1960 para 64,4% em 2010 (segundo o IBGE), os católicos ainda são a maioria. Em Portugal, quase 80% da população é católica, sendo que pelo menos metade é praticante.

Mas não é apenas isso. Por esse papel como líder religioso de uma parcela tão representativa da humanidade, a fala de um papa repercute imensamente em todos os grupos sociais do planeta. Joseph Razinger, o agora ex-papa, foi um grande exemplo disto.

Seus discursos contra o uso de métodos contraceptivos como a camisinha, contra homossexuais “A igreja classifica os casamentos homossexuais como imorais, artificiais e nocivos”, contra o aborto “Os cristãos devem ser contra decisões judiciais e leis que autorizem o aborto e a eutanásia, considerados pecados graves” e contra a evolução da ciência através de estudos como a clonagem ficaram famosos e são considerados responsáveis por um agravamento nas discussões entre religiosos e liberais.

A escolha do próximo papa dificilmente mudará drasticamente o posicionamento da igreja católica, visto que outras mudanças de postura (como a aceitação do heliocentrismo, por exemplo) levaram décadas e até séculos para se concretizar. Além disto, os eleitores do papa são apenas 115 cardeais, alinhados com os posicionamentos atuais da igreja. Por que acreditar em uma mudança agora?

Uma coisa é certa: em julho, o novo papa virá ao Brasil para participar da Jornada Mundial da Juventude. Como ele será recebido? Será que teremos o primeiro papa negro da história? Quem sabe um papa brasileiro? Aguardemos.

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