A pipa do vovô


Então que o moço dolar resolveu subir de novo. Aff, moço dólar, segue o exemplo da pipa do vovô e não sobe mais!

“rarrarrirri”

Mais uma vez na vida tão sofrida desse povo que não desiste nunca lá vem o tio sam pra dar trabalho. A gente tá aqui só querendo ser consumista e o povo estadunidense [porque dizer americano ou norte-americano gera sempre a discussão da possibilidade geográfica de incorreção de informação] o tal do povo lá não pode simplesmente pensar no que nós queremos uma vezinha?

Né por nada não, mas como esse bando de brasileiro vai agora se endividar até os tubos comprando ipad, iphone, iseiláoque, se esse dólar num ajuda? Eu sou brasileiro e não desendivido nunca!

Tenho cá minhas convicções bastante realistas a favor do consumismo, talvez vocês não saibam. Numa peça chamada O Preço, do Arthur Miller, um personagem cujo nome me escapa, mas que vem a ser um judeu dono de um prego [não a coisa martelável, mas o local onde se compram e vendem móveis usados] fala uma coisa muito interessante. Xeu contextualizar a galera antes. Dois irmãos estão fazendo a partilha dos bens do falecido pai e chamam o tal judeu pra comprar os móveis. Ele vê uma mesa enorme, sólida, de madeira maciça e diz que aquilo é coisa de outra época. Não posso citar textualmente mas ele diz que não se fazem mais bens sólidos porque os relacionamentos não são sólidos, então os bens de uma casa são perecíveis para poderem ser trocados mais rapidamente.

Inferências psicológicas, antropológicas, sociológicas, literárias e teatrais a parte, eu acho isso genial. Não o judeu e a frase que eu citei por simples desfastio, nem precisam pensar muito sobre o assunto. O que eu acho fantástico é trocar as coisas rapidamente. Compro hoje amanhã já tem um melhor no mercado eu vou lá e troco. Na maioria das vezes nem é melhor é só outro, ou só diferente. Quero nem saber eu vou lá e troco. Porque eu sou brasileiro e não me canso de trocar nunca dos nuncas.

Por isso e mais um pouco eu queria que nunca faltasse gente como o Silvio Rarrarrirri Santos. Nosso Papai Noel dos pobres e desvalidos da vida que junta caravanas e mais caravanas das colegas do auditório e num repente bastante são nicolauzesco sai gritando por aí: QUEM QUER DINHEIRO?! Obama tem muito que aprender com nossos programas de auditório, viu…

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