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Dismaland, um parque de “diversões” distópico (e assombroso) criado por Banksy

Banksy é um dos maiores artistas urbanos da contemporaneidade. Suas obras retratam a sociedade de forma crua e crítica, e o humor negro é recorrente em sua obra. Sua identidade? Desconhecida. Dado o teor de sua obra, o artista se mantém anônimo para se proteger de potenciais consequências jurídicas.

Sua mais nova instalação é de deixar qualquer um de boca aberta. Um parque a la Disneyworld chamado Dismaland será aberto no próximo sábado, 22 de agosto, e ficará acessível ao público por seis semanas.

Dismaland foi instalado em um parque de diversões abandonado nos arredores de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, e conta com 18 atrações. A lista completa pode ser acessada no site oficial do evento.

No interior do castelo, 50 peças de arte de artistas de diferentes partes do mundo completam o show (de horrores?) de Banksy.

Há algo errado com a Disney (Photo: Cristopher Jobson)

Confira também um vídeo elaborado pela BBC, retratando a visita do repórter Andrew Plant.

Se você estiver por lá e quiser visitar, o endereço é Marine Parade BS23 1BE. Os tickets podem ser comprados no site oficial ou diretamente nos guichês do parque.

(Foto: Cristopher Jobson)

(Foto: Cristopher Jobson)

(Foto: BBC)

Qual a melhor cidade do mundo para se viver?

Em maio deste ano, publicamos aqui que, pelo sexto ano consecutivo, Viena, na Áustria, era a melhor cidade para se viver. Segundo a consultoria Mercer, os museus, o excelente transporte público e a rica cultura tornam a capital austríaca imbatível.

Mas mamãe The Economist não concorda. De acordo com o mais recente ranking, divulgado pela EIU (Economist Intelligence Unit, braço de estatísticas da famosa revista britânica), a melhor cidade do mundo para se viver fica na Austrália. Mais especificamente, Melbourne.

(foto: visitmelbourne.com)

Logo atrás, vêm Viena, na Áustria, e Vancouver, no Canadá, com pontuações muito próximas da líder australiana. Completam o top 5 Toronto, que recentemente recebeu os jogos panamericanos, e, empatadas no 5o lugar, Adelaide, Austrália, e Calgary, Canadá.

(foto: vienna.info/Christian Stemper)

De acordo com a publicação, disponível para download gratuito após login neste link, a qualidade de vida no mundo, como um todo, caiu no último ano. Conflitos, atos de violência e terrorismo e a ascenção de grupos como o Estado Islâmico (ISIS, na sigla em inglês) fizeram com que o mundo se tornasse um lugar pior para se viver.

(foto: Wikipedia)

Com isto, Damasco, na Síria, despencou para a última posição do ranking (140a). Kiev, na Ucrania (132a), e Tripoli, na Libia (136a) tambem perderam muitos pontos no último ano.

Por outro lado, há melhoras no mundo em desenvolvimento. Harare, no Zimbabue (133o), e Kathmandu, no Nepal (124o), foram as cidades com maior incremento na sua pontuação.

As cidades brasileiras não foram bem. O Rio de Janeiro é a melhor do país, em 91o, seguido de São Paulo, na 95a posição. No continente, Buenos Aires lidera (62a colocada no mundo), seguda de Santiago (64a) e Montevideu (68a).

Protesto à Brasileira

Neste domingo, 16 de agosto, centenas de milhares de brasileiros[1] foram às ruas de mais de duzentas cidades no Brasil e no mundo para protestar.

No topo da pauta, o pedido de impeachment (ou renúncia) da presidente da república, Dilma Rousseff e a averiguação do envolvimento do ex-presidente Lula em desvios de dinheiro público e corrupção.

No entanto, alguns fatos marcaram essa demonstração democrática. Por um lado, extremistas de direita feriram a constituição ao pedir uma intervenção militar, enquanto outros carregavam cartazes com um discurso de ódio à Dilma. Felizmente, é uma minoria.

Por outro, os protestos tiveram cara de festa. Com sol e calor em boa parte do país, um alienígena recém-chegado poderia pensar que estávamos no carnaval ou na Copa do Mundo.

Avenida Paulista, em SP, completamente tomada por manifestantes (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Amigos se reuniam para selfies, manifestantes fantasiados chamavam a atenção de cima de trios elétricos… O ápice foi a coreografia, criada e executada em Fortaleza.

Foi o necessário para que as viúvas de um governo natimorto abusassem da ironia nas redes sociais, ridicularizando os protestantes. Tudo virou motivo para o deboche, inclusive um manual de boa conduta no protesto. Não foram poucos os meus amigos que compartilharam coisas do tipo, e eu fui gratuitamente ofendido em um grupo de facebook por perguntar a respeito dos protestos.

Em Brasília, boneco inflável do ex-presidente Lula chamou a atenção durante o protesto (Foto: Evaristo Sa/AFP)

Essas pessoas são as mesmas que costumam posar de defensores das minorias, do alto de seus falsos-tronos morais, e isso que mais me enoja. Porque essas pessoas não entendem ou respeitam o Brasil e sua cultura.

O brasileiro comum não ouve Chico e lê Hegel: brasileiro ouve axé, funk, pagode, tecnobrega e lê a coluna de esportes do jornal dominical.

Ao coreografar “Fora Dilma, Fora Lula, Fora PT”, o brasileiro tornou o protesto mais brasileiro do que nunca. Brasileiro é festivo, é sorridente. E dançando também se protesta.

Enquanto o presidente da CUT, Vagner Freitas, conclama seus seguidores a “ir às ruas, entrincheirados, de armas na mão” para defender o governo a qualquer custo, o brasileiro protesta com pau de selfie e coreografia.

Ao se vitimizar, ironizar e dividir o país entre “nós vs. eles”, “ricos vs. pobres”, os governistas apenas inflamam extremistas e incentivam a violência e a intolerância.

Sinceramente, pode me chamar de coxinha. Eu prefiro me misturar a esta gente.

[1] De acordo com a policia militar, 879 mil pessoas se juntaram aos protestos em 205 cidades em 16/ago. De acordo com os manifestantes, eram aproximadamente 2 milhões.

Acerte na hora de organizar a sua renda

Hoje contamos com a participação da escritora convidada, Juliana Soares.

Confira abaixo as dicas para organizar sua renda!

Muitas pessoas acabam se perdendo na hora de organizar o orçamento e não conseguem entender como gastam mais do que ganham. Isso normalmente acontece porque não existe um controle sobre os gastos e muito menos um planejamento.

Quem pretende ficar com as contas em dia e ainda conseguir guardar dinheiro para realizar um sonho precisa saber o que está fazendo e para isso é preciso mudar a forma como lida com o dinheiro.

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Conheça seus rendimentos e gastos

De nada adianta se planejar e traçar metas sem saber o quanto realmente se ganha e gasta. Apesar de parecer clichê, é preciso colocar em uma planilha tudo o que entra e sai, pois só assim é possível ter um controle do seu gastos.

Para quem dificuldade em lidar com planilhas uma boa opção são os aplicativos para celular. Hoje já existem diversos desses tipos que ajudam não apenas a organizar os seus gastos como também a fazer um planejamento. O legal é que alguns apresentam gráficos e alertas e assim fica mais fácil visualizar a sua saúde financeira.

Reduza as contas

Esse item pode ser entendido de duas formas, e as duas devem ser aplicadas. O primeiro é referente a redução do valor das contas. Economizar na conta de luz já pode fazer uma boa diferença no orçamento, por isso evite deixar equipamentos eletrônicos ligados e troque suas lâmpadas comuns pelas de LED.

Outra forma é reduzir a quantidade de contas. Algumas não tem como ser eliminadas, mas por exemplo, comprar tudo a prazo e ficar acumulando carnês não dá. Por isso, sempre que precisar comprar alguma coisa, dê preferência pela compra à vista, pois dessa forma você não compromete seu orçamento no futuro.

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Planeje e poupe

Você com certeza tem algum sonho que gostaria de realizar e precisa de dinheiro para isso, portanto inclua isso nos seus projetos e planeje para que possa conquistá-lo.

Uma dica é estimar o valor necessário e em quanto tempo pretende juntar. Depois é hora de calcular o quanto irá precisar investir por mês para atingir a meta. Vale lembrar que essa precisa ser uma meta real, caso contrário, em pouco tempo você estará desestimulado e irá desistir.

Porém, de nada vele o planejamento se você não juntar o valor, por isso uma dica é assim que receber o salário já separar o valor para não correr o risco de gastar e, na hora de calcular quanto tem disponível, não considerar o valor que será poupado.

Saiba investir

O dinheiro guardado não deve ficar parado, ele deve ser investido para que renda e assim aumente ainda mais as suas reservas. Por isso, conte seus planos ao gerente do banco e encontre junto com ele o melhor investimento para se fazer.

São muitas as opções disponíveis e elas vão variar de acordo com o tempo que deseja deixar o dinheiro investido e também com o valor. Por isso, considere todas as opções e veja se existem taxas de administração. Depois é só calcular e decidir pelo melhor.

Assim você consegue organizar sua renda e manter uma vida financeira saudável.

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Falta um ano. Afinal, vale a pena sediar os jogos olímpicos?

5 de agosto de 2016. Dois bilhões de pessoas estarão com os olhos vidrados na TV, admirados com as belezas que o Brasil desfila na cerimônia de abertura dos 31os Jogos Olímpicos de verão da era moderna.

Falta um ano.

Das 37 instalações esportivas, apenas estão prontas as arenas do futebol (reutilizadas da copa do mundo de 2014) e o sambódromo, palco do tiro com arco.

A pressão é grande. Obras atrasadas, poluição na baía de Guanabara, corrupção, e uma comunidade pobre no meio das instalações são alguns dos problemas (destacados pelo UOL aqui) que o Brasil enfrenta nessa reta final.

Com a economia em crise, vale a pena o investimento de mais de 38 bilhões de reais* para três semanas de festa?

Estimativas vs. Realidade

Quando o Brasil bateu Chicago, Madrid e Tóquio na disputa pelas olimpíadas, um estudo encomendado pelo Ministério do Esporte previa a movimentação de 51 bilhões de dólares em recursos e a geração de 120 mil empregos com os jogos olímpicos.

Charge maravilhosa por Adão Iturrusgarai

Porém, estudos econômicos demonstram que essas avaliações tendem a superestimar o impacto econômico de eventos como as olimpíadas. Como apontado por Porter e Fletcher nesse estudo, a utilização de um modelo I-O, típica nas estimativas de retorno a priore, é apenas recomendada para previsão de demanda a longo prazo – e não para eventos pontuais. Como eles demonstram, isso tende a distorcer os resultados apresentados.

Além disso, o custo de manutenção de elefantes brancos após os eventos é bastante relevante. O Brasil já sente isso, com estádios ultramodernos e gigantescos completamente vazios, apenas um ano após a realização da copa do mundo da FIFA.

Na Grécia, as Olimpíadas de 2004 foram um dos ingredientes para a crise que desola o país

Não é a toa que a maior parte dos países desenvolvidos vira as costas para a realização de eventos deste tipo. Recentemente, Boston retirou a sua candidatura aos jogos olímpicos de 2024. Para os jogos olímpicos de inverno de 2022, haviam apenas duas candidatas: Pequim e Almaty, no Cazaquistão. Outras candidatas retiraram sua candidatura. Com isso, a cidade chinesa foi escolhida (na última sexta-feira), tornando-se a primeira cidade a sediar tanto os jogos de inverno, quanto os de verão.

Como o Mashable destacou, eventos de grande porte são atrativos apenas para líderes controversos mostrarem o seu poder (algum paralelo com o desejo de Hitler de demonstrar a superioridade ariana em 1936?).

Eventos deste porte deixam um legado assustador para trás. Uma possível solução seria termos sedes fixas – e Atenas seria a candidata ideal para os jogos olímpicos de verão.

Voltando ao Brasil

Falta um ano para a abertura das Olimpíadas. Pela primeira vez, elas serão na América do Sul. Se vale a pena receber os jogos? Provavelmente não. No entanto, isso já é uma certeza. O custo já está comprometido.

Então, vamos fazer uma olimpíada histórica, em que os valores de excelência, amizade e respeito sejam promovidos e elevados à máxima potência.

*Segundo as estimativas mais recentes. Esse valor deve subir, visto que a desvalorização cambial elevará o custo de equipamentos importados.