Arquivo da categoria: Uncategorized

Marielle Franco – para nunca mais esquecer

O Brasil é violento. O Rio passa por um dos piores momentos de sua história. Mas o assassinato de Marielle Franco vai muito além disto.
Na tentativa de silenciá-la, seus carrascos amplificaram sua voz.
Em ao menos 19 cidades, manifestantes ecoaram seu grito por justiça social e racial.
Não quero focar no fato de que seus assassinos pensaram poder ficar impunes a tamanha violência.
Prefiro a voz das ruas. De todos aqueles que Marielle representava com dignidade.
Prefiro a voz de Marielle, através de seu exemplar trabalho como representante de minorias. Que, em menos de dois anos como representante civil, apresentou ao menos 15 projetos de lei para melhorar a saúde e educação e garantir a visibilidade e o respeito a mulheres, pretos, crianças, LGBTs.
Que seu legado dure mais que alguns dias, que sua voz nunca se silencie, que, como Martin Luther King Jr. teve que ser assassinado para virar um mártir do Civil Rights Movement estadunidense, a voz de Marielle Franco marque nossa história.
E em Outubro, que lembremos de sua voz ao escolher nossos representantes.
Leia mais sobre Marielle na Trip.
Anúncios
Etiquetado , , , , , , , ,

Inclusion rider: o que é e por que pode revolucionar as negociações trabalhistas

No discurso mais relevante da noite, Frances McDormand citou #inclusionrider ao aceitar seu Oscar como melhor atriz por Three Billboards Outside Ebbing, Missouri​.

Inclusion rider é uma cláusula que qualquer pessoa (ator, diretor, ou profissional de outras áreas) pode pedir para adicionar em seu contrato para garantir que o projeto (filme, peça ou ambiente de trabalho) reflita a diversidade do lugar em que se insere.

Ela foi primeiro mencionada por Stacy Smith, em 2016, em um TED talk sobre como os filmes de Hollywood não demonstravam a realidade demográfica.

Gostaríamos de ver essa cláusula ir além, atingindo todas as indústrias, e não só o cinema.

Como isso funcionaria?

Qual o tamanho mínimo de uma empresa para demandar a inclusion rider?

Qual a margem de tolerância?

Você acha que a sua empresa é diversa? O que você pode fazer para garantir isso?

Obrigado, Frances McDormand, por trazer essa discussão à tona!

Etiquetado , , , , , , , ,

Sorria, você está sendo assaltado!

A exatamente um mês da abertura oficial dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro, a imprensa internacional destaca os problemas da cidade.

Atletas cancelam sua vinda por medo do zika. O governo estadual decreta estado de calamidade pública para receber 2.9 bilhões de reais (a fundo perdido) em verba emergencial do governo federal para pagar salários atrasados e evitar um caos generalizado na saúde e segurança durante os jogos.

16029356

Mas o pior de tudo é a completa falta de segurança. Entre Janeiro e Maio, foram registrados 48.429 roubos de rua no Rio de Janeiro. São 13 por hora, o maior nível em toda a série histórica. Vale a pena conferir o artigo d’O Globo.

De acordo com o jornal Extra, a cidade é cenário de 15 guerras entre quadrilhas. Como uma cidade em plena guerra civil receberá o maior evento do mundo, que representa a paz e união entre povos?

7cb60e94261d050ee22e1aa5f5e6126d

Na última semana, duas equipes de TV tiveram seus equipamentos roubados. Hoje, é destaque o roubo de 9 computadores portáteis de uma arena olímpica. Pior: o roubo foi feito pela própria equipe que seria responsável por fazer a segurança da instalação.

Para as olimpíadas, haverá 85.000 policiais nas ruas, o que deve ser suficiente para evitar arrastões nas imediações das instalações olímpicas e principais pontos turísticos. Mas e depois?

Até quando o brasileiro será tolerante com tanta violência?

E qual a sua causa?

 

Apesar da fama do brasileiro pacífico, é inegável que os níveis de violência no Brasil são assustadoramente superiores a países de igual ou inferior nível de desenvolvimento.

Das 50 cidades mais violentas do mundo, 21 estão no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a OMS, o Brasil lidera em número de homicídios.

Acho difícil, se não impossível, achar uma resposta única do porquê dos níveis estratosféricos de violência no Brasil. Cabe o debate, e é assunto para estudos acadêmicos.

24abr2015-cansados-da-rotina-de-assaltos-moradores-da-lagoa-na-zona-sul-do-rio-de-janeiro-decidiram-afixar-mensagens-ao-longo-da-ciclovia-proxima-ao-parque-dos-patins-para-alertar-ciclistas-e-142988

Quanto à tolerância à violência, acumulam-se os casos de ladrões acorrentados ou amarrados por populares, buscando ”fazer justiça com as próprias mãos”. Contra violência, mais violência.

Na minha opinião, isso mostra como a violência está enraizada em nossa cultura. Ela não é apenas do pobre contra o rico, do favelado contra o “cidadão de bem”.

Qual a solução para isso?

Sinceramente, eu não sei.

Só espero que os holofotes olímpicos nos façam discutir esse assunto a fundo – e não apenas esconder o problema sob o tapete (ou atrás de muros).

O que você acha que causa a violência no Brasil? E como resolvê-la?

Etiquetado , , , , , , , , , , , , ,

Para onde viajar em 2016?

A Lonely Planet lançou a lista dos dez melhores países para visitar em 2016. Se você está planejando suas próximas férias ou simplesmente está vivendo uma forte crise de wanderlust, vem com a gente:

10) Fiji

9) Groênlandia

8) Uruguai

O nosso vizinho ao sul é o único país latino-americano da lista. Do glamour de Punta Del Este à perfeição de Montevideo, somados a uma sociedade progressista, o Uruguai encanta!

7) Polônia

6) Austrália

(Foto: Lonely Planet)

5) Letônia

25 anos após a independência da União Soviética, o pequeno país báltico está no top 5 do Lonely Planet.

Nota minha: não deixe de conhecer suas vizinhas Estônia, ao norte, e Lituânia, ao sul!

A surpreendente Trakai, na Lituânia. (Foto: Francis Kinder)

4) Palau

Se você nunca tinha ouvido falar deste arquipélago pacífico, não se puna: o “Serengueti dos mares” ainda é um destino pouco explorado!

3) Estados Unidos

No centenário do conceito de parques nacionais, Yosemite, Yellowstone, Badlands e Zion são alguns dos destaques da terra do Tio Sam. Fuja do Mickey e da Estátua da Liberdade e conheça um novo lado dos EUA!

2) Japão

Moderno, porém antigo. O Japão se prepara para receber os Jogos Olímpicos de 2020. Será que eles conseguirão deixar uma marca mais impressionante que o Rio de Janeiro?

1) Botswana

Democrático, progressista e com uma vida selvagem impressionante: Botswana lidera a lista do próximo ano e se abre para o mundo! Em um continente afetado por pragas, ditadores e radicalismos, Botswana pode ser a entrada para um novíssimo mundo!

A Lonely Planet também preparou um vídeo com os destaques do ano. Para ler mais, acesse o site aqui.

E aí, concorda com a lista? Para onde você pretende viajar no próximo ano?

(As fotos são dos sites oficiais de turismo de cada país – salvo diretamente indicado).

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , , ,

A Arábia Saudita possui 100 mil tendas completamente vazias, que poderiam receber 3 milhões de refugiados, mas se nega a abrir suas fronteiras.

Enquanto a Europa é continuamente criticada por não receber refugiados suficientes, a Arábia Saudita – que até agora recebeu ZERO migrantes – possui 100 mil tendas com ar-condicionado, que poderiam acomodar até três milhões de pessoas, completamente vazias.

Essa extensa rede de tendas fica na cidade de Mina e são usadas apenas cinco dias por ano por peregrinos Hajj. No resto do ano, Mina fica deserta.

As tendas, que medem 8x8m, foram construídas de forma definitiva pelo governo saudita na década de 1990 e receberam melhorias em 1997. Elas são divididas em campos que também possuem cozinhas e banheiros.

As tendas poderiam prover abrigo para quase a totalidade de refugiados sírios (4 milhões de pessoas). Importante lembrar que o papel da Arábia Saudita na guerra civil, ao armar e financiar grupos jihadistas.

No entanto, como destacado pelo Washington Post, países do golfo como a Arábia Saudita, Kuwaite  Qatar se refusam a receber refugiados. O governo saudita afirma ter recebido 500 mil sírios desde 2011, mas grupos de direitos humanos apontam que estes não são refugiados, mas trabalhadores legais e outros imigrantes. Em comparação, o Líbano recebeu 1,3 milhão de refugiados – mais de um quarto de sua própria população.

Enquanto se recusa a receber refugiados, a Arábia Saudita se ofereceu para construir 200 mesquitas para os 500 mil migrantes por ano que entrarão na Alemanha.

Os sauditas argumentam que as tendas são necessárias para receber os peregrinos que anualmente visitam Mecca. Dado o princípio árabe de irmandade (Ummah), em que deve-se oferecer abrigo aos irmãos muçulmanos, certamente Mina poderia ser utilizada para receber as famílias desesperadas que fogem da guerra e da perseguição do Estado Islâmico, não?

A probabilidade dos sauditas convidarem refugiados sírios para Mina, no entanto, é zero. Enquanto isto, as tendas ficam sem uso, como um exemplo concreto da hipocrisia compartilhada pelos estados do Golfo Árabe.

*Tradução livre do belíssimo texto de Paul Joseph Watson, publicado originalmente no Infowars. Visite o texto original aqui.

**Fotos: Akram Abahre

Anúncios