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Descubra os erros fatais em uma entrevista de emprego

Por mais que se tenha um currículo excelente, a entrevista pode derrubar um candidato.

Isso pode acontecer por incompatibilidade de perfis do candidato e da empresa, dia ruim, falta de aptidão à vaga, etc. Normal. Mas em alguns casos, erros do candidato são fatais.

Preste atenção às dicas de especialistas abaixo. Uma boa preparação pode fazer a diferença entre conseguir sucesso e perder uma oportunidade única.

Segundo a CareerBuilder, em texto da Folha:

As principais falhas apontadas por cerca de 60% dos entrevistados são deixar de demonstrar interesse pela vaga, atender o telefone ou mandar mensagens de celular durante a entrevista e vestir-se de forma imprópria. Além disso, falar mal da empresa em que trabalha ou do ex-empregador foi considerado prejudicial por 58% dos recrutadores e não ser capaz de fornecer exemplos concretos quando questionado, por 34%. A pesquisa falou com 2.600 gerentes e 3.900 funcionários americano.

A linguagem corporal também é importante: para 72%, evitar olhar o entrevistador nos olhos durante a entrevista é fatal. Não sorrir em nenhum momento é um erro grave de acordo com 42%, e um número parecido (38%) acha que uma postura ruim também pode custar o emprego. Por fim, é bom prestar atenção até no aperto de mão, já que 28% acham que, se o gesto não demonstrar força, o candidato tem menos chances.

“Uma entrevista de emprego pode ser uma das experiências mais desesperadoras que há, então é importante planejar e treinar”, diz a vice-presidente de RH da CareerBuilder, Rosemary Haefner. Como dica de preparação, ela sugere que o candidato simule uma entrevista com algum amigo, para treinar as respostas tanto de questões esperadas quanto de perguntas surpresas. “Pesquise a empresa antes e pense em respostas que incorporem a sua experiência prévia. Quanto mais preparado estiver, mais difícil será cometer erros”, diz.

A preparação pode ser importante para evitar alguns erros inusitados de candidatos, que foram citados pelos recrutadores que participaram da pesquisa como os mais estranhos de 2012.
Confira alguns:

– O candidato disse que precisou deixar um emprego em um banco porque ele se sentia constantemente tentado a roubar dinheiro;

– O candidato negou que estava com o celular mesmo quando era possível ouvir o aparelho tocando na pasta dele;

– A candidata pegou todas as balas disponíveis em uma jarra na sala do recrutador e guardou-as no bolso;

– O candidato comentou que faria tudo o que fosse necessário para fazer o trabalho – dentro ou fora da lei;

– O candidato abraçou o presidente da empresa;

– A candidata pediu para adiar o início do emprego para poder receber presentes de fim de ano na empresa em que estava.

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Entender o comportamento humano pode garantir o sucesso!

Para quem estava com saudade dos posts de Zeca Dib, ele retorna nesta semana com um texto divertido e leve sobre algo fundamental a um empreendedor: conhecer o seu público. Não basta só saber onde ele está, é preciso antever suas ações e reações. Vamos lá!

“There’s no such thing as a free lunch”. Esse clichê do marketing, administração, etc tem um significado brutalmente simples: nós, assim como golfinhos que fazem truques pelos peixes, só agimos tendo em vista algum tipo de recompensa.

Muitas, e eu coloco ênfase em muitas, interações não tem por objetivo algum tipo de recompensa material. Somos seres essencialmente sociais, e grande parte daquilo que fazemos/falamos no cotidiano é, consciente ou não, direcionado a reforçar ou implementar nosso posicionamento social. Não digo “melhorar”, pois seria muito genérico e inexato: melhor, como sabemos, é relativo. Um posicionamento, assim como as marcas o fazem (ou deveriam fazer) é mais complexo, e engloba características como distante, amigável, recluso, impestuoso, calmo, sarcástico… e tudo o mais que monta esse mosaico incoerente, ilógico e irracional que é o comportamento humano.

A mentira é um dos meios que usamos para manipulação da opinião externa sobre nós mesmos. Por isso, o filme The Invention of Lying é genial (injusto, o filme é genial por diversos motivos), e por isso seria muito legal da sua parte que acessasse esse link. É uma palestra da Pamela Meyer no TED, sobre mentira. Vejam.

Quem já leu o livro Freakonomics, de economista Steven Levitt e do jornalista Stephen Dubner, sabe porque pessoas agem através de incentivos. Para buscar a raiz de algum fenômeno, há de se procurar, geralmente através de dados e observação, as motivações que levam a determinado comportamento. Leia o livro ou veja o filme, e você vai entender melhor esse parágrafo. Se não entender nem assim, não sou eu quem vai conseguir te explicar, pedagogia não é meu forte.

Como esse é um blog de negócios, fica óbvio onde quero chegar com todo esse estudo do comportamento humano. Em business, humano = consumidor. Se você compreende um pouco melhor como as pessoas se comportam dentro de determinados contextos, quais são as sanções e recompensas plausíveis diante de quais comportamentos, quais são os incentivos e o que é importante naquele cenário, é possível que tenha uma visão mais ampla e possa prever com menor margem de erro como os consumidores vão reagir aos movimentos do mercado, seja este movimento um lançamento de produto, reposicionamento de outro, obsolecência, godzilla, ou quaquer outro.

Pode ser que o resultado não seja tão aparente e brilhante a princípio, mas não é, de forma alguma, perda de tempo estudar teorias acerca do comportamento humano quando se pretende ser um empreendedor. Exemplo: Jobs sabia que o povo tende ao paternalismo (que decidam as coisas por ele), por isso o autoritarismo, inflexibilidade e imposições em seus produtos. Acertou em cheio.

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Sobre ecochatos, grammar nazis e outros radicalismos bobos

Começo o texto com um excerto de um excelente artigo da Gazeta do Povo:

Tenho percebido recentemente um afã de muita gente que quer fazer algo para fazer o mundo melhor. Tenho amigos que abandonaram as sacolas plásticas. Outros que resgatam cães na rua e dão remédios, casa, comida e roupa lavada. Outros ainda que aderiram ao protocolo de Kyoto: só andam a pé, de ônibus ou de bicicleta.

O que me parece, no entanto, e conversando com mais gente descobri que não sou só eu, é que há uma certa confusão sobre o assunto: como se essas coisas, simplesmente, resolvessem um problema. Como se por aderir a várias (ou normalmente a uma só delas) você se transformasse em alguém melhor.

Em alguns casos, a causa vira mesmo algo mais forte, e quem não adere, não concorda, vira proscrito para os adeptos. Como se toda a bondade do mundo dependesse de você ser “um de nós”, de tomar “o caminho da verdade”. E, se não, você ainda é alguém que não viu a luz. Em suma, uma boa causa vira radicalismo.

Concordo plenamente com Rogério Galindo, responsável pelo texto acima, e sugiro a leitura do texto na íntegra.

A ansiedade, o estresse, o inconformismo, a tentativa de ser ouvido, não importa, diversos motivos fazem com que as pessoas tenham reações extremadas com alguns problemas do mundo. Multiplicam-se os posts no facebook equivalentes às antigas correntes, que para cada pessoa que curtir alguma empresa doará dez centavos à cura do câncer, ao fim da fome na África ou aos animais abandonados.

Impressora verde não utiliza tinta e o papel pode ser reutilizado até mil vezes. Mas custa mais de dez mil reais. Vale a pena?

O mesmo pode ser visto até mesmo em assuntos como a legalidade do casamento de homossexuais, por exemplo. Pessoas favoráveis e contrárias inflamam o debate, e o cerne da questão passa para um segundo plano. Será que é preciso mesmo tanto barulho? Ou como uma frase que vi estes dias: Se você é contra o casamento gay, é só não se casar com ninguém do mesmo sexo… (mantenham o bom humor e leiam o meu texto sobre os riscos de unir política e religião).

Às vezes, é preciso ponderar a importância de causar reboliço em torno do assunto que você quer defender. E se houver alguém contrário, será que não vale mais a pena respeitar aquela pessoa e usar outros argumentos ou procurar outros meios de atingir o seu resultado?

Outra coisa: erros de português. Nossa língua é difícil, as pessoas são desatentas, o ensino de base é deficiente e os erros se multiplicam nas redes sociais. Mas gritar com todos que escrevem “concerteza” ou não sabem a diferença entre mas e mais vai tornar o mundo um lugar melhor? Provavelmente não.

O que eu quero dizer é que não é porque alguém não adere à sua causa que esta pessoa deve ser expulsa do seu convívio social. Da mesma forma, é preciso ser compreensivo e paciente. Como Galindo disse em seu texto: E se alguém usa carro porque tem problemas de equilíbrio na bicicleta? Ou se simplesmente não gosta de cachorros. Ou se tem um dia tão corrido que não consegue parar para pensar em comprar sacolinhas verdes, ou seja lá como se chame. Ou se a pessoa simplesmente não estiver com vontade de aderir, quiser seguir outros princípios?

Gostaria de terminar este post com um pequeno trecho da entrevista incrível concedida pelo filósofo, matemático e crítico sócio-cultural Bertrand Russell em 1959.  Para assisti-la na integra, clique aqui. Como ele diz, nunca se deixe enganar por aquilo que você acha ser o certo para todos; e se queremos viver em harmonia, precisamos aprender a ser tolerantes.

PS: Não me coloco aqui como dono da verdade. Acho que, a medida que vocês me conhecem melhor, percebem que eu erro bastante. O mais importante, porém, é ter a elegância e a humildade de pedir perdão. E ao falar especialmente de grammar nazis, ou obcecados pelo português escrito (ao menos parcialmente) de forma correta nas redes sociais e na blogosfera, estou apontando o dedo contra mim mesmo. Mas estou tentando melhorar…

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