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Brasil é um dos piores em inglês, diz estudo

Do you speak english? It seems that if you do, it is not a good english.

Se você não entendeu as frases acima, você contribuiu para as péssimas estatísticas geradas pela EF, uma das mais importantes escolas de idiomas do planeta.

O estudo, realizado entre 2009 e 2011 com quase 1,7 milhão de pessoas de 54 países e territórios, indicou que o nível de inglês do brasileiro não só é um dos piores do planeta, como que ele também piorou nos últimos anos.

Na primeira edição, realizada entre 2007 e 2009, o Brasil ficara em 31° lugar, com uma pontuação de 47,27 (em uma escala de zero a 100). Desta vez, o Brasil ficou em 46°, com 46,86 pontos.

Às vésperas de recebermos os dois maiores eventos do mundo, a Copa do Mundo da FIFA de 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016, o nível de inglès PIOROU ao invés de melhorar. Na América Latina, apenas Guatemala, Colômbia e Panamá apresentam notas inferiores. Ficamos atrás de países como Venezuela, El Salvador e Costa Rica. Decepcionante, não?

Países

Os países europeus dominam as primeiras posições do ranking. Suécia, Dinamarca, Holanda, Finlândia e Noruega (todos nórdicos, diga-se de passagem) ocupam o topo da lista e foram os únicos a terem um inglès reconhecido como de “proficiência muito alta”. O primeiro país não-europeu e que não tem o inglês como língua oficial no ranking foi a Argentina, a frente até da Coreia do Sul, do Japão e da França.

Idade

Em todo o mundo, os jovens profissionais de 25-35 anos possuem os melhores níveis de inglês. Na América Latina, a diferença entre as diferentes faixas etárias não é tão expressiva, mas ainda ocorre. Veja no gráfico.

idade

Gêneros

Mulheres possuem níveis mais elevados, tanto no mundo de forma geral quanto na América Latina.

Setores da economia

Pessoas das áreas de viagens, negócios, consultoria e telecom ainda possuem os níveis mais elevados de inglês. Por outro lado, profissionais do varejo e do setor público têm mais dificuldades na língua.

ind

O estudo também identificou que países com IDH mais elevado ou com maior acesso à internet falam inglês melhor. Alguma surpresa? Apesar disso, os países asiáticos ainda patinam na língua mais importante para negócios internacionais.

Apesar da excelente qualidade do ensino, asiáticos (como os coreanos, na foto) ainda têm dificuldade no inglês

Se quiser acessar o estudo na íntegra, clique neste link. E aí, o que achou dos resultados?

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Conheça os países que querem roubar os holofotes dos BRICS: MIST

México, Indonésia, Coreia do Sul e Turquia. Com um ambiente de negócios mais favorável e menos turbulências, estes países tentam roubar os holofotes de seus concorrentes em desenvolvimento, os BRICS.

Dos MIST, a Coreia do Sul se destaca, tanto pelo nível de desenvolvimento quanto com as possibilidades de crescimento futuro

O próprio “criador” de ambas as alcunhas, Jim O’Neill, presidente do Goldman Sachs já não vê os BRICS como países em desenvolvimento, aliás. Para ele, essas economias já emergiram. Da Veja:

Brics e Mist terão juntos um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 12 trilhões de dólares ao fim desta década em termos reais – dois terços provenientes dos Brics e um terço do total vindo da China. “Os Brics são muito importantes e ainda não se pode compará-los com os MIST”, afirma O’Neill.

Comparações à parte, a expansão econômica de México, Indonésia, Coreia do Sul e Turquia é inegável, enquanto o mundo desenvolvido agoniza em recessão ou estagnação econômica, e muitos emergentes veem seu dinamismo se esvair claramente. “Os países do MIST estão ganhando visibilidade por causa da desaceleração dos Brics. Brasil, Índia e China estão experimentando taxas de crescimento abaixo do previsto neste ano, não apenas devido ao ciclo econômico, mas também porque tomaram medidas que não foram tão bem recebidas pelos mercados”, afirma Christopher Garman, diretor de estratégia de mercados emergentes da Eurasia Group. No caso do Brasil, em particular, ele diz que o investidor está pessimista, sobretudo, com o baixo crescimento – que deve encerrar o ano em 1,75% segundo previsões do mercado financeiro. Contudo, ele lembra que os mesmos investidores avaliam que os esforços da presidente Dilma Rousseff para estimular o PIB – tais como os pacotes que têm sido anunciados e as medidas para ajudar a indústria – mostram uma “luz no fim do túnel”.

 O surgimento de levas de países que dão um salto rumo ao desenvolvimento não é fato isolado na história da economia global. Os Estados Unidos e o Japão, por exemplo, já foram nações emergentes que surpreenderam o mundo com seu vigor. Olhar para além dos Brics pode ser considerado, portanto, algo natural. “Muitos investidores começam a olhar para histórias de crescimento fora dos BRICS, e alguns fundos estão apostando em países do segundo escalão dos emergentes”, conta Garman. “O Mist reúne essencialmente os maiores países depois dos Brics”, completa. Apesar de economistas e investidores falarem dessa seleção de países há dois anos, tal predileção ganhou adeptos nos últimos meses por conta do agravamento da crise financeira europeia e seu impacto nos emergentes dos Brics – com destaque para o vexame brasileiro.

Discordo de O’Neill. É só andar pelas ruas de Moscou, São Paulo, Pequim ou Nova Déli para se notar que eles estão longe de já terem emergido. Estes países ainda são extremamente desiguais e tem inserido famílias na classe média aos milhões. As possibilidades são imensas, e as dimensões desses países os tornam os mais importantes países em desenvolvimento.

Algo é notável: os investidores estão fugindo do mundo desenvolvido. As poucas e distantes possibilidades de recuperação do crescimento nessas nações faz com que se busquem mais alternativas, e os países em desenvolvimento são a única saída. Desses, tenta-se desprender quais são mais seguros, mais prósperos e mais atraentes. E exatamente por isso os MIST ganharam importância.

Mas os BRICS ainda estão muito à frente dos MIST em vários aspectos. Politicamente, a influência do grupo é determinante. Economicamente, nem se fala. Eles (nós) representam quase metade da gente do mundo. Movimentam grande parte do comércio internacional. E ainda crescem mais.

Portanto, caros concidadãos dos BRICS, não precisamos ter medo dessa “neblina”. É só fazer a lição de casa direitinho (facilitar os negócios, diminuir a carga tributária, etc) que ainda seremos a estrela da festa.

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