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De onde vêm as boas ideias?

Steven Johnson estudou durante muito tempo o comportamento humano e chegou a interessantes conclusões sobre de onde vêm as boas ideias. Ao contrário do que muita gente pensa, raramente ideias geniais e determinantes para a nossa história acontecem em lapsos de genialidade, epifanias criativas. Pelo contrário: as boas ideias precisam amadurecer muito tempo, às vezes décadas, até chegar à forma final.

Daí a importância da conectividade e das relações sociais, seja via cafés, cartas ou redes sociais digitais.

Veja o vídeo abaixo (dublado, 4min) e entenda mais sobre isso.

Ainda, confira sete dicas para se ter boas ideias.

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O capacete de bicicleta invisível

Quem não acha os capacetes de bicicleta horrorosos e desconfortáveis?

“Parece um cogumelo duro na sua cabeça” – disse uma das inventoras mais revolucionárias dos últimos tempos.

Incomodadas, Anna Haupt e Terese Alstin passaram sete anos estudando um capacete que pudessem chamar de “revolucionário” (seguro e esteticamente mais bonito). Entraram em contato com um especialista em traumas na cabeça e estudaram vários relatórios de acidentes de bicicleta.

Sim, ele está usando um capacete. Incrível, não?

Depois dos anos de estudos e testes, chegaram ao que chamam de capacete invisível. O princípio é o mesmo dos airbags dos carros, só abre em caso de impacto. Ele é equipado com um sensor de movimento que detecta qualquer mudança brusca de velocidade ou direção, e, ao abrir, protege a cabeça e o pescoço do ciclista.

Segundo as designers, o capacete invisível é o símbolo do impossível. “Se dizem que é impossível, temos que provar o contrário”. A invenção rendeu à suecas o INDEX Award 2011, maior premiação em dinheiro para projetos de design do mundo.

Veja o vídeo e confirme: não é fantástico?

The Invisible Bicycle Helmet | Fredrik Gertten from Focus Forward Films on Vimeo.

Li na Superinteressante.

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5 dicas para ser criativo

Lendo o Brain Pickings ontem, encontrei esta fantástica palestra de John Cleese de 1991, mas que ainda é muito válida atualmente. O ator e comediante destaca cinco dicas para ser criativo, que são válidas para áreas muito além do entretenimento e lazer.

Criatividade é uma ferramenta fundamental ao sucesso em qualquer área. Como o comediante diz, criatividade não é um talento, mas uma forma de ação. Ser criativo não significa ser inventivo. A criatividade pode se expressar em formas originais de trabalhar, de abordar os problemas, de negociar, de processar informações, etc. Além disto, para ser criativo não é preciso reinventar a roda. Basta utilizar os conhecimentos e práticas já estabelecidos de formas originais.

Levando-se isto em conta, todos devem tentar ser mais criativos e, para isto, é preciso:

1) Espaço

Você não consegue se tornar criativo se você estiver sobre a pressão corriqueira. Arranje um espaço só seu, um lugar onde você pode se refugiar e pensar sem ninguém te incomodando o tempo todo. Falando em tempo…

2) Tempo

Para ser criativo, é preciso tempo. Você precisa se isolar do mundo ao redor para seu cérebro se abrir, mas isto demanda tempo. Como Cleese colocou, depois de aproximadamente 90s parado, você começará a lembrar do telefonema que precisa fazer, do recado que precisa passar, da reunião para a qual precisa se preparar, etc, e acabará deixando para depois a função de ser criativo. Você precisa ter paciência neste tempo que sua mente leva para se acalmar, pois aí você chegará ao momento de abertura de mente. Porém, não adianta nada separar apenas 20 ou 30min para pensar, pois quando sua mente finalmente estiver se abrindo, você terá que voltar a sua rotina normal. Cleese enfatiza, também, que uma manhã inteira para pensar não é produtiva, pois a partir de determinado momento você precisa de um descanso, e não conseguirá ser criativo. Portanto, sugiro que separe algo como 1h, ou 1h30 por semana.

“É mais fácil fazer coisas triviais que são urgentes, que fazer coisas importantes que não são urgentes, como pensar. É mais fácil fazer coisas pequenas que sabemos que conseguimos fazer que começar coisas grandes, de cujos resultados não temos tanta certeza.”

3) Tempo

Ao contrário do item anterior, que refletia a necessidade de criar um espaço de tempo na sua agenda, é importante que você deixe para tomar suas decisões importantes depois de algum tempo. É preciso manter o problema durante algum tempo, e aprender a tolerar aquele leve desconforto da existência do problema, e não aceitar a primeira solução que surge. Segundo Cleese, a existência de algum tempo de ponderação já contribui para decisões mais criativas. Portanto, você deve sempre se perguntar a priori: “Quando esta decisão deve ser tomada?” e deixar para tomar a decisão neste momento.

Uma comparação válida seria dizer que, quando você precisa derrubar uma árvore e tem um determinado tempo para fazê-lo, você deve dedicar 90% do tempo a amolar o seu machado, e apenas 10% realmente agindo. Se você se apressar para tentar derrubá-la com o machado cego, provavelmente não terá sucesso.

4) Confiança

O maior inimigo de uma mente criativa é o medo de errar. Se você não tiver confiança suficiente, sempre trilhará os caminhos já conhecidos, já experimentados por alguém, e isto lhe impedirá de ser criativo. Mais: isto limitará seu sucesso pleno em qualquer iniciativa.

Se enganar é algo natural e totalmente aceitável, e nunca deve impedi-lo de agir.

5) Humor

Pode ser curioso falar que o humor é fundamental para que uma pessoa (de qualquer área, não apenas do entretenimento) consiga ser criativa. Uma frase de Cleese pode ser destacada: “A principal significância do humor é que ele nos abre a mente a novas possibilidades mais rapidamente que qualquer outro método.”

A maior parte das pessoas comumente confunde seriedade com solenidade.  Um assunto sério pode ser discutido com bom humor, e isto torna a discussão muito mais ágil e produtiva, enquanto as solenidades apenas entediam, tomam tempo e fazem as discussões perderem o ritmo. Cleese é comediante, e tem longa experiência no assunto.

Acredito que este item seja o mais controverso e, ao invés de humor, eu utilizaria “leveza“, mais amplo. Uma conversa leve, mesmo em uma reunião crucial, pode favorecer uma negociação mais justa e equilibrada.

Sugiro você separar um tempinho do seu dia para assistir à palestra na íntegra (de 36min). Infelizmente, não encontrei com legendas em portugues.

John Cleese é mundialmente famoso por Monty Python, mas seu trabalho vai muito além disto.

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