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Brasil tem surpresas entre os 100 mais influentes do mundo da Time

Todos os anos, a revista Time divulga uma lista das cem pessoas mais influentes do mundo. Em 2013, não foi diferente. De líderes nacionais como Obama a celebridades como o casal Jay Z e Beyonce, a lista compreende pessoas dos mais diferentes setores. A lista é dividida em Pioneiros, Artistas, Titãs, Líderes e Ícones.

A lista de 2012 tinha três brasileiros:

– a presidente da república, Dilma Rousseff;

– a presidente da Petrobras, Graça Foster;

– o bilionário decadente e multi-empresário, Eike Batista.

Neste ano, nenhum desses nomes figurou na lista. De forma surpreendente, a líder de um país tão imponente e emergente não parece mais exercer a mesma influência no mundo – ao menos na visão da Time.

Por outro lado, dois brasileiros brilharam:

Joaquim Barbosa, descrito como o garoto que viu na educação o passaporte para superar a pobreza e acabou conquistando o país, fazendo doutorado em Sorbonne e aprendendo quatro línguas. Foi classificado como “pioneiro”.

Alex Atala, chef do restaurante de maior prestígio do Brasil e considerado um dos melhores do mundo, o D.O.M, foi inserido na categoria “artista”.

E você, concorda que Barbosa e Atala são mais influentes que Dilma atualmente?

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Sobre tomates, sazonalidade e a inflação em geral

A forte elevação do preço do tomate nos últimos meses gerou burburinho nas redes sociais e nos noticiários brasileiros. Diversas charges e imagens com o produto viralizaram, e até mesmo a apresentadora Ana Maria Braga comprou a briga por preços mais acessíveis para o tomate.

Mas o que foi que eu fiz?

O tomate é uma das frutas (sim, tomate é uma fruta) preferidas do brasileiro. Dificilmente você verá uma salada sem este alimento rico em licopeno. E exatamente por isso a alta no preço fez tanto barulho.

tomate_sedDe acordo com o Ceagesp, entre março e julho temos um período de fraca sazonalidade para a produção do tomate. Ou seja, a oferta cai (se quiser saber mais sobre a sazonalidade do tomate, acesse este trabalho de conclusão de curso sobre o tema).

Como o tomate é um bem com demanda bastante inelástica, a redução na oferta repercute rapidamente em elevação nos preços. Não entendeu? Calma, eu explico.

Bens com demanda inelástica são aqueles que, mesmo com a elevação nos preços, o consumo não cai tanto. No sentido oposto, não é porque o preço cai que todo mundo comprará mais. Produtos da cesta básica, em geral, possuem demanda mais inelástica.

Confira o gráfico. A oferta passou da linha verde mais à direita para a mais à esquerda. A curva de demanda (representada pela linha vermelha) não varia. Portanto, o equilíbrio de mercado passa do ponto A para o ponto B, em que uma quantidade menor é vendida a um preço mais elevado.

Na ausência de outras alterações, quando o período de entressafra acabasse, a oferta retornaria à curva verde à direita e o preço retornaria ao patamar anterior.

É claro que a economia não é tão simples, pois diversos outros fatores externos também influenciam na formação do preço do tomate. Mas de forma simplificada, esse é o motivo pelo qual os preços sobem quando a sazonalidade é de baixa produção.

Tá achando o tomate caro demais para o seu bolso? Substitua-o por cenoura, pepino ou outras leguminosas que estejam mais acessíveis. Se os hábitos de consumo se alterarem, a curva de demanda ficará mais elástica, ou seja, mais inclinada. Com isso, o preço não subirá tanto na entressafra, e você poderá economizar algum dinheiro!

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Muito sucesso pela frente!

Neste mês de março, o Economistinha completou um ano de vida! Êêêê parabéns para nós!

Foram 200 posts e 30.000 acessos ao longo desses doze meses, oriundos de mais de 70 países do globo.

Nem todos os dias foram fáceis. Houve momentos em que precisamos nos reinventar, nos desculpar, mas sempre buscando levar algum conhecimento sobre economia e política para todos vocês da forma mais acessível possível.

O Economistinha nasceu buscando descomplicar conceitos que até então pareciam distantes da população em geral, e conseguimos mostrar que a economia e a política estão até onde você nem imagina. Nossas dicas de finanças pessoais já ajudaram milhares de pessoas a repensar seus gastos e a organizar seu orçamento. Dicas de moda (!) deram uma luz para o que vestir em uma entrevista de emprego a mais de três mil pessoas. E tantos outros posts ajudaram no dia-a-dia de nossos leitores.

 

mapa

O mundo que lê o Economistinha

 

Por tudo isso, o Economistinha existe. Por tudo isso, eu tenho muito orgulho de escrever para vocês.

A partir deste fim de semana, eu entro em uma fase nova da minha vida, e espero que vocês me acompanhem nessa jornada. Espero que todas as minhas experiências ajudem vocês a cada dia. Obrigado, e que venham muitos mais anos de blog!

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Pensando em financiar um imóvel? Entenda todos os custos dessa operação.

Se você está pensando em comprar um imóvel, é bem provável que tenha considerado financiar ao menos uma parte do valor total. A queda vertiginosa das taxas de juros (capitaneadas pelos bancos estatais e seguida pelos privados) tornou isso ainda mais fácil, mas é preciso atenção ao escolher a instituição financeira em que vai financiar seu imóvel dos sonhos.

O imóvel dos seus sonhos pode parecer ao alcance das suas mãos com as promessas de juros baixos… mas preste atenção às demais taxas!

Devido a Resolução 3517 de 2007 do Banco Central do Brasil, as instituições financeiras concedentes de empréstimos para financiamento imobiliário são obrigadas a informar o CET – Custo Efetivo Total – da operação. Isto é, além da taxa de juros, é preciso calcular o percentual de aumento anual efetivo da dívida. Entenda melhor no site do Bacen.

Além da Taxa de juros, outros valores entram na conta do CET. Veja abaixo:

Há dois tipos de seguros:

– MIP (Morte ou Invalidez Permanente)

– DFI (Danos Físicos ao Imóvel)

Além disto, há as seguintes tarifas:

– Administração mensal

– Análise jurídica

– Emissão do contrato

Segundo o especialista em crédito imobiliário Marcelo Prata, em entrevista à Folha, geralmente estes custos acrescentam de 1-1,5 pontos percentuais à taxa de juros anual. Ou seja: se o banco ou financeira promete juros de 9% ao ano no seu financiamento, você provavelmente pagará efetivamente 10-10,5% de CET.

Portanto, fique atento a este número e boa mudança!

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Para cumprir meta fiscal, governo sacrifica confiabilidade

O governo brasileiro geralmente já não costuma cumprir suas metas de superávit primário (conceito fajuto que só existe no Brasil, que representa a economia feita pelo governo naquele ano antes de pagar os juros da dívida – depois de descontados, o governo brasileiro sempre fica em déficit, ou seja, gasta mais do que ganha). Usam-se mentiras e abatimentos (o que não deveria ocorrer) para ludibriar o mercado. Mas em 2012, Mantega e sua equipe passaram dos limites.

A meta para o ano era de R$139,8 bilhões, mas até novembro a economia feita era de apenas R$82,7 bilhões. Ou seja, faltava mais de R$57 bi para cumpri-la. O governo deveria ter admitido que não iria conseguir, devido à crise internacional, à conjuntura blá blá blá ou à dor de barriga da Dilma. Mas não. Ele usou uma série de subterfúgios para chegar lá:

1) Abatimentos. O governo diz que os investimentos (ou seriam gastos, considerando-se o tanto de desvio de Cachoeira e Cia?) do PAC vão trazer crescimento lá na frente, e portanto podem sacrificar a meta. Já tinha feito isto em outros anos, fez isto novamente. Uns R$32 bi vêm de lá.

2) Injeção de dinheiro no caixa do Tesouro Nacional. Como? Imprimir dinheiro não pode, né. Então…

2.1) Obriga-se a Caixa a distribuir dividendos imediatamente. R$4,6 bi. No ano, o banco mandou R$7,7 bi para as contas públicas. Ah, o BNDES também teve que mandar dividendos para a draga do Mantega. R$2,3 bi.

2.2) Um verdadeiro samba do criolo doido para pegar dinheiro do Fundo Soberano (FSB). O Fundo deveria ser usado em situações emergenciais, ou para boas causas, mas o governo preferiu usar aquele dinheiro para tapar buracos de gestão mal-feita. Ao todo, o FSB deve enviar perto de R$ 12,4 bi. Como o dinheiro estava em ações da Petrobras, o BNDES comprou estas ações do FSB.

Os valores exatos serão descobertos no fim do mês, com a divulgação dos números da contabilidade nacional. Oficialmente, o governo garantiu que cumpriria a meta neste ano para salvaguardar as reduções da taxa básica de juros feitas pelo Banco Central. Mas com tantos artifícios e contabilidade criativa, fica difícil levar o governo a sério.

(Com informações da Folha e do Estadão)

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