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No dia em que celebramos 50 anos do discurso mais famoso da história, eu tenho um sonho…

Hoje, o mundo celebra 50 anos do discurso mais famoso da história. No dia 28 de agosto de 1963, Martin Luther King comoveu a população americana em um discurso emocionado a favor da igualdade de direitos em Washington, DC.

Cinquenta anos depois, eu tenho um sonho.

Eu sonho que as pessoas não sejam julgadas pela sua origem, raça, gênero, idade ou orientação sexual, mas por sua experiência e comprovada capacidade de exercer suas funções. Eu sonho que mensagens de ódio sejam cada vez mais incomuns, e que os protestos sejam corretamente direcionados a quem lhes cabe. Eu sonho que as pessoas pensem menos em si e mais no bem comum. Que ao menos pensem antes de agir, falar ou agredir as minorias.

Eu sonho que as crianças de todo o mundo não sejam coagidas a participar de movimentos ideológicos de qualquer tipo, mas que possam brincar e desenvolver suas capacidades em seu próprio ritmo. Que os governos respeitem suas populações e coibam qualquer atividade que possa incitar o ódio entre as pessoas.

Eu sonho que as liberdades individuais sejam respeitadas, e que ninguém seja julgado pelos seus erros de forma injusta ou desumana.

Eu tenho muitos sonhos. Mas hoje, eu apenas sonho com um mundo mais igualitário.

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Política e Religião: Uma combinação perigosa e indigesta

Opinar sobre a mistura de política e religião é algo perigoso, pois acirra rivalidades e levanta paixões intensas de todos os lados. Mas é uma discussão fundamental no Brasil atual.

O crescimento das igrejas evangélicas pentecostais e neopentecostais no Brasil desde a década de 1960, mas principalmente após 1990, é rápido. Várias destas igrejas se caracterizam por um forte caráter carismático, com estratégias de marketing agressivas e vocação evangelizadora. Isto aumenta a exposição destas denominações, o que eleva a polêmica a respeito do papel destes missionários na sociedade, além de assegurar mais e mais participantes.

Igreja Universal do Reino de Deus: exemplo de grandiosidade, opulência e poder que arrebanham mais e mais fiéis a cada dia

Discussões quanto às práticas religiosas a parte, pastores, cantores gospel e outros missionários se espalham pela sociedade, e muitos assumem atualmente cargos públicos: desde vereadores, prefeitos, deputados até, recentemente, a nomeação de um ministro pela presidente.

Gosto de deixar muito claro o trecho “discussões quanto às práticas religiosas a parte” porque o Brasil é um país democrático e livre, onde cada um pode afirmar o que bem entender – sem ferir a liberdade alheia, logicamente. Como afirma nossa constituição em seu Artigo 5º, Termo VI:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. (…) É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.

Portanto, se alguém quiser dizer que acredita que os bebês vêm de repolhos, da cegonha ou que o mundo vai acabar quando algum deus voltar à Terra, esta pessoa tem seu direito assegurado. Acredita quem quer. Ponto final.

Mas… como eu falei, a liberdade de um vai até onde começa a do outro. E infelizmente, a chamada “bancada evangélica” costuma se posicionar com frequência contra o mesmo artigo da Constituição Federal que assegura seu direito de falar: o direito à igualdade.

O Brasil é um país desigual. Enquanto alguns tem alguns direitos, outros não os tem. Heterossexuais podem se casar e adotar com relativa facilidade legal, homossexuais enfrentam uma guerra nestes âmbitos; adolescentes educados em escolas particulares com preços salgados têm acesso à educação superior pública gratuita, os menos favorecidos, não necessariamente; e assim por diante.

Vamos combinar uma coisa, galera? Todos têm o direito à igualdade. A uma vida digna. Não importa se você gosta ou não de fulano ou ciclano, se você acha que ele vai para o inferno por seu comportamento. RESPEITE-O COMO VOCÊ DESEJA SER RESPEITADO. E vamos lutar por direitos iguais a todos, não apenas àqueles com quem nos identificamos.

É só isso. Obrigado.

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