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Lições que o Brasil deve aprender com o Canadá

Recentemente, morei no Canadá por três meses, percorrendo cidades nas quatro mais famosas províncias do país (British Columbia, no extremo oeste, Alberta, Ontario (onde fica a capital, Ottawa, e a maior cidade do país, Toronto, e Quebec, a província francófona).

Arco-Íris se forma atrás das montanhas em Banff, Alberta

Ao contrário do que muitos pensam (inclusive eu, anteriormente), o Canadá possui grandes diferenças em relação aos Estados Unidos. Os dois países compartilham a maior fronteira do planeta e laços econômicos históricos e extremamente profundos, mas possuem identidades bastante distintas.

Ao mesmo tempo, Canadá e Brasil possuem semelhanças em diversos aspectos. Ambos são países de dimensões continentais, com grandes distâncias entre seus principais pólos, ainda que o Brasil tenha vantagens. Devido aos invernos gelados que atingem todo o país, 90% da população vive a menos 160km (100 milhas) da fronteira com os EUA, de leste a oeste do país. Vancouver fica a quase 3700km de Montreal e a 3360km de Toronto. Para os negócios, um país com grande diversidade de fusos horários pode significar dificuldades, e neste aspecto o Brasil está em uma situação favorável, visto que boa parte da nossa população vive no mesmo fuso horário.

Brasil e Canadá possuem grandes semelhanças também no aspecto étnico e social. Os dois países receberam uma grande quantidade de imigrantes, criando uma diversidade de etnias única. De acordo com o embaixador Afonso Cardoso, do Consulado Geral do Brasil em Toronto, enquanto o Brasil já encontrou uma identidade própria, o Canadá ainda é formado pela multiplicidade, pela pluralidade de culturas e etnias que formam seu povo. Mais da metade da população de Toronto é estrangeira, e pelo menos 43% fazem parte de minorias.

Pride Toronto, um evento com duração de aproximadamente 10 dias que mobiliza toda a cidade em prol da defesa dos direitos LGBT

O respeito à diversidade é uma das principais forças do Canadá, aspecto que o diferencia de outros países com intensa imigração. Assim como o Brasil (através do programa Mais Médicos), o Canadá tem investido na atração de profissionais qualificados. Com uma população de apenas 34 milhões de pessoas, o Canadá entende a importância de buscar em outros mercados profissioanis capazes de gerar riqueza para o país.

Além disso, o Canadá é extremamente preocupado com a formação das próximas gerações, e a educação é uma prioridade:

Cerca de 5 milhões de crianças canadenses receberam educação gratuita durante o ano letivo de 1990-91. Em algumas províncias, as crianças podem entrar no maternal aos quatro anos, antes de começar a escola primária, que é aos seis anos. Geral e fundamental, o currículo da escola primária enfatiza os conhecimentos básicos de língua, matemática, estudos sociais e introdução às artes e ciências.

Algumas províncias oferecem às crianças super-dotadas programas de ensino mais acelerados e enriquecidos. Crianças com um aprendizado mais lento, ou até mesmo limitado, podem ser colocadas em programas, aulas e instituições especializadas. Cada vez mais, entretanto, as crianças limitadas estão sendo integradas ao sistema normal.

Em geral, a escola secundária consiste de duas correntes de ensino. A primeira prepara o aluno para a universidade, a segunda prepara-o para a educação pós-secundária, em colégios comunitários ou instituições de tecnologia, ou ainda para o mercado de trabalho. Há também programas especiais destinados a alunos incapazes de completar os programas regulares.

Na maioria das províncias, as próprias escolas agora estabelecem, conduzem e avaliam os seus exames. Em algumas províncias, entretanto, o estudante precisa passar por uma avaliação de graduação em certas matérias principais a fim de terem acesso ao nível pós-secundário. Assim, a entrada na universidade depende da escolha do curso e das médias escolares – as exigências variam de uma província para outra.

Mas priorizar não significa gastar mais. Em recente post em seu blog, Mansueto Almeida mostra que o Brasil já gasta mais que a média dos países da OECD. Gastar melhor é a resposta:

De acordo com uma consulta que fez Gustavo Ioschpe ao INEP (clique aqui), no Brasil, haviam 5 milhões de trabalhadores na educação em 2010, sendo 2 milhões de professores e 3 milhões de não professores. Ou seja, para cada professor havia 1,5 funcionário. Na OCDE, a relação entre funcionários e professores em seus países-membros é de 0,43. Se nossa relação aqui fosse a mesma de lá, segundo Ioschpe:

“Se o Brasil tivesse a mesma relação professor/funcionário dos países desenvolvidos, haveria 706.000 funcionários públicos no setor, em vez dos 2,4 milhões que temos. Como é difícil imaginar que precisemos de mais funcionários que as bem-sucedidas escolas dos países desenvolvidos, isso faz com que tenhamos 1,7 milhão de pessoas excedentes no sistema educacional”.

O Canadá possui 4 universidades entre as 100 melhores do mundo, e as demais instituições de ensino estão em níveis igualmente elevados. Os investimentos na internacionalização dessas instituições e a dedicação total aos alunos faz com que o ensino canadense seja diferenciado. Acadêmicos são incentivados a realizar pesquisa e inovação, e parcerias com o mercado privado para o desenvolvimento de conhecimento aplicável ao mercado são frequentes.

Assim como o Brasil, o Canadá é rico em recursos naturais. Florestas, agricultura e petróleo são alguns pontos que aproximam os dois países. Para extrair os petróleo não-convencional de suas reservas, o Canadá investiu consideravelmente em tecnologia, e hoje é uma referência global quando se fala em petróleo arenoso ou gás do xisto.

Em 2010, Vancouver recebeu os jogos olímpicos de inverno, e o parque de Whistler é um exemplo a ser seguido pelo Brasil. Mesmo no verão, a região recebe milhares de turistas, atraídos pela infraestrutura e possibilidades de lazer.

Vancouver envolveu suas crianças e promove o desenvolvimento do esporte através da associação 2010 Legacies Now, que trabalha com mais de 2000 organizações para promover o ensino e treinamentos para seus jovens. Os investimentos feitos na cidade, como uma nova infraestrutura de transporte, transformam a vida dos moradores da cidade.

Falando em transporte, o Canadá entendeu que transporte rodoviário é inviável quando se tem dimensões continentais, e investiu em um mix de rodovias, hidrovias, ferrovias e aeroportos modernos para servir às necessidades de sua população e empresas.

Trilhos do trem que liga Toronto a Ottawa e Montreal

O Canadá também é referência quando se fala em negócios. O país foi recentemente eleito entre os cinco melhores do G20 para empreendedores. Incubadoras, fácil acesso a financiamento, vibrante ambiente de negócios e baixos custos para a abertura de uma empresa e com trabalhadores são apenas alguns dos fatores que fazem do Canadá um lugar em que é mais fácil abrir um negócio.

Priorizar os investimentos é outro aspecto fundamental. O Brasil comumente realiza programas voltados à integração nacional, o que é louvável, mas impraticável em estágios iniciais do nosso desenvolvimento. Levar internet de alta velocidade a regiões distantes é interessante, mas garantir rapidez no acesso à internet nos principais centros econômicos deveria ser prioritário. Este é apenas um exemplo, de tantos que poderiam ser enumerados. Associações como a público-privada Greater Toronto Marketing Alliance promovem o desenvolvimento regional e negociam diretamente com governo e empresas para atingir seus objetivos, além de atrair recursos internacionais. Instituições como o SEBRAE já são referências na cooperação entre diferentes players no mercado brasileiro, mas ainda há muito a ser feito.

Essas são apenas algumas das coisas que notei nestes 90 dias em terras canadenses, mas há muito mais em que se espelhar para acelerar o desenvolvimento brasileiro. Já passou da hora do governo aprender a ajudar o país, e não impedi-lo de crescer.

*As imagens que ilustram este post são todas do meu Instagram. Você já me segue?

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Brasil é um dos piores em inglês, diz estudo

Do you speak english? It seems that if you do, it is not a good english.

Se você não entendeu as frases acima, você contribuiu para as péssimas estatísticas geradas pela EF, uma das mais importantes escolas de idiomas do planeta.

O estudo, realizado entre 2009 e 2011 com quase 1,7 milhão de pessoas de 54 países e territórios, indicou que o nível de inglês do brasileiro não só é um dos piores do planeta, como que ele também piorou nos últimos anos.

Na primeira edição, realizada entre 2007 e 2009, o Brasil ficara em 31° lugar, com uma pontuação de 47,27 (em uma escala de zero a 100). Desta vez, o Brasil ficou em 46°, com 46,86 pontos.

Às vésperas de recebermos os dois maiores eventos do mundo, a Copa do Mundo da FIFA de 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016, o nível de inglès PIOROU ao invés de melhorar. Na América Latina, apenas Guatemala, Colômbia e Panamá apresentam notas inferiores. Ficamos atrás de países como Venezuela, El Salvador e Costa Rica. Decepcionante, não?

Países

Os países europeus dominam as primeiras posições do ranking. Suécia, Dinamarca, Holanda, Finlândia e Noruega (todos nórdicos, diga-se de passagem) ocupam o topo da lista e foram os únicos a terem um inglès reconhecido como de “proficiência muito alta”. O primeiro país não-europeu e que não tem o inglês como língua oficial no ranking foi a Argentina, a frente até da Coreia do Sul, do Japão e da França.

Idade

Em todo o mundo, os jovens profissionais de 25-35 anos possuem os melhores níveis de inglês. Na América Latina, a diferença entre as diferentes faixas etárias não é tão expressiva, mas ainda ocorre. Veja no gráfico.

idade

Gêneros

Mulheres possuem níveis mais elevados, tanto no mundo de forma geral quanto na América Latina.

Setores da economia

Pessoas das áreas de viagens, negócios, consultoria e telecom ainda possuem os níveis mais elevados de inglês. Por outro lado, profissionais do varejo e do setor público têm mais dificuldades na língua.

ind

O estudo também identificou que países com IDH mais elevado ou com maior acesso à internet falam inglês melhor. Alguma surpresa? Apesar disso, os países asiáticos ainda patinam na língua mais importante para negócios internacionais.

Apesar da excelente qualidade do ensino, asiáticos (como os coreanos, na foto) ainda têm dificuldade no inglês

Se quiser acessar o estudo na íntegra, clique neste link. E aí, o que achou dos resultados?

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Um brinde a Curitiba, 320 anos!

ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ! Feliz aniversário, Curitiba! Nesta sexta-feira, a capital do Paraná completa 320 anos desde sua elevação à categoria de vila, em 1693, após a fundação inicial pelos bandeirantes à procura de ouro, desde 1668 por estas bandas. Mas não só de história Curitiba vive, e precisa de algumas recauchutagens se quiser sobreviver às próximas décadas.

Vamos olhar para o futuro, Curitiba?

PONTOS FORTES

1) População

Curitiba possui uma riqueza étnica sem igual. A maior cidade do Sul do Brasil foi intensamente povoada por imigrantes europeus (principalmente alemães, italianos, poloneses e ucranianos) e japoneses, mas também recebeu fortes fluxos migratórios de outras regiões do país ao longo do séc. XX, o que garante uma salada cultural bastante interessante.

O curitibano pode ser considerado extremamente frio e distante, além de um pouco egoísta, mas sem dúvida é extremamente criterioso. Diversas marcas escolhem a cidade para testar seus novos produtos e marcas por saber que, se ele cair no gosto do curitibano, dificilmente não fará sucesso no país inteiro.

Curitibano pode ser um pouco egocêntrico e até mesmo arrogante, mas tem o coração muito bom. Quando um dos seus (amigos ou familiares) estão em situação de dificuldade, ele será o primeiro a estender a mão.

Curitibano é trabalhador, esforçado, dedicado. Não é a toa que tantas empresas e indústrias dos mais diversos setores estão em Curitiba e arredores.

2) Clima

É latente: quanto mais temperado o clima, melhor para se viver. O tempo quente demais derruba a produtividade de qualquer um, e Curitiba é a capital mais fria do Brasil. Mas isso não quer dizer que seja tão gelada assim: as temperaturas médias de julho, o mês mais gelado, vão de 8 a 19°C.

Apesar da influência de massas de ar, que podem gerar friagens em pleno verão ou veranicos no inverno, Curitiba é a capital que tem algo mais próximo de quatro estações do ano. Nesta semana, aliás, tivemos típicos dias de outono, frios pela manhã e quentes ao meio-dia.

3) Qualidade de vida

A feira do largo da ordem, já tradicional, é um evento dominical extremamente democrático

Curitiba é uma das cidades menos desiguais do Brasil. Isso se traduz em maior qualidade de vida, com índices de violência mais baixos que a média nacional e eventos que juntam gente de todas as tribos e origens, como a feira do largo da ordem.

Curitiba também possui quase 40 parques, praças ou bosques, possibilitando espaços de lazer para todos que quiserem aproveitar o que a cidade tem de melhor.

Isso sem contar uma invejável gama de restaurantes, com comidas de todos os tipos.

PONTOS NEGATIVOS:

1) Transporte

O transporte público de Curitiba já foi exemplo a ser seguido por diversas cidades do Brasil e do exterior, mas hoje passa por uma crise histórica. A cada ano, menos usuários. Com isto, menor receita aos operadores, que não vêem saída a não ser a subida da tarifa, o que assusta novos usuários. Um ciclo vicioso extremamente perigoso.

Curitiba foi uma das primeiras cidades do mundo a implementar o sistema BRT, que cria faixas exclusivas para o transporte público. Mas isso não é suficiente.

Ônibus lotados já não são privilégio dos horários de pico. O tempo de espera também é cada vez mais longo. E a possibilidade de integração apenas nos terminais de ônibus também é controversa (há quem considere ultrapassada, visto o sistema paulistano de bilhete de integração).

Menos usuários do transporte público, mais carros nas ruas. E cada vez o trânsito de Curitiba fica mais caótico.

2) Violência

Curitiba pode estar em situação bem melhor que a de muitas outras capitais, mas a violência e a falta de contingente policial é latente. Isso gera insegurança, e diminui a qualidade de vida da população. Curitiba gostaria de ser uma “cidade com padrão europeu”, mas hoje está bem aquém disto.

3) Infraestrutura

Estudantes do Colégio Estadual do Paraná, em protesto

Novamente, Curitiba está bem à frente de outras cidades brasileiras. Mas quando comparada a boa parte do resto do mundo, Curitiba carece de infraestrutura básica para a qualidade de vida da população local. Com o montante de impostos pagos, os brasileiros deveriam ter acesso a serviços básicos gratuitamente, mas não é o que acontece.

Quem quer educação, saúde e segurança de qualidade precisa apelar para o serviço privado – e pagar duas vezes por isto.

É justo?

Critico Curitiba porque amo esta cidade, que me deu muitos de meus valores e princípios.

Curitiba me adotou ainda com um ano, e me recebeu de volta de braços abertos quando precisei reequilibrar minha vida.

Obrigado, Curitiba. E muito sucesso.

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13 fracassos do governo PT – Finalmente a oposição se manifesta como oposição

Demorou – e muito – para termos uma oposição organizada no Brasil.

Enquanto a imprensa brasileira bajula a equipe econômica dos governos Lula e Dilma e a oposição se preocupava mais em discutir o sexo dos anjos que o futuro do país, eram poucas e solitárias as vozes dissonantes ao discurso oficial em território nacional.

É fato que o governo petista tem grandes acertos, como a organização e recrudescimento dos programas sociais (como o bolsa família e o Prouni). Mas as deficiências crônicas de um governo estadista e loteador de cargos comissionados sempre estiveram presentes, ainda que tenham sido pouco observadas ou comentadas até aqui.

Lá fora, a imagem do país já ruía, com a denúncia de que Mantega era um profissional do jeitinho, pelo Financial Times, ou o pedido da revista The Economist da demissão do ministro da fazenda.

Para a The Economist, se Dilma quer ser reeleita, precisa demitir Mantega

Nesta quarta-feira, dia em que o PT comemorou dez anos de poder e 33 anos de organização partidária em um evento chamado “Do povo, para o povo e pelo povo”, o senador pelo PSDB de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da república em 2014, Aécio Neves, leu no plenário um discurso inflamado com 13 interessantes críticas ao governo Dilma Rousseff.

Como o senador Cássio Cunha Lima comentou a seguir, a oposição admite as virtudes do governo atual, mas que ele também tem errado – e muito.

Que essa seja a postura da oposição daqui em diante: organizada e com comentários construtivos para o país. Pois enquanto ninguém apontar as falhas do governo, dificilmente estas serão corrigidas.

Vejam abaixo as 13 críticas expostas por Aécio Neves:

1.    O comprometimento do nosso desenvolvimento:
Tivemos um biênio perdido, com o PIB per capita avançando minúsculo 1%. Superamos em crescimento na região apenas o Paraguai. Um quadro inimaginável há alguns anos.

2.  A paralisia do país: o PAC da propaganda e do marketing
O crítico problema da infraestrutura permanece intocado. As condições de nossas rodovias, portos e aeroportos nos empurram para as piores colocações dos rankings mundiais de competitividade. O Brasil está parado.

São raras as obras que se transformaram em realidade e extenso o rol das iniciativas só serve à propaganda petista.

3.  O  tempo perdido: A indústria sucateada
O setor industrial – que tradicionalmente costuma pagar os melhores salários e induzir a inovação na cadeia produtiva – praticamente não tem gerado empregos. Agora começa a desempregar, como mostrou o IBGE. Estamos voltando à era JK, quando éramos meros exportadores de commodities.

4. Inflação em alta: a estabilidade ameaçada
O PT nunca valorizou a estabilidade da moeda. Na oposição, combateu o Plano Real.
O resultado é que temos hoje inflação alta, persistentemente acima da meta, com baixíssimo crescimento. Quem mais perde são os mais pobres.

5.  Perda da Credibilidade: A Contabilidade criativa
A má gestão econômica obrigou o PT a malabarismos inéditos e manobras contábeis  que estão jogando por terra a credibilidade fiscal duramente conquistada pelo país.

Para fechar as contas, instaurou-se o uso promíscuo de recursos públicos, do caixa do Tesouro, de ativos do BNDES, de dividendos de estatais, de poupança do Fundo Soberano e até do FGTS dos trabalhadores.

Recorro ao insuspeito ministro Delfim Neto, próximo conselheiro da presidente  da republica que publicamente afirmou:

“Trata-se de uma sucessão de espertezas capazes de destruir o esforço de transparência que culminou na magnífica Lei de Responsabilidade Fiscal, duramente combatida pelo Partido dos Trabalhadores na sua fase de pré-entendimento da realidade nacional, mas que continua sob seu permanente ataque”.

A quebra de seriedade da política econômica produzidas por tais alquimias não tem qualquer efeito pratico, mas tem custo devastador.

6. A destruição do patrimônio nacional: a derrocada da Petrobras e o desmonte das estatais.
Em poucos anos, a Petrobras teve perda brutal no seu valor de mercado. É difícil para o nosso orgulho brasileiro saber que a Petrobras vale menos que a empresa petroleira da Colômbia.

Como o PT conseguiu destruir as finanças da maior empresa brasileira em tão pouco tempo e de forma tão nefasta? Outras empresas estatais vão pelo mesmo caminho. Escreveu recentemente o economista José Roberto Mendonça de Barros:

“Não deixa de ser curioso que o governo mais adepto do estado forte desde Geisel tenha produzido uma regulação que enfraqueceu tanto as suas companhias”.

7. O eterno país do futuro: o mito da autossuficiência e a implosão do etanol
Todos se lembram que o PT alçou a Petrobras e as descobertas do pré-sal à posição de símbolos nacionais. Anunciou em 2006, com as mãos sujas de óleo, que éramos autossuficientes na produção de petróleo e combustíveis.

Pouco tempo depois, porém, não apenas somos importadores de derivados como compramos etanol dos Estados Unidos.

8. Ausência de planejamento: O risco de apagão
No ano passado, especialistas apontavam que o governo Dilma foi salvo do racionamento de energia pelo péssimo desempenho da economia, mas o risco permanece.

Os “apaguinhos” só não são mais frequentes porque o parque termoelétrico herdado da gestão FHC está funcionando com capacidade máxima.

A correta opção da energia eólica padece com os erros de planejamento do PT: usinas prontas não operam porque não dispõem de linhas de transmissão.

9. Desmantelamento da Federação: interesses do pais subjugados a um projeto de poder
O governo adota uma prática perversa que visa fragilizar estados e municípios com o objetivo de retirar-lhes autonomia e fazê-los curvar diante do poder central.

O governo federal não assume, como deveria, o papel de coordenador das discussões vitais para a Federação como as que envolvem as dividas dos estados,  os critérios de divisão do FPE e os royalties do petróleo assistindo passivamente a crescente conflagração entre as regiões e estados brasileiros.

Assiste, também, ao trágico do Nordeste, onde faltam medidas contra seca.

10. Brasil inseguro: Insegurança pública e o flagelo das drogas
Muitos brasileiros talvez não saibam, mas apesar da propaganda oficial, 87% de tudo investido  em segurança publica no brasil vêm dos cofres municipais e estaduais e apenas 13% da União.

Os gastos são decrescentes e insuficientes: no ano passado, apenas 24% dos R$ 3 bilhões previstos no Orçamento foram investidos. E isso a despeito de, entre 2011 e 2012, a União já ter reduzido em 21% seus investimentos em segurança.

Um dos efeitos mais nefastos dessa omissão é a alarmante expansão do consumo de crack no país. E registro a corajosa posição do governador Geraldo Alckmin nessa questão.

11. Descaso na saúde, frustração na educação
O governo federal impediu, através da sua base no Congresso, que fosse fixado um patamar mínimo de investimento em saúde pela esfera federal. O descompromisso e as sucessivas manobras com investimentos anunciados e não executados na área agridem milhões de brasileiros.

Enquanto os municípios devem dispor de 15% de seus recursos em saúde, os estados 12%, o governo federal negou-se a investir 10%.

As grandes conquistas na área da saúde continuam sendo as do governo do PSDB: Saúde da Família, genéricos,  política de combate à AIDS.

Com a educação está acontecendo o mesmo. O governo herdou a universalização do ensino fundamental, mas foi incapaz de elevar o nível da qualidade em sala de aula.

Segundo denúncias da imprensa, das 6 mil novas creches  prometidas em 2010 , no final de 2012, apenas 7 haviam sido entregues.

12. O mau exemplo: o estímulo à intolerância e o autoritarismo.
Setores do PT estimulam a intolerância como instrumento de ação política.  Tratam adversário como inimigo a ser abatido. Tentam, e já tentaram por …… cercear a liberdade de imprensa.

E para tentar desqualificar as críticas, atacam e desqualificam os críticos, numa tática autoritária.
Para fugir do debate democrático, transformam em alvo os que têm a coragem de apontar seus erros.

A grande verdade é que o governo petista não dialoga com essa Casa, mantendo-o subordinado a seus interesses e conveniências, reduzindo- o a mero homologador de Medidas Provisórias.

13 – A defesa dos maus feitos:  a complacência com os desvios  éticos.

O recrudescimento do autoritarismo e da intolerância tem direta ligação com a complacência com que setores do petismo  lidam com práticas que afrontam a consciência ética do país. Os casos de corrupção se sucedem, paralisando áreas inteiras do governo.

Não falta quem chegue a defender em praça pública a prática de ilegalidades sobre a ótica de que os fins justificam os meios.

Ao transformar a ética em componente menor da ação política, o PT presta enorme desserviço ao país, em especial  às novas gerações.

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Você conhece os critérios atuais de avaliação do IDH?

Post escrito por Johnatan Góis.

Renda, educação e saúde… Todo mundo tem uma ideia básica sobre os critérios de avaliação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas o ranking dos países divulgado anualmente pelo Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU  não é obtido de forma tão simplista assim.
Em 2011, os parâmetros de avaliação sofreram uma das maiores mudanças desde o início da criação do índice em 1990 pelos economistas Amartya Sen e Mahbub ul Haq. Vamos a elas:

  • Renda: o Produto Interno Bruto (PIB) per capita foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita. Relacionado com o PIB, a RNB inclui o dinheiro recebido do exterior, seja uma remessa de dinheiro enviada pelos residentes de fora ou então investimentos, e diminui-se o valor pago ao exterior, como empréstimos e remessas de lucros das empresas de origem.
  • Educação: engloba dois indicadores e ambos foram alterados. O primeiro, que substituiu a taxa de alfabetização, engloba a média de anos de estudos de pessoas a partir de 25 anos. O segundo, que tratava sobre a taxa bruta de matrículas, deu lugar à expectativa de anos de estudos que a pessoa espera receber contado desde o seu nascimento. Essa mudança foi importante, uma vez que os países com IDH muito alto possuem elevado índice de matrículas brutas e alfabetização, não permitindo diferenciá-los.
  • Saúde: nesse critério, não houve mudanças. Continua-se utilizando a esperança de vida como avaliação. Esse indicador reflete as condições sanitárias e o atendimento à saúde de um país.

Essa não é a primeira vez que o indicador passa por mudanças, as sugestões feitas por críticos e o surgimento de novos dados são alguns dos fatores de adaptação. Ainda assim, os valores foram mantidos: variando de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país. Também foram feitas revisões dos valores do IDH de alguns anos anteriores para que se possa estabelecer uma comparação com os atuais.

Histórico

Apesar dos avanços das nações avaliadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), as disparidades entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento são gritantes. É claro que isso não ocorreu ao acaso e, sim, é um reflexo histórico do desenvolvimento econômico desde o Mercantilismo , que visava apenas ao crescimento da Metrópole. Não é à toa que a maior parte das nações com IDH muito alto são as da Europa e/ou as pertencentes à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

IDH Source


Brasil

O país tem mantido uma boa evolução desde a criação do índice. Em 2007, o Brasil alcançou a categoria de IDH Alto, mas ainda está longe dos países que possuem IDH muito elevado. Apesar das falhas, é inegável o seu crescimento econômico nas últimas décadas. A desigualdade social tão grande, as fragilidades do sistema de educação e de saúde são um dos aspectos visíveis que limitam a ascensão no índice.

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