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Porque evitar (muitos) sócios pode ser fundamental para o sucesso do seu negócio

Mais uma contribuição do empreendedor Zeca Dib, para garantir o sucesso na sua empreitada rumo ao posto de empresário do ano. Boa leitura!

Amigo,

você pensa em dar start no seu tão sonhado negócio próprio, mas não possui todas as skills necessárias para fazê-lo, nem grana para contratar ninguém. Na hora, vai parecer uma excelente idéia se juntar com mais X pessoas com habilidades multidisciplinares a quem pomposamente chamará de “sócios”. No entanto, além da parte “tio patinhas” da equação (o “X” de sócios é o coeficiente divisor do seu lucro depois), há um problema maior. Muito maior.

Já viajou em grupo? Se sim, já se viu na situação chata de tentar administrar todas as vontades e frescuras individuais de cada um para estabelecer o rumo que a viagem vai tomar. O que iremos visitar primeiro, quanto tempo em cada local, pizza ou hamburguer? Se questões triviais em momentos de lazer podem muitas vezes se tornar selvagens discussões, imagine comandar uma empresa pequena da mesma forma? Coloque 4 pessoas conduzindo o mesmo fusca ao mesmo tempo, e a chance de um acidente aumenta consideravelmente.

Como fazer então? Desdobre-se para aprender aquilo que não sabe ou, melhor ainda, comece com projetos mais simples, e tenha apenas sócios essenciais. Terceirize o que puder, as funções menores. Ou desenvolva um bom plano/modelo de negócios e vá atrás de investidor. Se for sua primeira vez empreendendo, é legal começar com algo simples, que com mais poucos sócios você possa colocar em ação.

Não compensa, a longo prazo, começar uma empresa com um sócio para cada função, o ideal aliás é seguir á risca o lema do Balu: “o necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais.” Isso serve como princípio para todos os aspectos das startups, e ignorar este princípio impede ótimos projetos de sair do papel.

Se você não leu o primeiro post do Zeca aqui no blog, clique aqui e saiba porque uma boa ideia não garante o sucesso do seu negócio.

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Uma boa idéia não garante o seu futuro como empreendedor. Saiba o porquê.

Iniciamos hoje uma série especial, elaborada pelo Zeca Dib, empreendedor e analista de marketing e novos negócios, com dicas importantes para você que pretende ter um negócio próprio. Ele deve voltar nas próximas semanas, sempre com uma mensagem cítrica sobre o mundo das startups! Espero que gostem!

Inocente,

não pense nas suas brilhantes idéias como o epicentro de sua carreira como empreendedor. Citando, tortamente, um livro que li: “Melhor uma idéia medíocre com uma execução formidável do que uma idéia formidável com execução medíocre.”

Outra coisa que você está cansado de saber: uma idéia que apenas está na sua cabeça, de nada serve. Como colocar em prática? Estudo de viabilidade técnica, plano ou modelo de negócios? Frameworks, pesquisas, estudo de mercado, em busca do investidor encantado, etc. Amigo, é muita coisa para correr atrás. Muito mais que isso que aqui escrevi, inclusive. Mais ainda.

Então, se não estiver disposto a trabalhar muito e colocar a mão na massa empresarial, nem comece. Pegue essa sua idéia brilhante, espalhe aos 4 ventos e espere para ver se alguém vai se beneficiar dela. Ou, tenha muito dinheiro e pague gente para trabalhar para você. Se você for o filho de Eike Batista, ok, mas se não for o filho de um ricaralhaço, o papaitrocínio fica complicado.

A maioria de nós, reles cavaleiros de bronze, não somos nascidos em berço de ouro (rá!), e temos que comer o pão que o diabo amassou, com manteiga só, nada de polenguinho light, porra. Entendeu?

Não basta ter uma boa idéia, tem que ter os recursos necessários (conhecimento específico, capital, sorte, etc) para colocá-la em prática. 

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