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10 lições para os empreendedores, por Abílio Diniz

Abílio Diniz é um dos empresários brasileiros mais bem sucedidos da atualidade. São ligadas a ele as marcas Pão de Açúcar, Extra, Ponto Frio, Casas Bahia, Assaí e Eletro. Sua fortuna bilionária o coloca entre os homens mais ricos do mundo, e sua capacidade de gestão é globalmente reconhecida.

Recentemente, no Congresso Nacional de Empreendedorismo, Abílio Diniz deu dez dicas para empreendedores. Confira a lista abaixo, compilada pela PEGN:

1. Quem busca aprender está em constante crescimento
“Quero ser hoje melhor do que fui ontem. Amanhã vou querer ser melhor do que fui hoje. Isso envolve crescimento pessoal, mas também um crescimento do negócio.”

2. Precisamos saber amar aquilo que temos, e não apenas o que desejamos
“Devemos pensar grande, mas sendo capazes de amar o que temos hoje. Crescer, crescer e crescer é uma ideia que me acompanha até hoje. Eu busco longevidade com qualidade de vida. Isso ajuda a enfrentar todos os tempos da nossa vida com alegria e contentamento, sempre acreditando que o melhor está pela frente.”

3. Não é necessário ter um padrinho, mas é bom ter exemplos
“Nunca tive padrinho. Venho de uma família modesta. Meu pai, que morreu em 2008, era simples e não tinha estudo. Ele veio de Portugal e foi trabalhar numa padaria. Não tenho ídolos, mas admiro algumas pessoas. Um deles é o Jorge Paulo Lemann. Eu o admiro profundamente pelo que ele tem de bondade e comprometimento com a sociedade, com o empreendedorismo. É um tremendo empresário.”

4. Os jovens precisam procurar referências
“Acho que os jovens sofrem com a falta de referência. E isso acontece no mundo todo, não apenas no Brasil. Longe de mim querer ser referência, mas tudo que eu puder passar para os jovens, vou tentar fazer. Precisamos de líderes, de referências e pessoas que sejam admiradas pelo que fazem de bem não só por si mesmos, mas pela sociedade.”

5. Valores sólidos levam ao aprendizado
“Tenho quatro valores básicos: o primeiro é humildade. E isso não significa usar roupa velha ou fazer voto de pobreza. É acreditar que você não sabe tudo e que qualquer pessoa pode lhe ensinar algo. Tenha vontade de aprender sempre porque você nunca sabe tudo. Outros valores são determinação, garra, disciplina e equilíbrio emocional.”

6. É preciso ter lucro, sim
“Há duas semanas, fiz uma palestra no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para jovens que estavam se formando num curso de MBA. Falei sobre capitalismo consciente, sobre ter alguma coisa além do lucro. Mas almeje o lucro – e muito –, ou você não terá empresa. Desenvolva algo que o orgulhe e lhe dê satisfação. Olhe para quem trabalha em sua empresa, para os acionistas, para o meio ambiente. Seja comprometido com a sociedade.”

7. Fique atento aos processos e às pessoas
“Para mim, as empresas são todas iguais porque são baseadas em gente e em processos. Deu certo? Elogie as pessoas e os processos. Deu errado? Olhe para as mesmas coisas.”

8. Conheça as suas limitações 
“O equilíbrio é algo muito importante na vida. As pessoas precisam conhecer suas limitações. Buscar sempre o que está à frente e conseguir mais nos torna melhores, mas isso não quer dizer que seja preciso ser obsessivo para alcançar todas as metas. Ame o que você tem e lute para conquistar coisas maiores.”

9. Empreender é criar, e não necessariamente inovar
“Empreender é fazer algo que traga contribuição. O fundamental: crie uma empresa em qualquer campo. Se não houver mais ninguém fazendo o mesmo que você, desconfie. Se você for entrar num campo razoavelmente competitivo, pergunte-se: quais serão os meus diferenciais? Vou ser igual a outras empresas ou terei um diferencial?”

10. Seja feliz
“Se eu pudesse escolher só uma coisa na vida, escolheria ser feliz. Ajeite o resto para essa meta. Busque sempre a felicidade.”

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Simplifique

Encerrando esta temporada de posts do Zeca Dib aqui no Economistinha (Ahhhhh…), o empreendedor fala hoje sobre algo muito relevante em uma start-up: a interface com o consumidor.

Por mais que se acredite que personalização e diversidade de opcionais são o melhor caminho, o consumidor tende a se assustar ou se confundir com isso. Portanto, simplifique. Não é a toa que existe apenas um modelo de iPhone a cada geração, com apenas um botão, e ainda assim a Apple esteja no top 3 de produtores de smartphones no mundo e tenha se tornado referência neste mercado, por exemplo.

Camarada,

é certo que você, voraz consumidor de internet, já se deparou com enorme gama de sites onde a maior dúvida é: onde RAIOS clicar. Não há uma hierarquia, e dá a impressão de um mercado nas ruelas do Marrocos, onde se misturam várias cores, cheiros e sons, capaz de atacar a labirintite de um incauto.

Gosto de chamar esse fênomeno de Hierarquia da Hidra: várias cabeças independentes, que se mordem, silvam e brigam pela direção a ser tomada pelo corpo. Não há um esforço conjunto para induzir o uso do site, são vários elementos soltos e loucos.

User experience, user interface, arquitetura da informação, design de interface, metodologias e planejamentos. Ao fazer o seu site, tente ter, no mínimo, uma noção destes elementos todos. Muitos ignoram essa parte do processo, ou tentam fazê-la de orelhada. É simples, perca algumas horas a mais no planejamento do site para que os usuários deste ganhem minutos. Entenda que um site difícil de usar não é sexy, não dá tesão de mexer ou vontade de voltar.

Experimente construir uma navegação clara e precisa (dica: games tem as melhores ferramentas visuais de UI por aí, por motivos óbvios. Inspire-se neles), com a menor quantidade possível de elementos. O necessário, somente o necessário, Mogli.

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Entender o comportamento humano pode garantir o sucesso!

Para quem estava com saudade dos posts de Zeca Dib, ele retorna nesta semana com um texto divertido e leve sobre algo fundamental a um empreendedor: conhecer o seu público. Não basta só saber onde ele está, é preciso antever suas ações e reações. Vamos lá!

“There’s no such thing as a free lunch”. Esse clichê do marketing, administração, etc tem um significado brutalmente simples: nós, assim como golfinhos que fazem truques pelos peixes, só agimos tendo em vista algum tipo de recompensa.

Muitas, e eu coloco ênfase em muitas, interações não tem por objetivo algum tipo de recompensa material. Somos seres essencialmente sociais, e grande parte daquilo que fazemos/falamos no cotidiano é, consciente ou não, direcionado a reforçar ou implementar nosso posicionamento social. Não digo “melhorar”, pois seria muito genérico e inexato: melhor, como sabemos, é relativo. Um posicionamento, assim como as marcas o fazem (ou deveriam fazer) é mais complexo, e engloba características como distante, amigável, recluso, impestuoso, calmo, sarcástico… e tudo o mais que monta esse mosaico incoerente, ilógico e irracional que é o comportamento humano.

A mentira é um dos meios que usamos para manipulação da opinião externa sobre nós mesmos. Por isso, o filme The Invention of Lying é genial (injusto, o filme é genial por diversos motivos), e por isso seria muito legal da sua parte que acessasse esse link. É uma palestra da Pamela Meyer no TED, sobre mentira. Vejam.

Quem já leu o livro Freakonomics, de economista Steven Levitt e do jornalista Stephen Dubner, sabe porque pessoas agem através de incentivos. Para buscar a raiz de algum fenômeno, há de se procurar, geralmente através de dados e observação, as motivações que levam a determinado comportamento. Leia o livro ou veja o filme, e você vai entender melhor esse parágrafo. Se não entender nem assim, não sou eu quem vai conseguir te explicar, pedagogia não é meu forte.

Como esse é um blog de negócios, fica óbvio onde quero chegar com todo esse estudo do comportamento humano. Em business, humano = consumidor. Se você compreende um pouco melhor como as pessoas se comportam dentro de determinados contextos, quais são as sanções e recompensas plausíveis diante de quais comportamentos, quais são os incentivos e o que é importante naquele cenário, é possível que tenha uma visão mais ampla e possa prever com menor margem de erro como os consumidores vão reagir aos movimentos do mercado, seja este movimento um lançamento de produto, reposicionamento de outro, obsolecência, godzilla, ou quaquer outro.

Pode ser que o resultado não seja tão aparente e brilhante a princípio, mas não é, de forma alguma, perda de tempo estudar teorias acerca do comportamento humano quando se pretende ser um empreendedor. Exemplo: Jobs sabia que o povo tende ao paternalismo (que decidam as coisas por ele), por isso o autoritarismo, inflexibilidade e imposições em seus produtos. Acertou em cheio.

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Como identificar o público-alvo do seu negócio

Hoje, Zeca Dib aborda um ponto fundamental ao sucesso do seu empreendimento: o público-alvo. “Onde vivem? O que comem? Como compram?” Isso e mais um pouco a seguir… Boa leitura!

 

Rapaz,

o negócio aqui é simples: se você não sabe quem é o seu target, como vai chegar até ele?

Na grande maioria das forças militares do mundo, os snipers, ou atiradores de elite, atuam em dupla. Um é o atirador e o outro é o observador. Eles ficam horas a fio tentando identificar os alvos válidos. Como o atirador está com os olhos focados na mira telescópica, cabe ao observador a tarefa de reconhecer os inimigos e indicar ao atirador onde eles estão.

Camarada, não há tiro se não há alvo, por isso a importância de ambos é igual. Logo, mais importante do que o como você vai atingir seu target, é saber onde ele está. Não adianta pensar em uma campanha publicitária foda, se você não sabe bem para quem está fazendo, porque o “foda” é relativo.

Na cauda longa os públicos são muito mais variados e se comportam de maneira muito diferentes. Existem N modos de comprar algo, oferta de tudo o que pode se querer. Pensar em massa hoje é pensar em pizza, porque a cultura, amigo, é de nicho.

No contexto, convém perder um bom tempo para desenvolver uma persona detalhada, com uma interpretação sensível dos dados (lembre-se, falamos de pessoas, interpretar corretamente os dados é onde fica o pulo do gato). Para quem não sabe, uma persona é uma pessoa fictícia, é o seu cliente médio, com os prováveis gostos e desgostos do seu identificado público.

É possível segmentar o seu produto/serviço por diferentes targets, com estratégias de distribuição/comunicação/etc variados, por exemplo. por vezes, o mesmo produto/serviço atende personas variadas em situações de consumo distintas. Não dá para identificar literalmente todos, apenas os principais.

Não esqueça que as pesquisas servem para definir seu target, não para justificá-lo.

Então, ao definir seu target, é aconselhável ter por resultado a delimitação de uma persona com as seguintes informações:

– características sociais, demográficas

– comportamento de consumo em geral

– comportamento de consumo cultural

– comportamento específico no que tange ao seu mercado

– concepção do seu mercado

– como se relaciona com as marcas

– que papel possui no ciclo de compra na maioria das vezes

– etc. (o resto você desmembra aí e pesquisa, ninguém disse que a vida é fácil)

Cada caso é bem diferente um do outro, então fica esperto, bro. O que é relevante saber sobre o seu target depende da natureza do seu negócio.

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Como conquistar um business angel para o seu negócio

Na quarta participação do Zeca Dib aqui no Economistinha, o empreendedor fala sobre um momento crucial para o seu negócio: a hora em que você fica frente a frente com um Business Angel, ou seja, uma pessoa disposta a colocar dinheiro para o seu negócio funcionar.

Vamos ao post!

É,
você amadureceu a idéia do seu negócio, está em uma meetup ou alguma oportunidade qualquer, de frente para um investidor. Lembre-se: ele é só um cara, só que com mais dinheiro (ou poder de decisão, as vezes ele não investe dinheiro dele) haha. E aí, como proceder, meu caro?

Segue abaixo excelente artigo sobre o assunto, vi no site da Exame.

Como fazer um bom pitch para vender minha ideia a um investidor?
Respondido por Yuri Gitahy, especialista em startups

São Paulo – O pitch é uma palavra em inglês que denota o discurso do vendedor (na verdade, “sales pitch” é que seria um discurso de vendas). Os investidores e empreendedores brasileiros também usam essa palavra – sem traduzi-la para o português – para descrever uma sequência curta de frases para convencer um interessado a investir na sua startup ou comprar seu produto.

Um bom pitch é imprescindível para gerar interesse pelo seu projeto. Veja seus cinco componentes principais:

1) Curto. Você terá pouco tempo, então tente dar o recado em 1 minuto ou menos. Com esse minuto, você pode conseguir mais 5 minutos de atenção e uma reunião no futuro próximo. É daí que vem a expressão “elevator pitch”, supondo uma situação em que o empreendedor pega um elevador com o investidor e tem poucos andares para convencê-lo sobre o projeto.

2) Claro. Já que você tem pouco tempo, seja o mais claro e preciso possível. Não faça floreios, vá direto ao ponto e tente se ater às principais características que descrevem seu produto. Não deixe margem para confusões, e tente achar alguma comparação que sirva de referência – por exemplo: “meu projeto é como X, só que atendendo o mercado Y”, onde X e Y são bem conhecidos do seu interlocutor.

3) História. Seu produto pode ser inovador e muito diferenciado, mas seu pitch precisa mostrar isso de forma atraente. Uma história real pode ajudar você, onde (por exemplo) você enuncia o problema como parte de sua vida, de alguém próximo de você ou mesmo de alguém com quem o investidor vai se identificar.

4) Problema/Solução. O par problema/solução faz toda a diferença. Ao mostrar o problema que você aborda e a solução que seu projeto traz, você cria um vínculo com o ouvinte, ajuda a estabelecer a importância do projeto e mostra sua atratividade para o cliente.

5) Atrativo financeiramente. Não adianta ter um pitch claro, curto, contando uma história, com uma excelente solução para um problema latente, se ele não é atrativo financeiramente. Tente dar dados de mercado, ou mostrar que os consumidores têm uma grande propensão a gastar dinheiro com o que você vende.

Tudo isso em um minuto. Parece difícil, mas não é… para chegar lá, treine seu pitch o máximo que puder.

Adições do Francis Kinder:

Se possível, tenha sempre uma apresentação de 5min no seu bolso – no caso, em uma pen drive e/ou em papel mesmo. Você nunca sabe quando pode encontrar a pessoa disposta a investir no seu negócio. Outra coisa: mostre que você está 100% comprometido e que você realmente acredita que seu negócio dará certo – se você não acredita, ninguém acreditará.

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