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Porque o design é tão importante

Na terceira participação do Zeca Dib para o Economistinha, o empreendedor mostra porque o design é tão importante para uma empresa – especialmente quando ela está nascendo.

Mancebo,

quando você está na calada da noite, cercado das mais variadas espécimes femininas, que lhe chama atenção em uma donzela em especial? Pergunta retórica, é claro. Sei que a resposta, independente de qual for, está ligada ao design da moça. É óbvio, você nada sabe do conteúdo dela, tudo que ela é, naquele momento para você, é visual: rosto, corpo, roupas, como dança, etc.

Como você já adivinhou, rapaz esperto que é, o mesmo acontece com a sua empresa.

O que é a cara da empresa? Tudo, desde o cartão de visitas, logo, até o site, sede. Perceba que tem de haver uma adequação com o público alvo, o que nem sempre requer o mais refinado visual. Exemplo: chegar de terno e gravata para um churrasco na laje. Errado (não segundo Barney Stinson, mas ele não não conta. Suit up!). Isso é chamado de Identidade Visual.

Sabe aquela máxima de “não se escolhe um livro pela capa”? É, balela brava, geralmente SE escolhe livro/filme pela capa/título. Como já trabalhei em locadora, posso fazer essa afirmação categoricamente, então me imagine com uma cartola e monóculos enquanto a proclamo. Mais: Quanto mais leigo, maior a tendência a fazer uma escolha norteado por aparência.

Já entendeu ou quer que desenhe? A comunicação visual da sua empresa é a primeira coisa que você diz ao cliente, antes mesmo do “oi”. O que você diria pra ele, em no máximo três palavras? Comece por aí.

Ah, a propósito: se você não é designer, não tente ser um. Sério, para o seu bem e para todos os olhos do mundo. Contrate alguém competente, passe um bom briefing e confie na palavra dele. Ele estudou essa porra toda, e você muito provavelmente só vai atrapalhar. Defina o que quer comunicar e saia da frente.

Sei que isso pode parecer óbvio à alguns, mas dê uma volta na rua e veja quantas empresas neglicenciam o design com força. Hoje, se você ignora o design, o mercado ignora você.

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Porque evitar (muitos) sócios pode ser fundamental para o sucesso do seu negócio

Mais uma contribuição do empreendedor Zeca Dib, para garantir o sucesso na sua empreitada rumo ao posto de empresário do ano. Boa leitura!

Amigo,

você pensa em dar start no seu tão sonhado negócio próprio, mas não possui todas as skills necessárias para fazê-lo, nem grana para contratar ninguém. Na hora, vai parecer uma excelente idéia se juntar com mais X pessoas com habilidades multidisciplinares a quem pomposamente chamará de “sócios”. No entanto, além da parte “tio patinhas” da equação (o “X” de sócios é o coeficiente divisor do seu lucro depois), há um problema maior. Muito maior.

Já viajou em grupo? Se sim, já se viu na situação chata de tentar administrar todas as vontades e frescuras individuais de cada um para estabelecer o rumo que a viagem vai tomar. O que iremos visitar primeiro, quanto tempo em cada local, pizza ou hamburguer? Se questões triviais em momentos de lazer podem muitas vezes se tornar selvagens discussões, imagine comandar uma empresa pequena da mesma forma? Coloque 4 pessoas conduzindo o mesmo fusca ao mesmo tempo, e a chance de um acidente aumenta consideravelmente.

Como fazer então? Desdobre-se para aprender aquilo que não sabe ou, melhor ainda, comece com projetos mais simples, e tenha apenas sócios essenciais. Terceirize o que puder, as funções menores. Ou desenvolva um bom plano/modelo de negócios e vá atrás de investidor. Se for sua primeira vez empreendendo, é legal começar com algo simples, que com mais poucos sócios você possa colocar em ação.

Não compensa, a longo prazo, começar uma empresa com um sócio para cada função, o ideal aliás é seguir á risca o lema do Balu: “o necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais.” Isso serve como princípio para todos os aspectos das startups, e ignorar este princípio impede ótimos projetos de sair do papel.

Se você não leu o primeiro post do Zeca aqui no blog, clique aqui e saiba porque uma boa ideia não garante o sucesso do seu negócio.

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Uma boa idéia não garante o seu futuro como empreendedor. Saiba o porquê.

Iniciamos hoje uma série especial, elaborada pelo Zeca Dib, empreendedor e analista de marketing e novos negócios, com dicas importantes para você que pretende ter um negócio próprio. Ele deve voltar nas próximas semanas, sempre com uma mensagem cítrica sobre o mundo das startups! Espero que gostem!

Inocente,

não pense nas suas brilhantes idéias como o epicentro de sua carreira como empreendedor. Citando, tortamente, um livro que li: “Melhor uma idéia medíocre com uma execução formidável do que uma idéia formidável com execução medíocre.”

Outra coisa que você está cansado de saber: uma idéia que apenas está na sua cabeça, de nada serve. Como colocar em prática? Estudo de viabilidade técnica, plano ou modelo de negócios? Frameworks, pesquisas, estudo de mercado, em busca do investidor encantado, etc. Amigo, é muita coisa para correr atrás. Muito mais que isso que aqui escrevi, inclusive. Mais ainda.

Então, se não estiver disposto a trabalhar muito e colocar a mão na massa empresarial, nem comece. Pegue essa sua idéia brilhante, espalhe aos 4 ventos e espere para ver se alguém vai se beneficiar dela. Ou, tenha muito dinheiro e pague gente para trabalhar para você. Se você for o filho de Eike Batista, ok, mas se não for o filho de um ricaralhaço, o papaitrocínio fica complicado.

A maioria de nós, reles cavaleiros de bronze, não somos nascidos em berço de ouro (rá!), e temos que comer o pão que o diabo amassou, com manteiga só, nada de polenguinho light, porra. Entendeu?

Não basta ter uma boa idéia, tem que ter os recursos necessários (conhecimento específico, capital, sorte, etc) para colocá-la em prática. 

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