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Muito sucesso pela frente!

Neste mês de março, o Economistinha completou um ano de vida! Êêêê parabéns para nós!

Foram 200 posts e 30.000 acessos ao longo desses doze meses, oriundos de mais de 70 países do globo.

Nem todos os dias foram fáceis. Houve momentos em que precisamos nos reinventar, nos desculpar, mas sempre buscando levar algum conhecimento sobre economia e política para todos vocês da forma mais acessível possível.

O Economistinha nasceu buscando descomplicar conceitos que até então pareciam distantes da população em geral, e conseguimos mostrar que a economia e a política estão até onde você nem imagina. Nossas dicas de finanças pessoais já ajudaram milhares de pessoas a repensar seus gastos e a organizar seu orçamento. Dicas de moda (!) deram uma luz para o que vestir em uma entrevista de emprego a mais de três mil pessoas. E tantos outros posts ajudaram no dia-a-dia de nossos leitores.

 

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O mundo que lê o Economistinha

 

Por tudo isso, o Economistinha existe. Por tudo isso, eu tenho muito orgulho de escrever para vocês.

A partir deste fim de semana, eu entro em uma fase nova da minha vida, e espero que vocês me acompanhem nessa jornada. Espero que todas as minhas experiências ajudem vocês a cada dia. Obrigado, e que venham muitos mais anos de blog!

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Brasil é o quarto país mais desigual da Am. Latina, diz ONU

Nesta semana, o ONU-Habitat, programa para os assentamentos humanos das Nações Unidas, divulgou o mais recente relatório sobre as condições de vida e desenvolvimento da América Latina.

De acordo com ele, o Brasil evoluiu nos últimos anos, mas ainda é um dos países mais desiguais da região. Por outro lado, Peru, Equador e Uruguai estão entre os países com distribuição de renda mais equitativa – ignorem a liderança da Venezuela, grande produtor de petróleo em que praticamente todos os cidadãos têm condições de vida deploráveis.

Enquanto o Uruguai possui saneamento básico em 100% e o Chile em 98% das residências, apenas 85% das casas brasileiras possuem este insumo básico à prevenção de doenças como cólera, leptospirose ou esquistossomose, por exemplo. O Brasil é apenas o 19. colocado neste quesito.

Por outro lado, desde a década de 1990 o país vem aumentando seu share no PIB regional: em 2009, a economia brasileira já representava 32% do total latino-americano.

Além disso, a violência caiu no país. Hoje, Guatemala e México são líderes em homicídios na região, que tem o assustador índice de 20 assassinatos a cada dez mil pessoas por ano.

Leia o relatório completo neste link.

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Brasil tem quase quatro milhões de crianças fora da escola

O governo adora divulgar aos sete ventos que colocou todas as crianças brasileiras na escola. Infelizmente, para quem circula pelas ruas de qualquer grande cidade do país, vê crianças nas ruas em horário escolar em semáforos. Nas regiões mais inóspitas e de mais difícil acesso do Brasil, especialmente no norte, o índice de crianças fora da escola é ainda mais alto.

Veja abaixo o gráfico publicado pelo jornal O Globo:

Os números do Censo do IBGE mostram que, apesar de o problema ser mais grave nas regiões Norte e Nordeste, nenhum estado conseguiu até hoje incluir todas as crianças de 6 a 14 anos na escola. Esta população de não estudantes representa 3% do total da faixa etária. Pode parecer um percentual pequeno, mas é grave quando se considera que é quase um milhão de crianças que ainda não têm garantido um de seus direitos mais básicos, previsto pela Constituição de 1988: estudar. Se a esse grupo forem incorporados as crianças de 4 e 5 anos e os jovens de 15 a 17 (que passam a fazer parte da faixa etária de escolaridade obrigatória a partir de 2016), o número aumenta para 3,8 milhões, ou 8% do total.

Tabulações feitas pelo Globo nos microdados do Censo mostram que o problema é maior entre os mais pobres e crianças com algum tipo de deficiência. Os números também revelam que a maioria (62%) das crianças que não estudam dos 6 aos 14 chegou um dia a frequentar a escola, mas abandonou os estudos. O problema é ainda mais grave se consideradas as faixas etárias de 4 e 5 anos e de 15 a 17, que desde 2009 passaram a ser também obrigatórias, mas com prazo para adequação dos sistemas até 2016.

Ex-representante da Unesco no Brasil e doutor em Educação pela Universidade de Stanford, o assessor internacional para a área de educação, Jorge Werthein, diz que o primeiro passo, nada fácil, é identificar essas crianças e adolescentes.

— O Brasil é um país de contrastes. Há estados importantes com uma grande periferia urbana e muitas desigualdades econômicas. Há estados com uma área rural significativa que sofrem com a falta de escolas. Num país continental, é uma tarefa árdua chegar a essas crianças e adolescentes por estado, por capital, por região metropolitana. Mas é preciso achá-los e depois convencê-los a ingressar ou a voltar para a escola — diz.

— Depois, nós temos que repensar a escola para que ela seja um espaço não apenas prazeroso, mas em que os alunos sintam que estão aprendendo. Uma escola ruim em qualquer lugar do mundo expulsa os alunos, com repetências e abandono. Deixa para eles a mensagem de que não são capazes, o que marca de forma brutal meninos e meninas — completa Werthein.

É preciso reforçar as políticas públicas de inserção das crianças na escola, mas principalmente, mudar a consciência da importância dos estudos em todas as famílias brasileiras.

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