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Dicas de investimentos à prova de crise

No vídeo abaixo, Ronnie Von bate papo com o economista Marcos Silvestre em seu programa Todo Seu.

A conversa é leve e dá boas dicas de como investir. Vale a pena conferir.

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Os mercados são previsíveis?

Separem um tempinho para assistirem a este filme no fim de semana.

Quais os riscos de acreditar que os mercados funcionam de forma previsível e matemática?

 

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Você sabia que a poupança mudou?

As regras da poupança mudaram. Desde a última sexta-feira, o investimento favorito das famílias de baixa renda (quando não são ludibriados por gerentes de banco que tentam enfiar títulos de capitalização goela abaixo dos clientes) segue uma lógica diferente.

Sempre que a Selic for superior a 8,5% ao ano, nada muda (atualmente ela está em 9% aa). O rendimento da poupança continuará sendo de 0,5% ao mês, acrescido da Taxa Referencial (famosa TR, de 0,0864% ao mês).

– Porém, quando a Selic for igual ou inferior a 8,5% ao ano, a poupança será determinada por ela. O rendimento do investimento será igual à TR + 70% da Selic. Se a Selic for a 8%, por exemplo, o retorno será de 5,6% ao ano.

A equipe econômica do governo tomou a decisão de alterar as regras da poupança para abrir caminho a maiores reduções na taxa básica de juros, a Selic. Com a regra antiga, sempre que a taxa se reduzia de forma mais contundente, tornava-se mais interessante investir na poupança que em rendimentos de maior risco.

Para evitar esta migração que poderia, inclusive, prejudicar o financiamento das contas públicas, as alterações ocorrem neste momento.

Porém, não acredite em tudo que o governo diz.

Dilma afirmou que as alterações protegem o pequeno investidor. No longo prazo, isto pode até ser verdadeiro, mas no curto prazo o que se observará será uma redução nos retornos, e um desincentivo à poupança. O consumo pode aumentar, aquecendo a economia. Por outro lado, o brasileiro já não possui o costume de poupar, e o índice de endividamento tem subido – o que pode levar a maior inadimplência.

No futuro, porém, isto pode favorecer a redução de todas as taxas de juros do país, reduzindo o custo de financiamento (público e privado).

É um avanço.

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Aprenda a investir com pessoas normais!

Muita gente tem medo de investir. Na última semana, já abordamos aqui algumas das principais formas de investimento, e pontos que se devem ter em conta ao escolher as formas ideias de investimento. Ainda assim, tem gente que não se sente segura sem a opinião de outras pessoas.
Porém, vocês podem achar que economistas são entidades sobrenaturais, com conhecimentos astronômicos… Não é verdade. De qualquer forma, decidi lançar esta nova seção do Economistinha: “Aprenda a investir com pessoas normais!”
Pessoas de verdade, das mais diversas áreas e com conhecimento baixo (ou nulo) em conceitos econômicos que, por vontade de investir e ter uma poupança, correram atrás e agora dividirão seus conhecimentos com vocês.
Nesta primeira edição, entrevistei Gustavo Beaklini, professor universitário viciado em trabalho e que, pouco a pouco, acumulou conhecimentos surpreendentes do mercado financeiro.

Gustavo Beaklini, professor universitário e nosso primeiro entrevistado no "Aprenda a investir com pessoas normais!"

Economistinha: Qual ou quais as suas formas favoritas de investimento?
Beaklini:    Minha forma favorita de investimento é operação de pares monetários.
Economistinha: Quando você investe, o que você prioriza: liquidez, segurança ou taxas de retorno?
Beaklini:    Liquidez é essencial. É preciso ser flexível e poder dispor de seus fundos a qualquer momento. Uso meus investimentos de forma que possa mudar de idéia a qualquer momento e dispor do valor investido para outros fins. O importante é estar pronto para aproveitar oportunidade que aparecem.
Frequentemente os investimentos de maior possibilidade de retorno são também os de maior risco e os investimentos de maior segurança trazem pouco rentabilidade. Na hora de investir eu busco um equilíbrio entre lucratividade e segurança do investimento.
Economistinha: Quais são os seus principais objetivos quando investe (segurança financeira, compra de bens no futuro, etc)?
Beaklini:    Quando invisto, meu objetivo é gerar uma fonte alternativa de renda que me trará conforto e bem estar financeiro.
Economistinha: Quais as suas dicas para um investidor de primeira viagem?
Beaklini:    Começar logo. Só se adquire experiência com investimentos quando se começa a investir. Estar atento às oportunidades, e ter consciência do seu poder de negociação. Muitas vezes o investidor não percebe que pode negociar taxas mais favoráveis em seus corretores ou bancos. Sempre vale a pena pesquisar e ter uma conversa aberta com seu banco/corretor. Eles estarão dispostos a negociar valores para manter você como cliente.
Também sugiro começar com investimentos mais conservadores. Quando se sentir mais a vontade para adquirir investimentos mas agressivos, é importante ter certeza de que o capital investido vem de um rendimento dispensável. Jamais arrisque em investimentos mais agressivos um dinheiro que você não poderia perder.
Economistinha: O que uma pessoa que nunca investiu em bolsa deve observar para começar?
Beaklini:    Para muitos day-traders, a alma de aplicações em bolsas e pares monetários são os indicadores. É bom ter acesso a informações e notícias que você saiba interpretar e que sejam atualizadas de hora em hora, ter em mãos um calendário econômico que informa os importantes anúncios do dia e saber quais deles afetam o produto que você opera, e usar um bom corretor.
Economistinha: Como você escolhe as empresas nas quais você investe?
Beaklini:    Escolho meus investimentos através da volatilidade do produto que opero. Quanto maior a volatilidade, mais rápidas são o encerramento de operações abertas e mais rápido você estará pronto para abrir novas operações.
Economistinha: O que você acha do day-trade?
Beaklini:    Day-trade é um tipo de investimento que o investidor aventureiro aprecia. Não é todo mundo que tem disposição de acompanhar o mercado e controlar seu dinheiro e operações com as próprias mãos. Mas não é tão difícil quanto parece. Qualquer um pode fazer quando se tem as ferramentas certas.
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Aprenda a investir

Na última semana, aprendemos aqui no Economistinha como organizar suas finanças pessoais em dois passos, através da fotografia do que você costuma gastar e do controle dos seus gastos correntes. Como vocês devem se lembrar, a ideia é que, todos os meses, você gaste menos do que recebe e, com isto, sobrará dinheiro para investir. Porém, uma pergunta recorrente é: como devo investir?

Esta é uma pergunta sem uma resposta única, pois todas as formas de investimento possuem suas vantagens e desvantagens. Para tomar esta decisão, é preciso ter em conta diversos fatores, que podem auxiliá-lo a escolher a sua cesta de investimentos.

Menciono cesta de investimentos porque, como todos sabem, é perigoso colocar todos os ovos em uma cesta só. É preciso ter atenção e sabedoria na hora de decidir como investir, para evitar arrependimentos posteriormente.

 

1) Objetivo e Prazo

Antes de investir, é preciso saber qual o seu objetivo com este investimento. Você quer comprar uma casa? Um carro novo? Uma viagem para o exterior? Pagar sua pós-graduação? Ou simplesmente garantir uma poupança para possíveis emergências?

Tendo isto em mãos, é importante também saber o prazo pelo qual pretende investir: alguns meses? Um ano? Dois, três, cinco anos? Eu prefiro pensar neste número como o saldo final da conta, mas nem sempre é assim. Isto porque prefiro pensar que a quantidade disponível para investir é derivada dos seus gastos correntes e de seus planos, e não o contrário. Porém, se o prazo é determinado externamente (se você não tem como controlá-lo), talvez tenha que sacrificar quanto gasta por mês. Vamos olhar os exemplos?

Exemplo 1: Viagem ao exterior

Quantia economizada por mês: 500 reais.

Custo da viagem: 7000 reais.

Taxa de retorno esperada dos investimentos: 0,6% ao mês

Tempo de retorno: 13,48

Considerando que se economize, portanto, por 14 meses, você terá R$ 279,66 extras para gastar! Se você tivesse comprado a mesma viagem em parcelas fixas com taxa de juros de 2% ao mês, você teria gasto quase R$ 8000 nesta compra.

Exemplo 2: Curso de especialização

Custo: 10000 reais.

Início do curso: jan/2013 (em 8 meses)

Tx de retorno dos investimentos: 0,7% ao mês

Economia mensal programada: 1000 reais

Economia mensal necessária: R$1219,70

Neste caso, como o curso começa em janeiro de 2013, não há muita escapatória. Ou você tem o dinheiro até lá, ou não poderá participar. Desejava-se economizar apena R$1000 por mês, mas será necessário fazer um esforço adicional de R$250 para garantir que se consiga toda a quantia. Será necessário um rearranjo dos gastos mensais para garantir que se consiga este esforço adicional.

2) Perfil do investidor

Mesmo que o investimento seja de longo prazo, há pessoas que morrem de medo de investir em bolsa de valores, por exemplo. Outras pessoas são ávidas por liquidez e, mesmo que tenham o capital disponível, dificilmente investiriam em imóveis. É preciso ter em conta todos estes fatores na hora de tomar a decisão de como investir. Tente refletir e descobrir como você lida com o risco, se você precisa de liquidez diária, semanal, mensal ou talvez não faça questão de liquidez, se você gosta de se manter atento aos seus investimentos ou prefere não precisar dar atenção a eles, entre outros fatores que podem influenciar o seu perfil de investidor.

Estes foram os primeiros passos para que você possa tomar as decisões corretas de como investir o seu dinheiro. Amanhã apresentaremos algumas opções de investimentos para você, com suas principais vantagens e desvantagens e, a partir da próxima semana, traremos entrevistas com pessoas normais, como você, explicando o seu perfil como investidor, suas preferências e dividindo conosco suas experiências com os investimentos até hoje. Fiquem atentos!

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