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Quantas medalhas o Brasil vai ganhar nas Olimpíadas do Rio 2016?

Faltam 500 dias para os jogos olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Pela primeira vez na história as Olimpíadas serão sediadas na América do Sul – a segunda no hemisfério sul.

Este é o maior evento esportivo do mundo, reunindo mais de 10 mil atletas de mais de 200 nacionalidades em busca da maior honra do esporte.

Ainda há muito trabalho a ser feito para que tudo esteja pronto e recebamos o mundo de portas e braços abertos, e nossos atletas sonham em honrar a camisa e a bandeira, chegando ao ponto mais alto do pódio.

O Infostrada Sports, renomado instituto de estatísticas esportivas (que acertou a maior parte dos números para Londres 2012) prevê que os Estados Unidos liderarão o ranking mundial novamente, com 47 medalhas de ouro e 97 no total (menos que o conquistado em Londres, 104 medalhas ao todo).

O segundo lugar será novamente chinês, com 28 ouros e 76 medalhas ao todo, seguida de perto pela Rússia (25 ouros, 74 medalhas ao todo).

A mais expressiva queda será justamente dos últimos anfitriões: após o melhor resultado da história, com 29 ouros, 65 medalhas e o 3o lugar no ranking total, a terra da rainha deve se contentar com o 7o lugar geral (10 ouros, 45 medalhas).

E O BRASIL?

De acordo com o Infostrada Sports, o Brasil deve fazer história. Em Londres 2012, o Brasil foi o 22o colocado, com 3 ouros, 5 pratas e 9 bronzes. Em 2016, no Rio de Janeiro, o Brasil deve ser o oitavo colocado no ranking geral.

Será que Arthur Zanetti consegue repetir sua exibição perfeita de Londres e conquistar outro ouro olímpico?

Ao todo, o país deve conquistar 27 medalhas, sendo 10 de ouro, 14 de prata e apenas 3 de bronze.

Nossas maiores conquistas viriam do vôlei, vôlei de praia, judô, natação, ginástica artística, vela, salto em distância e salto com vara. Também são esperadas medalhas na luta olímpica, boxe, handebol e tênis. Seriam 11 esportes condecorados, superando 1996 e 2012 (com 9 esportes cada).

Aline Ferreira pode dar a primeira medalha brasileira em luta olímpica

E o futebol?

Por enquanto, dados os resultados recentes das seleções masculina e feminina, o Infostrada não nos vê nas fases finais do esporte favorito de muitos brasileiros.

Será que conseguimos mudar isto até lá?

E o que você acha dessas previsões? Será que se concretizam? Comente!

PS: Vale lembrar que o ranking é dinâmico e atualizado periodicamente, de acordo com a performance dos atletas em eventos que antecedem as olimpíadas. Confira o regulamento e o ranking atualizado neste link.

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Lições que Margaret Tatcher pode dar ao Brasil

A esta altura, todos vocês já devem saber que a “dama de ferro” não está mais entre nós. Margaret Tatcher morreu na manhã desta segunda-feira, dia 8, em decorrência de um derrame cerebral, aos 87 anos. Há mais de dez anos ela tinha a saúde debilitada, fato lembrado no magnífico filme em sua homenagem – que rendeu o terceiro Oscar da carreira de Meryl Streep.

Adeus, Tatcher. Vá em paz.

Tatcher foi uma das primeiras mulheres a liderar seu país, sendo primeira-ministra do Reino Unido entre 1979 e 1990. Era uma política controversa, angariando seguidores apaixonados e inimigos ferozes ao seu estilo de governar e à sua ideologia. Liberal convicta, foi responsável por diversas privatizações. Porém, foi capaz de reduzir drasticamente os índices de inflação.

E na sua visão de mundo reside a grande lição que Tatcher pode deixar para o governo brasileiro. Suas medidas liberais valorizaram a libra esterlina, o que aumentou as importações e a competição em território nacional. No início de seu governo, diversas empresas quebraram – especialmente aquelas que sobreviviam apenas graças ao auxílio governamental. O período de reajuste da economia foi doloroso, com a elevação dos índices de desemprego. Ela guerreou contra as organizações sindicais, que exigiam direitos que deturpavam a livre economia, e assim conseguiu reerguer a economia britânica desde a raiz.

O governo brasileiro resiste a perceber que a nossa economia também precisa de uma reforma. Eleger “empresas líderes” e beneficiá-las é um tiro no pé, e as lições de nossa história – leia-se décadas de 60 e 70 – já deveriam ter sido suficientes. Subsidiar os líderes apenas reduz o incentivo à inovação e à competitividade. No longo prazo, ficamos defasados e menos competitivos que qualquer competidor internacional.

É tempo de mudar. Que a memória de Tatcher nunca se apague.

A seguir, reproduzo as lições de Tatcher para a Europa, segundo o professor de História e Assuntos Internacionais Harold James, publicadas pelo jornal de negócios, de Portugal:

Thatcher quis refazer o Reino Unido, com base nas melhores características do estilo de vida norte-americano: a crença no potencial da iniciativa privada e do empreendedorismo e numa abordagem positiva e confiante perante a vida.

Margaret Thatcher era muito mais respeitada fora do Reino Unido do que no seu próprio país. Nos Estados Unidos, e também na Europa Central, era vista como uma heroína, especialmente no que diz respeito à luta pela liberdade económica e política.

Essa visão de liberdade e dinamismo nunca foi assim tão popular – ou compreendida – junto dos britânicos. E o facto é que os feitos de Thatcher acabaram por ser distorcidos pelos seus próprios erros na forma como lidou com a complexa política de uma Europa em rápida mudança na sequência do colapso do comunismo.

Enquanto primeira-ministra, não foi grandemente apreciada no Reino Unido, sobretudo por más razões. Ao longo da sua vida política, travou uma batalha com duas frentes: contra o socialismo, mas também contra o ‘establisment’. Por vezes, ambas as frentes pareciam fundir-se.

O ‘establisment’ britânico tinha aderido a um pacto enraizado na experiência da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial. Aceitava elevadas taxas tributárias e uma vasta redistribuição de recursos em troca de poder manter os seus peculiares rituais, hierarquias do passado, títulos grandiosos e distinções superiores. O resultado era uma ineficiência generalizada, um aterrador registo de agitação laboral, baixa produtividade e estagnação económica.

Thatcher quis refazer o Reino Unido, com base nas melhores características do estilo de vida norte-americano: a crença no potencial da iniciativa privada e do empreendedorismo e numa abordagem positiva e confiante perante a vida.

Havia um elemento de fortuitidade nas experiências políticas de Thatcher. Ela tinha sido eleita líder do Partido Conservador porque o candidato mais conhecido e mais plausível da ala direita tinha-se excluído a si próprio devido ao seu discurso controverso e irreflectido.

Ela aproveitou-se de forma implacável da sua feminilidade. Enquanto líder da oposição, visitou a faculdade mais antiga e mais conservadora na Universidade de Cambridge para se dirigir à ínfima minoria de académicos adeptos do conservadorismo. A sala, forrada a madeira, era iluminada à noite apenas por velas, dissimuladas por detrás de sombras amarelo-avermelhadas. Ela começou por dizer que a sala parecia mais um ‘night club’ do que uma universidade e foi então que despiu o casaco e o girou por cima da sua cabeça, como se estivesse prestes a começar a fazer ‘striptease’.

Thatcher era bastante intolerante com outras mulheres no meio político e gostava de estar rodeada de homens. Parte do seu modo padrão de funcionamento político dependia do ‘flirt’. As emoções pessoais também faziam parte da sua política externa. Deu-se muito bem com o chanceler alemão Helmut Schmidt, um social democrata, mas não se deu tão bem com o cristão democrata Helmut Kohk. (Na verdade, a óbvia química pessoal entre ela e Schmidt levou a que um membro do ‘staff’ dissesse que se não se tratasse da primeira-ministra britânica e do chanceler alemão, iriam de mãos dadas para o quarto).

Quanto ao outro lado do Reno, Thatcher não gostou nada do pretencioso e aristocrático presidente Valéry Giscard d’Estaing,  mas desenvolveu bons contactos com o socialista – inicialmente bastante radical – François Mitterrand. Acima de tudo, ela tinha uma óptima relação com o charmoso e cortês ex-actor Ronald Reagan, e uma não tão boa relação com o seu patrício conservador George H.W. Bush.

O carácter resistente e sem dissimulações dos seus sentimentos pessoais não devem levar ao pressuposto de que a sua política era inteiramente instintiva. Na sua condução do Reino Unido para o ‘bom senso orçamental’, nunca deixou que uma ideologia de puro mercado minasse os interesses do seu eleitorado-chave.

Havia também uma boa dose de moralidade antiquada. A determinada altura, quando os políticos da Europa Ocidental e o ‘establisment’ britânico das relações externas receavam que o Solidariedade na Polónia pusesse em perigo as relações estáveis com a União Soviética, ela reconheceu, de forma afoita e acertada, que envolver a oposição polaca era uma oportunidade para ali promover a liberdade.

A parte mais importante do seu legado orçamental e económico surgiu logo no início, durante o seu primeiro mandato. Confrontada com uma recessão mundial em inícios da década de 1980, ela insistiu contudo numa rigorosa contenção orçamental. Os economistas académicos sentiram-se ultrajados e foi publicada no ‘The Times’ [que era, então, o jornal do ‘establisment’] uma carta assinada por 364 destacados académicos, que protestavam contra a insensatez da política aparentemente pró-cíclica de Thatcher.

Além disso, a sua bem sucedida liberalização da indústria britânica tornou-se uma inspiração para a Europa Central, que em inícios dos anos de 1990 se debatiam com o legado económico do mecanismos comunista do planeamento central. Mas não só nessa região. O ‘Thatcherismo’ também pareceu ser um modelo plausível para a estabilização política em França em 1983, após dois anos de experiências motivadas pela crise. O sucesso de Jacques Delor como ministro francês das Finanças levou depois à implementação de um processo de aproximação entre a França e a Alemanha.

A nível europeu, a visão britânica da liberalização foi também um ingrediente crucial para o Acto Único Europeu de 1986, que foi decididamente influenciado pela nomeação, por parte de Thatcher, de Lord Cockfield como comissário europeu em representação do Reino Unido. A Comissão Europeia de Jacques Delors levou a questão da concorrência muito a sério como forma de impulsionar o crescimento económico e a prosperidade.

Contudo, logicamente, o Acto Único Europeu exigiu também uma nova abordagem à política monetária a nível europeu. A crença no poder do mercado e da concorrência sustentou assim um novo empurrão rumo à integração europeia, algo em que Thatcher instintivamente não confiou.

Quando Thatcher deixou o poder em 1990, foi em consequência de uma revolta do seu próprio partido, devido às profundas divisões políticas resultantes da integração europeia. De certa forma, ela foi vítima do sucesso das suas próprias políticas enquanto modelo para outros países – e enquanto desafio para a ordem europeia.

Actualmente, é tentador encontrar paralelos entre a primeira mulher chefe de governo britânica e Angela Merkel, a primeira mulher chanceler na Alemanha. Ambas foram bastante ridicularizadas, especialmente por economistas, devido às suas ligações ao que se pode chamar de ideias simples de rectidão orçamental em circunstâncias adversas.

A defesa da disciplina orçamental e da economia de mercado não é uma garantia de sucesso político. No contexto europeu, não só é difícil a nível interno como também conduz inevitavelmente a escolhas difíceis acerca do futuro do processo de integração.

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Britânicos decidirão em plebiscito se continuarão ou não na União Europeia

É isso mesmo que você ouviu. Em um momento em que os países da Zona do Euro se equilibram em uma situação desconfortável, de prolongada crise, os britânicos cogitam sair do bloco econômico.

Do UOL:

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou nesta quarta-feira (23) a pretensão do governo de realizar um referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia, que hoje reúne 27 nações do continente europeu.

A data exata ainda não foi definida, mas deve ser entre 2015 e 2017. Cameron, que está em campanha para o mandato 2015-2019, propôs a manutenção do país no bloco sob duas condições: a reforma da União Europeia e a renegociação das relações com o Reino Unido. Ele quer mais abertura e flexibillidade.

“Se não respondermos aos desafios, a Europa pode fracassar e o Reino Unido se dirigir para a saída”, disse texto prévio do premiê. “Quero que a Europa seja um sucesso”.

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, classificou hoje o projeto como perigoso. “Não se pode fazer uma Europa à la carte, queremos que os britânicos forneçam elementos positivos à Europa”, disse Fabius. “Suponhamos que a Europa fosse um clube de futebol: quando você adere ao clube, não pode dizer, uma vez dentro, que vai jogar rugby”, explicou.

Alemanha deseja que o Reino Unido permaneça no bloco, declarou o ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle.

Desde o agravamento da crise e da intervenção da troika em países da Eurozona, os britânicos dão sinais de insatisfação com sua participação no bloco. Grande parte deles não deseja abdicar de autonomia (como a que se fará necessária para maior união – e controle – dos bancos da região). Muito menos pagar a conta pelos erros de países periféricos do grupo (principalmente Portugal e Grécia).

Essa postura vem de encontro à desejada pelos demais países do grupo e do restante do mundo. Na minha opinião (e de boa parte dos especialistas e lideranças globais), a solução para a crise por lá é mais Europa e menos autonomia, e não o contrário. Ao colocar em votação a permanência do Reino Unido, David Cameron objetiva mais poder no bloco. Mas o tiro pode sair pela culatra, e sua população pode sofrer as consequências do isolamento do país insular.

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Sabe qual a cidade mais próspera do mundo?

Adoro os estudos da ONU, e este não ficou devendo em nada.

Em uma análise detalhada dos efeitos das cidades sobre a qualidade de vida das pessoas, tendências regionais e globais, a Organização das Nações Unidas retratou muita coisa interessante. De todas, gostaria de destacar o ranking das cidades mais prósperas do planeta.

Levaram-se em conta cinco categorias, nas quais as cidades receberam notas de 0 a 1: no fim, quem tivesse a maior média ganharia. As categorias são produtividade, Infraestrutura, Qualidade de vida, Sustentabilidade ambiental e, por fim, equidade e inclusão social.

Este tipo de índice desmistifica os fatídicos rankings baseados no PIB, bastante ilusórios se a renda está extremamente concentrada e a qualidade de vida é baixa. Mais dinheiro não necessariamente se reproduz em mais prosperidade (econômica e social).

Entre as dez cidades mais bem colocadas, nenhuma cidade do continente americano. Aliás, apenas uma delas não fica na Europa. Surpresa? Não. Especialmente se olharmos as três primeiras, separadas por apenas um mísero décimo de diferença.

Mas fiquei muito feliz com a grande campeã: sou um verdadeiro apaixonado por essa cidade, e quero muito poder morar lá um dia. Cidade segura, bela, encantadora, de povo elegante e simpático, com uma infraestrutura soberba e diversas oportunidades de lazer, para todos os gostos. Ficou curioso?

Então vamos ao top 10!

10. Paris, França

9. Estocolmo, Suécia

8. Melbourne, Australia

7. Londres, Reino Unido

6. Tóquio, Japão

5. Copenhague, Dinamarca

4. Dublin, Irlanda

3. Helsinque, Finlândia

2. Oslo, Noruega

1. Viena, Áustria

Se quiser ler mais a respeito, o estudo completo pode ser baixado de forma gratuita através deste link. No site da UN-Habitat também tem mais informações bem interessantes, corre lá!

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São Paulo é a 7a cidade onde é mais caro se alugar um escritório, à frente de Nova York

Segundo a The Economist, São Paulo é a sétima cidade onde é mais caro se alugar um escritório, em uma lista com as cidades mais importantes do planeta. Há um ano, a maior cidade do Brasil ocupava a oitava posição neste ranking.

Em 2011, o metro quadrado médio de um escritório em São Paulo custava aproximadamente US$ 600, e hoje passa de US$ 800. Por outro lado, o ritmo de crescimento dos preços diminuiu em relação ao ano anterior.

A taxa de desocupação subiu: se há um ano apenas 6% dos imóveis deste tipo estavam vazios, hoje são 11,9%.

A cidade mais cara do mundo é Londres, que ultrapassou Hong Kong – agora na segunda posição. Enquanto os preços dos imóveis na cidade chinesa caíram quase 12%, na capital britânica eles se mantiveram praticamente constantes em US$ 1.700 o metro quadrado.

O grande destaque da lista foi Pequim, onde o aluguel médio disparou 45%, levando a cidade à sexta posição. Por outro lado, quatro cidades da Zona do Euro amargaram desvalorização média de 11%. Ainda assim, Paris é a 4a cidade da lista, logo atrás de Moscou.

Veja abaixo a lista completa:

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