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Confira doze problemas do mundo resolvidos pela tecnologia

Neste cabalístico dia 12.12.2012, nada melhor do que trazer doze soluções para problemas socio-ambientais através da tecnologia disponível atualmente. Se você acha que os iPods, Androids e aplicativos servem apenas para tornar sua vida mais divertida, você vai se surpreender com essa lista (traduzida/adaptada do original publicado pelo Mashable):

1) Telefones Android ajudam tribos da amazônia brasileira a reduzir o desflorestamento

A tribo Surui tem dificuldade em manter sua cultura tradicional devido ao deflorestamento em suas terras. Por causa disso, o Google, através da sua equipe Google Earth Outreach, desenhou um plano para ajudar a proteger as florestas. Indivíduos da tribo foram treinados com aparelhos Android, através dos quais se mede a compensação de carbono das árvores nas terras da reserva. Após quatro anos, os trabalhos foram validados e, desde então, empresas de todo o mundo podem adquirir créditos de carbono dentro da reserva, contribuindo com a tribo através da redução do desmatamento.

2) Bicicleta adaptada separa o lixo reutilizável

A reutilização do lixo é necessária, mas quando é feita de maneira desprotegida pode gerar consequências devastadoras aos envolvidos. Esta invenção de baixo custo da engenheira da Universidade de Harvard Rachel Field ajuda a separar o perigoso do reutilizável de maneira segura.

3) Energia solar de baixo custo para regiões subdesenvolvidas

Mais de 1,5 bilhões de pessoas não tem eletricidade em suas casas – quase um quarto da população mundial.

O projeto de luz portátil está levando energia barata e renovável a estas pessoas, através de um kit que custa aproximadamente US$ 16 e conta com um painel refletivo, uma bateria recarregável, uma saída USB e um LED de elevada luminosidade. Saiba mais aqui.

4) iPods resgatam a esperança para pacientes com Alzheimer

Há muito tempo se sabe que a música ajuda a recuperar pacientes com Mal de Alzheimer. Um assistente social de Long Island, nos EUA, descobriu que o uso de aparelhos de MP3 em clínicas tem um efeito surpreendente: ao se personalizar as listas de reprodução de acordo com o perfil do paciente, os resultados são superiores aos já experimentados.

5) Aplicativo de smartphones auxilia pessoas desabrigadas

A Campanha 100 mil casas desenvolveu um aplicativo para smartphones que auxilia as pessoas desabrigadas. Apenas nos EUA, são mais de 500 mil pessoas que moram nas ruas.

O aplicativo conta com um questionário, que qualquer pessoa pode aplicar nos cidadãos de rua de sua região. Com essas informações, os trabalhadores da organização podem se preparar melhor para como lidar com a miséria e antecipar tendências pelo país.

6) Aplicativo impede que você mande mensagens enquanto dirige

Quem nunca ficou ansioso para responder uma SMS ou uma mensagem no Whatsapp enquanto dirige? Essa atitude é extremamente arriscada e pode causar acidentes.

Segundo o Mashable, um em cada quatro acidentes envolvem o uso indevido do telefone celular.

O aplicativo OneProtect impede que você digite mensagens enquanto dirige: com informações do GPS, sempre que você atinge uma determinada velocidade ele simplesmente trava o telefone. Um teste de atenção possibilita que eventuais passageiros possam interagir com seus gadgets – mas não o motorista.

7) Celulares ajudam o governo indiano a controlar seus funcionários da saúde

Apesar de oficialmente ter saúde universal, regiões rurais da Índia sofrem com a falta de médicos.

Em parte, isso se deve a profissionais que faltam com frequência – até em parte pela falta de controle público. Para combater isto, um sistema criado por uma associação sem fins lucrativos controla as ausências dos profissionais através de SMS. O sistema ainda mapeia regiões com situações mais problemáticas, possibilitando uma resposta adequada dos órgãos públicos.

8) Telefones celulares ajudam a controlar a evolução da Malária na África

A resposta imediata a casos de malária é fundamental para ações preventivas nas regiões mais suscetíveis.

Telas para camas e outras ações preventivas são instrumentos básicos para evitar surtos em regiões debilitadas, e os telefones celulares compartilhados (bastante comuns em regiões carentes do continente africano) têm sido usados para notificar instantaneamente os centros de saúde regionais e os ministérios da saúde.

9) Torneira portátil fornece água potável

Acesso a água potável é um problema recorrente no mundo em desenvolvimento.

Esta torneira portátil desenvolvida por membros do Centro de Arte da Faculdade de Design possibilita acesso a água potável sem riscos a pessoas que vivem com menos de US$10 por dia em regiões carentes.

O projeto se chama Balde a Balde, e você pode ver mais informações aqui.

10) Painéis de energia solar integram vítimas do furacão Sandy

Após a passagem do furacão Sandy pelos EUA várias regiões ficaram sem energia por um bom tempo.

Esse simpático caminhão da imagem possibilitou que pessoas – até então isoladas de parentes e amigos – se comunicassem com seus entes queridos.

11) Luva robótica detecta câncer de mama rapidamente

Essa luva aí em cima, chamada Med Sensation, pode ser estranha, mas seus sensores hipersensíveis ajudam a detectar rapidamente nódulos anormais em glândulas mamárias – ajudando no rápido combate ao câncer. Ela foi desenvolvida pela Universidade Singularity, e visa ajudar pessoas sem acesso a médicos.

12) Pneus usados poderiam ajudar a prevenir furacões

Um engenheiro da Universidade de Edimburgo patenteou a ideia que pode revolucionar a prevenção a acidentes naturais. O dispositivo revolucionário, chamado “Pia de Salter”, utilizaria pneus usados de carros suspensos por tubos no meio do oceano e levaria a água quente que forma os furacões para o fundo – impedindo que a temperatura subisse acima dos 26,5°C, necessários para a formação de furacões.

E aí, qual das ideias acima você achou mais interessante?

Bacana que a tecnologia pode ajudar o mundo, não é?

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Finalmente uma boa notícia: o número de pessoas famintas no mundo caiu

O numero de pessoas que passam fome no mundo caiu nos últimos anos. Mas ainda é muito alto.

Segundo o mais novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em 2012, cerca de 870 milhões de pessoas passam fome, 132 milhões a menos que em 1990-2.

Enquanto o mundo consegue reduzir seus índices de miséria, a fome ainda cresce na África

A grande maioria dos que sofrem de fome, 852 milhões, vivem em países em desenvolvimento – cerca de 15 por cento da sua população –, enquanto 16 milhões de pessoas subnutridas se encontram nos países desenvolvidos. (…)

O número de pessoas com fome crónica caiu mais acentuadamente entre 1990 e 2007 do que se acreditava anteriormente. Desde 2007-2008, no entanto, o progresso global na redução da fome diminuiu e estabilizou.

“No mundo de hoje, com oportunidades técnicas e económicas sem precedentes, consideramos totalmente inaceitável que mais de 100 milhões de crianças menores de cinco anos tenham peso insuficiente e não possam portanto, alcançar o seu potencial humano e socioeconómico, e que a subnutrição infantil seja a causa de morte de mais de 2,5 milhões de crianças por ano”, afirmam no prefácio do relatório José Graziano da Silva, Kanayo F. Nwanze e Ertharin Primo, Responsáveis da FAO, FIDA e PAM, respectivamente.

“Observamos com especial preocupação que a recuperação da economia mundial desde a recente crise financeira global permanece frágil. No entanto, apelamos à comunidade internacional para que faça esforços extras para ajudar os mais pobres na realização do seu direito humano básico a uma alimentação adequada. O mundo tem o conhecimento e os meios para eliminar todas as formas de insegurança alimentar e de subnutrição”, acrescentam. É necessária uma “dupla” abordagem, com base no apoio a um crescimento económico inclusivo (também na agricultura) e a redes de segurança para os mais vulneráveis.

Brasil registra avanços

Pelos dados do relatório, o Brasil conseguiu reduzir de 14,9%, no período de 1990 a 1992, para 6,9%, nos anos de 2010 a 2012, o percentual de subnutridos. No país, cerca de 13 milhões de pessoas passam fome ou sofrem com desnutrição. Os programas sociais desenvolvidos pelo governo brasileiro em parceria com os governos estaduais e municipais, além da iniciativa privada, foram elogiados no documento.

O Programa Bolsa Família é uma referência, segundo o relatório. Para os especialistas, o Bolsa Família é um instrumento positivo para promover a capacitação econômica das comunidades. Há elogios também ao sistema adotado pela prefeitura de Belo Horizonte (Minas Gerais) de combate à fome na periferia da cidade. (…)

A Ásia lidera em número de pessoas com fome; a fome aumenta na África

No que diz respeito a regiões, a subnutrição nas últimas duas décadas diminuiu quase 30 por cento na Ásia e no Pacífico, de 739 milhões para 563 milhões, em grande parte devido ao progresso socioeconómico de muitos países da região. Apesar do crescimento da população, a prevalência da subnutrição na região caiu de 23,7 por cento para 13,9 por cento. A região da América Latina e Caribe também fez progressos, passando de 65 milhões de pessoas com fome em 1990-1992 para 49 milhões em 2010-2012, ao mesmo tempo que a prevalência da subnutrição caiu de 14,6 por cento para 8,3 por cento. Mas o ritmo do progresso abrandou recentemente.

A África foi a única região onde o número de pessoas com fome aumentou neste período, de 175 milhões para 239 milhões, com quase 20 milhões de pessoas a mais nos últimos quatro anos. A prevalência da fome, embora tenha reduzido durante todo o período, aumentou ligeiramente ao longo dos últimos três anos, passando de 22,6 por cento para 22,9 por cento – com mais de uma em cada quatro pessoas a passarem fome. E na África subsaariana, o modesto progresso alcançado nos últimos anos até 2007 foi revertido, com um aumento de 2 por cento da fome por ano desde então.

As regiões desenvolvidas também viram o número de pessoas com fome a aumentar, de 13 milhões de pessoas em 2004-2006 para 16 milhões em 2010-2012, revertendo uma diminuição constante em anos anteriores em relação aos 20 milhões de pessoas estimados em 1990-1992.

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