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48h em Curitiba

Curitiba tem fama de ser a cidade mais fria do Brasil – e não apenas no clima. Talvez por isso nem tanta gente do resto do país ou do mundo vá conhecer a capital ecológica do Brasil. Isso que ela fica à aproximadamente mesma distância de São Paulo que o Rio de Janeiro!

Quebre esse paradigma. Formada majoritariamente por descendentes de imigrantes poloneses, italianos, alemães, ucranianos, entre muitos outros, Curitiba vai te conquistar pelo estômago, dado que cada imigrante trouxe consigo a sua cultura e culinária. Outra coisa que você não vai esquecer: a área verde (são 33 parques e bosques).

Curitiba, a Capital Ecológica

Sexta, 18h

Ao chegar, sugiro pegar o Ônibus Aeroporto Executivo, que te deixará nos principais hoteis da cidade e custa apenas R$13. Deixe suas malas no hotel e vá ao Schwarzwald Bar, mais conhecido como Bar do Alemão. No coração do Largo da Ordem, o bar é uma instituição na cidade.

(Foto: Divulgação)

Prove a carne de onça ou escolha algum dos pratos típicos alemães, como as salsichas (Wurst) ou o gorduroso, mas delicioso joelho de porco (Eisbein). Para beber, a cerveja é uma obrigação. Sugiro o submarino, que contém uma mini-caneca com Steinhäger. Ela é um brinde para você levar para casa!

Sábado, 11h

O que Curitiba tem de melhor? Seus parques. Jardim Botânico, Ópera de Arame e Parque Tanguá são alguns dos mais belos, e com certeza valem a visita. Porém, é inviável visitá-los todos em apenas um fim de semana sem correr contra o tempo.

O ônibus de turismo (R$35, com direito a quatro reembarques) é uma ótima forma de ter uma primeira impressão da cidade, mas toma um dia inteiro. Além disso, ele geralmente está lotado em fins de semana de sol.

Se você puder enforcar a sexta-feira e ficar 72h na cidade, recomendo fortemente (fazer o tour na sexta). Caso contrário, não. O pessoal do Matraqueando fez um post sensacional dando dicas de como aproveitar esse tour.

(Foto: Curitiba Turismo)

Comecemos o dia em Santa Felicidade, o bairro tipicamente italiano de Curitiba. Geralmente lotado aos domingos, o ideal é visitá-lo aos sábados. Explore as lojinhas de artesanato e almoce no Madalosso, o maior restaurante da América Latina.

Sábado, 14h

Em tardes de sol, a Praça de Espanha é onde você quer estar.

Nas tardes de sábado, a Praça da Espanha é um dos principais pontos de encontro dos jovens curitibanos. Ela foi reformada e reaberta em abril/2015, o que a torna ainda mais atraente e aconchegante. Frequentemente, rádios locais proporcionam concertos no palquinho da praça. Tem coisa melhor?

Sábado, 16h30

Você não precisa ir muito longe para encontrar alguns dos melhores cafés e sobremesas da cidade. O meu favorito é a Rose Petenucci, a apenas uma quadra da Praça da Espanha. Aproveite os sorvetes artesanais nos dias mais quentes.

Sábado, 20h

Depois do rodízio no horário de almoço, você deve querer algo mais leve, certo? Se você for como eu, não.

Minha sugestão para o jantar de sábado é o Restaurante Madero. Deliciosos hambúrgueres grelhados, servidos em pão francês, são o carro chefe da casa que já conta com mais de 30 unidades e continua se espalhando pelo país.

Sábado, 23h

No sentido horário: Shed, James, WS e Sheridan's

No sentido horário: Shed, James, WS e Sheridan’s

Noite de sábado é hora de se jogar. Curitiba é eclética, mas não se pode dizer o mesmo sobre os curitibanos. Cada tribo tende a ir sempre aos mesmos bares, o que faz a cidade parecer um ovo.

Se você gosta de rock, um dos melhores lugares da cidade é o Sheridan’s, com música ao vivo em um ambiente intimista. Aos fãs de música brasileira, a WS se destaca: samba no ponto com muita gente bonita. Para os fãs de indie e pop, a dica é o James – a mais famosa casa LGBT friendly da cidade, com um público bastante jovem. Por fim, se você prefere chapéu de caubói e botas cano alto, o Shed é a sua mais nova casa. A mais famosa, porém, é a Woods.

Ao contrário de SP, aqui se chega cedo na balada. Em algumas, vale a pena chegar ANTES de abrir, para pegar a menor fila possível. Compre uma cerveja na loja de conveniência mais próxima e seja paciente…

A vantagem é que a noite também acaba mais cedo – não se assuste se você voltar para casa 3h da manhã. Mais energia reservada para o domingo!

Domingo, 10h

Na manhã de domingo, você ficará feliz que a noite de Curitiba geralmente acaba cedo. É hora de chacoalhar a poeira e botar o pé na rua. Mais especificamente, em um dos maiores clássicos da capital paranaense: a feirinha do Largo da Ordem.

Feirinha do Largo da Ordem, um clássico curitibano, reúne todas as tribos

São dezenas de barraquinhas com artesanato local, comidinhas e objetos vintage. Aproveite para conferir a Catedral Metropolitana, na Praça Tiradentes, a Igreja do Rosário, o Palácio Garibaldi e a Mesquita de Curitiba, todos na região.

Domingo, 13h

Domingo é dia de churrasco. Curitiba possui alguns Costelões que ficam abertos 24h por dia. Se você resistiu a esse atentado ao seu estômago na noite passada (provavelmente optando por um dogão), agora é a hora de se deliciar. A dica é o Costelão do Gaúcho que fica na Av. Mateus Leme. Polenta frita e cebola roxa em conserva são os meus acompanhamentos favoritos.

Domingo, 14h30

Depois de tanta carne, você provavelmente vai querer deitar na grama e tirar um cochilo, certo? Pois é exatamente isso que você vai fazer. Muitos parques de Curitiba não autorizam cachorros soltos, e por isto este amplo gramado foi organicamente transformado em um dos destinos favoritos dos curitibanos: o Parcão.

Aqui, crianças e animais aproveitam o sol dominical em harmonia. Aproveite!

Quando cansar de descansar, explore as galerias do Museu Oscar Niemeyer, que atualmente espõe obras confiscadas na operação Lava Jato da Polícia Federal, e descubra a história dos imigrantes poloneses no vizinho Bosque João Paulo II.

Domingo, 18h

O Brooklyn fica em uma região histórica de Curitiba

Antes de partir, uma parada para café: pertinho do Shopping Mueller (onde você provavelmente estará se começar a chover), o Brooklyn Coffee Shop é frequentado por moderninhos e casais apaixonados.

E aí, gostou do meu roteiro por Curitiba?
Se você é da cidade, o que você mudaria?

Entre em contato conosco e escreva sobre a sua cidade favorita!

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Inaugura-se hoje o MAR – Museu de Arte do Rio, com peças de Aleijadinho a Tarsila do Amaral

Hoje, é inaugurado o tão esperado MAR – Museu de Arte do Rio.

Com uma das mais vastas e impressionantes coleções da América Latina, o museu fica na Praça Mauá, na região central da cidade, e promete recolocar o Rio de Janeiro no centro das atenções do país no cenário cultural (que ao menos nas últimas décadas ficava limitado a São Paulo, com seus muitos museus de arte).

O projeto arquitetônico do MAR é do escritório carioca Bernardes + Jacobsen. O complexo do museu engloba 15 mil metros quadrados e inclui oito salas de exposições e cerca de 2.400 metros quadrados, divididos em quatro andares; a Escola do Olhar e áreas de apoio técnico e de recepção, além de serviços ao público.

Os dois prédios que formam a instituição serão unidos por meio de uma praça, uma passarela e cobertura fluida, em forma de onda – o traço mais marcante da caligrafia dos arquitetos – transformando-os em um conjunto harmônico.

O museu terá, a partir de amanhã, quatro diferentes exibições:

Rio de Imagens: uma paisagem em construção descortina um olhar sobre a representação da cidade ao longo de quatro séculos. A partir de cerca de quatrocentas peças — da cartografia ao vídeo, passando por pintura, gravura, desenho, fotografia, escultura e objetos de design —, a exposição enfoca a criação de um imaginário sobre a cidade, seus desdobramentos e transformações.

Entre os mais de sessenta artistas participantes, estão nomes formadores da arte brasileira, como Burle Marx, Castagneto, Dall’Ara, Di Cavalcanti, Facchinetti, Goeldi, Iberê Camargo, Ismael Nery, Lívio Abramo, Manabu Mabe, Pancetti, Segall, Tarsila, Taunay, Thimóteo da Costa, Vieira da Silva, Vinet e Visconti, juntamente com representantes de destaque da arte contemporânea.

O Colecionador:

Imagine ver reunidos 8 movimentos artísticos de uma só vez, como numa sinfonia de cores e formas.  É o que você irá encontrar na exposição O COLECIONADOR: o modernismo, o surrealismo, a pintura primitiva, a abstração informal, a abstração construtiva, a nova figuração, a pintura russa, a pintura chinesa fazem parte do precioso acervo guardado por Jean Boghici.

Jean fundou a Relevo, uma das primeiras galerias de arte do Rio,  em 1961. A partir daí, ele tornou-se também colecionador. Só que diferente dos demais: ele coleciona para si e para os outros, ajudando a formar as principais coleções do país e trazendo artistas e tendências internacionais para o Brasil.

O COLECIONADOR começa com obras-ícones do século 20 que permearam  a Semana de Arte Moderna de 1922 e que, a partir daí, formaram o gosto artístico de cada década. São cerca de 150 obras de uma centena de artistas: os internacionais Fontana, Calder, Max Bill, Morandi, Kandinsky… e ainda o melhor de  Di Cavalcanti, Tarsila, Rego Monteiro, Guignard, Maria Martins.

Vontade Construtiva na Coleção Fadel dá continuidade à participação da família Fadel no debate cultural brasileiro oferecendo ao público a experiência de sua coleção. A exposição apresenta caminhos do ideário construtivo configurados no Brasil, por pesquisas individuais e movimentos coletivos, desde as primeiras aproximações das vanguardas artísticas europeias nas décadas iniciais do século XX, quando a geometria era usada como indício da razão humana e modo de ordenação da realidade, até os seus desdobramentos entre os anos 1960 e 1980, quando o experimentalismo incorporou a questão sociopolítica, o conceitualismo e a revisão do modernismo.

O abrigo e o terreno inaugura o projeto Arte e sociedade no Brasil, dedicado à atuação da arte brasileira no campo da alteridade e das relações sociais. A exposição reúne artistas e iniciativas de diversas regiões em torno de uma questão que – dadas as reformas urbanísticas que hoje transfiguram o Brasil, principalmente o Rio de Janeiro – se faz especialmente urgente: as concepções de cidade e as forças que se aliam e se conflitam nas transformações urbanísticas, sociais e culturais do espaço público/privado. Entrecruzando distintos horizontes políticos e estéticos – como a ideia de cidade do homem nu de Flávio de Carvalho (1930), a constatação de uma cidade de casas fracas (Clarice Lispector em O Mineirinho, 1962), o projeto de urbanização da favela Brás de Pina (escritório Quadra, década de 1960) ou a atuação de artistas (2003-2007) na Ocupação Prestes Maia, em São Paulo –, a mostra problematiza a propriedade, a posse e o usufruto dos espaços sociais –o terreno – e os modos como produzem política e subjetividade, do direito à habitação ao desejo de abrigo. Concebida como um laboratório de diálogos e antagonismos que percorre o século XX e invade a contemporaneidade, O abrigo e o terreno inclui ainda uma programação de atividades com intervenções, debates, palestras e publicações.

Deu vontade de conhecer?

O MAR ficará aberto de TERÇA a DOMINGO e feriados, apenas das 10h às 17h, e a abertura para o público será no dia 5 de março.

A entrada custará R$ 8, e estudantes de escolas particulares e universitários têm direito a meia-entrada.

Estudantes da rede pública (básica e fundamental), idosos acima de 60 anos e professores da rede pública têm entrada gratuita.

Ah, e às terças-feiras (exceto feriados, claro), todos entram de graça.

*post com informações do site oficial do MAR.

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