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Nasce o Estado da Palestina

Neste último sábado, o presidente palestino Mahmoud Abbas assinou decreto alterando o nome de seu país – de Autoridade Palestina para Estado da Palestina.

Este é um momento histórico para a região mais conflituosa do planeta há 50 anos, e ocorreu menos de dois meses após a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) reconhecer a Palestina como Estado Observador.

Agora, a Palestina tem portas abertas para recorrer a instituições internacionais, como as agências das próprias Nações Unidas e, principalmente, o Tribunal Penal Internacional. Com isto, crimes contra a humanidade cometidos nos conflitos com Israel podem finalmente ser julgados.

A paz ainda está longe de chegar à região, mas com estes pequenos passos o líder palestino se consolida na posição e demonstra claros esforços de atingir os objetivos de sua nação através do caminho legal.

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Sabe qual a cidade mais próspera do mundo?

Adoro os estudos da ONU, e este não ficou devendo em nada.

Em uma análise detalhada dos efeitos das cidades sobre a qualidade de vida das pessoas, tendências regionais e globais, a Organização das Nações Unidas retratou muita coisa interessante. De todas, gostaria de destacar o ranking das cidades mais prósperas do planeta.

Levaram-se em conta cinco categorias, nas quais as cidades receberam notas de 0 a 1: no fim, quem tivesse a maior média ganharia. As categorias são produtividade, Infraestrutura, Qualidade de vida, Sustentabilidade ambiental e, por fim, equidade e inclusão social.

Este tipo de índice desmistifica os fatídicos rankings baseados no PIB, bastante ilusórios se a renda está extremamente concentrada e a qualidade de vida é baixa. Mais dinheiro não necessariamente se reproduz em mais prosperidade (econômica e social).

Entre as dez cidades mais bem colocadas, nenhuma cidade do continente americano. Aliás, apenas uma delas não fica na Europa. Surpresa? Não. Especialmente se olharmos as três primeiras, separadas por apenas um mísero décimo de diferença.

Mas fiquei muito feliz com a grande campeã: sou um verdadeiro apaixonado por essa cidade, e quero muito poder morar lá um dia. Cidade segura, bela, encantadora, de povo elegante e simpático, com uma infraestrutura soberba e diversas oportunidades de lazer, para todos os gostos. Ficou curioso?

Então vamos ao top 10!

10. Paris, França

9. Estocolmo, Suécia

8. Melbourne, Australia

7. Londres, Reino Unido

6. Tóquio, Japão

5. Copenhague, Dinamarca

4. Dublin, Irlanda

3. Helsinque, Finlândia

2. Oslo, Noruega

1. Viena, Áustria

Se quiser ler mais a respeito, o estudo completo pode ser baixado de forma gratuita através deste link. No site da UN-Habitat também tem mais informações bem interessantes, corre lá!

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Finalmente uma boa notícia: o número de pessoas famintas no mundo caiu

O numero de pessoas que passam fome no mundo caiu nos últimos anos. Mas ainda é muito alto.

Segundo o mais novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em 2012, cerca de 870 milhões de pessoas passam fome, 132 milhões a menos que em 1990-2.

Enquanto o mundo consegue reduzir seus índices de miséria, a fome ainda cresce na África

A grande maioria dos que sofrem de fome, 852 milhões, vivem em países em desenvolvimento – cerca de 15 por cento da sua população –, enquanto 16 milhões de pessoas subnutridas se encontram nos países desenvolvidos. (…)

O número de pessoas com fome crónica caiu mais acentuadamente entre 1990 e 2007 do que se acreditava anteriormente. Desde 2007-2008, no entanto, o progresso global na redução da fome diminuiu e estabilizou.

“No mundo de hoje, com oportunidades técnicas e económicas sem precedentes, consideramos totalmente inaceitável que mais de 100 milhões de crianças menores de cinco anos tenham peso insuficiente e não possam portanto, alcançar o seu potencial humano e socioeconómico, e que a subnutrição infantil seja a causa de morte de mais de 2,5 milhões de crianças por ano”, afirmam no prefácio do relatório José Graziano da Silva, Kanayo F. Nwanze e Ertharin Primo, Responsáveis da FAO, FIDA e PAM, respectivamente.

“Observamos com especial preocupação que a recuperação da economia mundial desde a recente crise financeira global permanece frágil. No entanto, apelamos à comunidade internacional para que faça esforços extras para ajudar os mais pobres na realização do seu direito humano básico a uma alimentação adequada. O mundo tem o conhecimento e os meios para eliminar todas as formas de insegurança alimentar e de subnutrição”, acrescentam. É necessária uma “dupla” abordagem, com base no apoio a um crescimento económico inclusivo (também na agricultura) e a redes de segurança para os mais vulneráveis.

Brasil registra avanços

Pelos dados do relatório, o Brasil conseguiu reduzir de 14,9%, no período de 1990 a 1992, para 6,9%, nos anos de 2010 a 2012, o percentual de subnutridos. No país, cerca de 13 milhões de pessoas passam fome ou sofrem com desnutrição. Os programas sociais desenvolvidos pelo governo brasileiro em parceria com os governos estaduais e municipais, além da iniciativa privada, foram elogiados no documento.

O Programa Bolsa Família é uma referência, segundo o relatório. Para os especialistas, o Bolsa Família é um instrumento positivo para promover a capacitação econômica das comunidades. Há elogios também ao sistema adotado pela prefeitura de Belo Horizonte (Minas Gerais) de combate à fome na periferia da cidade. (…)

A Ásia lidera em número de pessoas com fome; a fome aumenta na África

No que diz respeito a regiões, a subnutrição nas últimas duas décadas diminuiu quase 30 por cento na Ásia e no Pacífico, de 739 milhões para 563 milhões, em grande parte devido ao progresso socioeconómico de muitos países da região. Apesar do crescimento da população, a prevalência da subnutrição na região caiu de 23,7 por cento para 13,9 por cento. A região da América Latina e Caribe também fez progressos, passando de 65 milhões de pessoas com fome em 1990-1992 para 49 milhões em 2010-2012, ao mesmo tempo que a prevalência da subnutrição caiu de 14,6 por cento para 8,3 por cento. Mas o ritmo do progresso abrandou recentemente.

A África foi a única região onde o número de pessoas com fome aumentou neste período, de 175 milhões para 239 milhões, com quase 20 milhões de pessoas a mais nos últimos quatro anos. A prevalência da fome, embora tenha reduzido durante todo o período, aumentou ligeiramente ao longo dos últimos três anos, passando de 22,6 por cento para 22,9 por cento – com mais de uma em cada quatro pessoas a passarem fome. E na África subsaariana, o modesto progresso alcançado nos últimos anos até 2007 foi revertido, com um aumento de 2 por cento da fome por ano desde então.

As regiões desenvolvidas também viram o número de pessoas com fome a aumentar, de 13 milhões de pessoas em 2004-2006 para 16 milhões em 2010-2012, revertendo uma diminuição constante em anos anteriores em relação aos 20 milhões de pessoas estimados em 1990-1992.

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Brasil é o quarto país mais desigual da Am. Latina, diz ONU

Nesta semana, o ONU-Habitat, programa para os assentamentos humanos das Nações Unidas, divulgou o mais recente relatório sobre as condições de vida e desenvolvimento da América Latina.

De acordo com ele, o Brasil evoluiu nos últimos anos, mas ainda é um dos países mais desiguais da região. Por outro lado, Peru, Equador e Uruguai estão entre os países com distribuição de renda mais equitativa – ignorem a liderança da Venezuela, grande produtor de petróleo em que praticamente todos os cidadãos têm condições de vida deploráveis.

Enquanto o Uruguai possui saneamento básico em 100% e o Chile em 98% das residências, apenas 85% das casas brasileiras possuem este insumo básico à prevenção de doenças como cólera, leptospirose ou esquistossomose, por exemplo. O Brasil é apenas o 19. colocado neste quesito.

Por outro lado, desde a década de 1990 o país vem aumentando seu share no PIB regional: em 2009, a economia brasileira já representava 32% do total latino-americano.

Além disso, a violência caiu no país. Hoje, Guatemala e México são líderes em homicídios na região, que tem o assustador índice de 20 assassinatos a cada dez mil pessoas por ano.

Leia o relatório completo neste link.

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