Arquivo da tag: p&d

Sete companhias brasileiras estão entre as mais inovadoras do mundo. Saiba quais aqui!

A consultoria  Booz & Company avaliou os números das 1.000 companhias que mais gastaram com Pesquisa e Desenvolvimento, entrevistou líderes e divulgou a lista das que mais inovam. Das 1000 empresas, porém, apenas 7 são brasileiras.

Ao todo, o investimento em pesquisa e desenvolvimento subiu 9,6%, ainda mais que no ano anterior. China e Índia são o grande destaque, mas também na América do Norte o investimento sobe acima da média. Por outro lado, Japão e Europa perdem espaço.

O pódio não teve nenhuma alteração em relação a 2011: Apple, Google e 3M lideram a lista. Entre os 10 primeiros, as únicas mudanças relevantes foram a subida da Samsung (do sétimo para o quarto lugar) e a entrada da Amazon (no décimo lugar, tirando o Facebook da lista).

Neste vídeo (em inglês), você pode entender um pouco mais sobre os resultados do indicador neste ano.

Mas vamos para a lista das empresas brasileiras que mais inovam:

1) Vale

Posição no Ranking Global: 82

Gastos com P&D em 2011: US$ 1,7 bi

Representatividade sobre as vendas: 2,7%

2) Petrobras

Posição no Ranking Global: 91

Gastos com P&D em 2011: US$ 1,4 bi

Representatividade sobre as vendas: 1%

3) CPFL

Gastos com P&D em 2011: US$ 129 mi

Representatividade sobre as vendas: 1,6%

4) Gerdau

Gastos com P&D em 2011: US$ 126 mi

Representatividade sobre as vendas: 0,6%

5) Totvs

Gastos com P&D em 2011: US$ 105 mi

Representatividade sobre as vendas: 13,7%

6) Embraer

Gastos com P&D em 2011: US$ 86 mi

Representatividade sobre as vendas: 1,4%

7) Copel

Gastos com P&D em 2011: US$ 75 mi

Representatividade sobre as vendas: 1,6%

Se quiser saber mais sobre o índice, clique aqui.

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , , ,

Porque o investimento em PeD é tão importante

Na notícia que vocês lerão no fim deste post, vocês verão os esforços do novo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, para estimular a pesquisa e desenvolvimento focada em “trabalhos de interesse na pauta da indústria”. Estes dias, falamos sobre o definhamento da indústria brasileira. O governo deve ter lido o que comentamos e se esforça para reverter isto.

Sem pesquisa e desenvolvimento, a indústria morre aos poucos. A tecnologia utilizada será ou defasada, não tendo chance de competir com players muito mais dinâmicos, ou importada – o que não faz muita diferença, pois o custo será mais alto e também estaremos atrasados em relação aos concorrentes.

Querem alguns números? Vamos a eles. Segundo o ministro, o governo federal investe perto de 0,6% do PIB em P&D, enquanto a iniciativa privada investe algo próximo a 0,55% do PIB. É muito pouco, especialmente se considerarmos as ineficiências, os desperdícios e os investimentos em setores de baixa importância estratégica para o país.

Nosso amado Ministro da Fazenda insiste em políticas imperialistas (como a imposição de cotas de importação para o México, no caso dos veículos) ou de subsídio, além de diversas tentativas frustradas de segurar a apreciação do Real. Agora, Raupp tenta incentivar o trabalho em parceria da iniciativa privada com o governo. Prometeu políticas como isenções tributárias, desonerações na folha de pagamento, crédito e uma nova empresa estatal, a Embrapi.

Vamos ser bem claros: estas isenções estão atrasadíssimas. Enquanto diversos outros países já possuem políticas semelhantes há décadas, corremos atrás do prejuízo. A desoneração da folha de pagamento deveria acontecer de forma GENERALIZADA, dado que o custo trabalhista no Brasil é altíssimo. Uma reforma trabalhista é urgente. Por fim, quanto à Embrapi, bem… podem me achar cético ou pessimista, mas empresa pública no Brasil, para mim, significa cabide de empregos e burocracias desnecessárias. Tomara que eu esteja errado e a Embrapi se torne um grande pólo de desenvolvimento. Mas não acredito nisso… 😦

Se quiserem ler mais, recomendo o artigo do professor Sergio Queiroz, da Unicamp, publicado na Revista USP em 2011 sobre o tema em uma ótica um pouco diferente. Até porque Queiroz é mais otimista que eu…

Do G1 Economia:

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, afirmou nesta sexta-feira (23), em São Paulo, que o governo irá incentivar centros de pesquisa a trabalharem em parceria com a indústria para que o setor se torne mais protagonista em desenvolvimento na área.

Segundo Raupp, o governo irá criar políticas que estimulem o maior investimento das indústrias em pesquisa e em parceria com institutos tecnológicos. Dentre as políticas apontadas por ele estão isenções tributárias, desonerações na folha de pagamento e maior oferta de linhas de crédito. O anúncio foi feito durante uma reunião do ministro com representantes do setor na Confederação Nacional da Indústria (CNI) denominada Mobilização Empresarial para a Inovação (MEI).

“O ministério está criando a Embrapi (Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial e Inovação), com uma governança que vai estimular cada vez mais organizações nacionais ou internacionais para trabalhar na pauta tecnológica definida pelas empresas. Nossa política visa estimular a indústria a ser protagonista no sistema de ciência e tecnologia”, disse Raupp.

O projeto-piloto da Embrapi começará contando com a participação com três instutitos de pesquisa: Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)), Instituto Nacional de Tecnologia e um centro de pesquisa do Senai na Bahia. A Embrapi, diz Raupp, irá criar uma pauta para os institutos de pesquisa trabalharem de acordo com as necessidades e demandas das empresas por serviços tecnológicos.

“Não é para estes institutos fazerem pesquisa livre. É para fazerem trabalhos de interesse na pauta da indústria”, defendeu.

Segundo ele, atualmente, os investimentos do governo no Brasil na área são maiores que os das empresas. Enquanto o governo federal investe 0,61% do PIB em inovação, a parcela sob responsabilidade da indústria é de 0,55% do PIB.

“O que eu vim pedir aqui é que eles invistam mais em pesquisa, sejam mais protagonistas. Nossa meta é que em quatro anos tenhamos uma parcela igual de investimentos. Por que só assim as empresas vão ganhar competitividade no mercado global”, acrescentou o ministro.

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , ,