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Cinco dicas para causar uma boa impressão em um entrevista de emprego

Não adianta, por mais que participemos de dezenas de entrevistas de emprego, às vezes na hora H ficamos um pouco nervosos, ansiosos, agimos de forma imprevista, etc. Não tem problema, o entrevistador sabe disso e não vai te julgar só por aquele momento. É normal, acredite.

No entanto, é possível tomar algumas medidas que te ajudem a causar uma boa impressão com o entrevistador. Separei cinco dicas que eu acredito serem essenciais para isso. Vamos a elas?

1) Prepare-se antecipadamente.

Se você se prepara antes da entrevista, você naturalmente ficará mais confiante, ainda que possa até elevar a ansiedade.

Conhecer mais a respeito da empresa, da vaga, informar-se sobre possíveis melhorias a fazer em seu currículo para suprir necessidades específicas do cargo ou função são iniciativas louváveis, e que podem te ajudar na hora da entrevista.

Lembre-se que o entrevistador já investigou um pouco a seu respeito antes de falar com você. No mínimo, olhou o seu currículo. Faça o mesmo e mostre que você está interessado na posição que a empresa está oferecendo.

2) “Conhece-te a ti mesmo”.

Este aforismo antigo, vinculado à filosofia de Sócrates, pode ser fundamental para o sucesso ou não da sua entrevista.

Conhecer suas principais qualidades e expô-las de maneira correta em uma entrevista pode te ajudar muito. Demonstrar ou explicar como estas características podem ser úteis na função à qual você está concorrendo pode despertar o interesse do entrevistador, da mesma forma que admitir falhas e mostrar como elas podem ser compensadas ou ter importância reduzida naquele trabalho também contará pontos a seu favor!

Além disto, não adianta se candidatar a vagas com um perfil diferente do seu. Se você está buscando redefinir sua carreira, deixe isso bem claro, ou pode parecer que você está perdido. Demonstre porque você fez suas escolhas e seja claro. Saber o que se quer e porque se quer é fundamental para o seu sucesso.

E quando vierem as perguntas clássicas de entrevistas, como “quais são suas maiores qualidades e defeitos?” ou “Onde você se vê em cinco anos?”

3) …evite clichês.

Pode ser irresistível dar uma resposta clássica a qualquer uma dessas perguntas, como:

Qualidade: pró-ativo, comunicativo, “multi-task”, etc.

Defeito: perfeccionista, ansioso, etc.

Estas respostas, assim como tantas outras, são repetidas exaustivamente em entrevistas de emprego. Pense que antes de você, vinte pessoas já falaram exatamente a mesma coisa para o entrevistador. Entediante, desanimador, desnecessário. Se você ficar nos clichês, vai ser limado rapidinho…

4) Seja sincero SEMPRE.

Sinceridade é fundamental em uma entrevista de emprego, desde a confecção de seu currículo até a hora da contratação.

Há características que podem não ser muito positivas, mas se você for sincero a respeito delas terá muito mais chances de sucesso. A mentira inevitavelmente será revelada, e ficará MUITO FEIO para você. Se você inventou qualidades que não tinha, irão se decepcionar com o seu trabalho. Se mentiu a respeito de cursos ou capacitações, pior ainda: você pode até ser indiciado criminalmente, e a chance de conseguir boas referências em uma nova busca por emprego se reduzem drasticamente.

Se você tem uma viagem já marcada para um futuro próximo, avise antes de assinar o contrato. Fica mais fácil negociar prazos e datas, e ninguém se sentirá traído.

Se você é mulher e deseja ter filhos, seja clara quando perguntada. Se não lhe perguntarem nada, bem… aí você não precisa gritar antes da hora, não é? Até porque uma gestação não é certa até que se concretize.

5) Surpreenda.

Se a sua entrevista estiver indo muito “normalzinha”, alguma coisa não vai bem.

Se a vaga não depender exclusivamente de competências técnicas, o que é cada vez mais raro, é pouco provável que você consiga o emprego em um mercado competitivo e feroz.

Destaque-se dos demais, mostre porque você é o candidato ideal. E isto não é ser presunçoso, apenas determinado e dedicado.

Mantenha-se atualizado, capacitado e ligado às tendências. Evite jargões. Crie.

Lembre-se sempre: o não você já tem. Mas se você conseguir se diferenciar, talvez consiga mudar o resultado final da entrevista.

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Aprenda a investir

Na última semana, aprendemos aqui no Economistinha como organizar suas finanças pessoais em dois passos, através da fotografia do que você costuma gastar e do controle dos seus gastos correntes. Como vocês devem se lembrar, a ideia é que, todos os meses, você gaste menos do que recebe e, com isto, sobrará dinheiro para investir. Porém, uma pergunta recorrente é: como devo investir?

Esta é uma pergunta sem uma resposta única, pois todas as formas de investimento possuem suas vantagens e desvantagens. Para tomar esta decisão, é preciso ter em conta diversos fatores, que podem auxiliá-lo a escolher a sua cesta de investimentos.

Menciono cesta de investimentos porque, como todos sabem, é perigoso colocar todos os ovos em uma cesta só. É preciso ter atenção e sabedoria na hora de decidir como investir, para evitar arrependimentos posteriormente.

 

1) Objetivo e Prazo

Antes de investir, é preciso saber qual o seu objetivo com este investimento. Você quer comprar uma casa? Um carro novo? Uma viagem para o exterior? Pagar sua pós-graduação? Ou simplesmente garantir uma poupança para possíveis emergências?

Tendo isto em mãos, é importante também saber o prazo pelo qual pretende investir: alguns meses? Um ano? Dois, três, cinco anos? Eu prefiro pensar neste número como o saldo final da conta, mas nem sempre é assim. Isto porque prefiro pensar que a quantidade disponível para investir é derivada dos seus gastos correntes e de seus planos, e não o contrário. Porém, se o prazo é determinado externamente (se você não tem como controlá-lo), talvez tenha que sacrificar quanto gasta por mês. Vamos olhar os exemplos?

Exemplo 1: Viagem ao exterior

Quantia economizada por mês: 500 reais.

Custo da viagem: 7000 reais.

Taxa de retorno esperada dos investimentos: 0,6% ao mês

Tempo de retorno: 13,48

Considerando que se economize, portanto, por 14 meses, você terá R$ 279,66 extras para gastar! Se você tivesse comprado a mesma viagem em parcelas fixas com taxa de juros de 2% ao mês, você teria gasto quase R$ 8000 nesta compra.

Exemplo 2: Curso de especialização

Custo: 10000 reais.

Início do curso: jan/2013 (em 8 meses)

Tx de retorno dos investimentos: 0,7% ao mês

Economia mensal programada: 1000 reais

Economia mensal necessária: R$1219,70

Neste caso, como o curso começa em janeiro de 2013, não há muita escapatória. Ou você tem o dinheiro até lá, ou não poderá participar. Desejava-se economizar apena R$1000 por mês, mas será necessário fazer um esforço adicional de R$250 para garantir que se consiga toda a quantia. Será necessário um rearranjo dos gastos mensais para garantir que se consiga este esforço adicional.

2) Perfil do investidor

Mesmo que o investimento seja de longo prazo, há pessoas que morrem de medo de investir em bolsa de valores, por exemplo. Outras pessoas são ávidas por liquidez e, mesmo que tenham o capital disponível, dificilmente investiriam em imóveis. É preciso ter em conta todos estes fatores na hora de tomar a decisão de como investir. Tente refletir e descobrir como você lida com o risco, se você precisa de liquidez diária, semanal, mensal ou talvez não faça questão de liquidez, se você gosta de se manter atento aos seus investimentos ou prefere não precisar dar atenção a eles, entre outros fatores que podem influenciar o seu perfil de investidor.

Estes foram os primeiros passos para que você possa tomar as decisões corretas de como investir o seu dinheiro. Amanhã apresentaremos algumas opções de investimentos para você, com suas principais vantagens e desvantagens e, a partir da próxima semana, traremos entrevistas com pessoas normais, como você, explicando o seu perfil como investidor, suas preferências e dividindo conosco suas experiências com os investimentos até hoje. Fiquem atentos!

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