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Etanol: o combustível do futuro

Carros movidos a energia solar, elétrica ou a hidrogênio? Esqueça.

O futuro dos automóveis é o ETANOL. Isso mesmo, o velho conhecido Álcool dos brasileiros, que já está conosco desde a década de 70. Mas repaginado e multifacetado.

O Brasil produz etanol a partir de cana de açúcar, uma das matérias-primas mais eficientes disponíveis atualmente no mercado. Nos EUA, maior produtor do biocombustível atualmente, a fonte usada para a produção é o milho; na Europa, utiliza-se principalmente a beterraba. O futuro reserva grandes desafios para o crescimento da produção do etanol. Uma das soluções que começará a ganhar potencial mercadológico é o etanol de segunda geração.

O Etanol de segunda geração é um biocombustível que pode ser produzido a partir de uma infinidade de formas de biomassa, desde capim até restos de alimentos. Biomassa é qualquer fonte de carbono que possa ser rapidamente recolocado no ciclo do carbono. Enquanto o etanol de primeira geração é produzido pela fermentação de plantas ricas em açúcares, tomando espaço de safras alimentícias, o etanol de biomassa poderia ser produzido a partir de muitas outras fontes com o uso de enzimas, acabando com o debate combustível vs. alimentação e aumentando o potencial de crescimento deste combustível.

A medida que os processos de produção de etanol de segunda geração ficarem mais baratos, a produção deste biocombustível tende a disparar: ao contrário da limitação regional na produção de cana-de-açúcar ou de milho, o potencial de produção da matéria-prima do novo tipo de etanol é praticamente infinito.

Isto reduziria os temores dos principais mercados consumidores de combustíveis fósseis. Lideranças da Europa, por exemplo, são reticentes em substituir a dependência em relação a OPEP por outra, em relação a Brasil e EUA (onde mais de 90% do etanol é produzido atualmente).

Fora que o Etanol permite uma transição gradual dos combustíveis fósseis para os biocombustíveis, através das misturas (já utilizadas no Brasil, EUA e Europa), além de ser pouco poluente, altamente eficiente e com tecnologia já pronta e em circulação (a maior parte dos carros vendidos no Brasil atualmente é bicombustível).

E você, acha que o Etanol vai dominar o mundo?

 

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Enquanto isso, na Venezuela…

Hugo Chavez se reelegeu ontem para o seu quarto mandato.

Com isso, o populista venezuelano se garante no poder no mínimo até 2018. Ele afirma querer governar o país até 2031.

Dessa vez, o resultado da eleição foi relativamente apertado: Hugo Chavez recebeu pouco mais de 54% dos votos válidos, contra quase 45% de seu principal opositor, Henrique Caprilles.

Da The Economist:

Mr Chávez first tried to take power as the leader of a failed military coup in 1992. Six years later he was elected president, and he has been in office ever since. His stated aim is to make his “21st-century socialist revolution” irreversible and set up a “communal state”, which bears little relation to that enshrined in the 1999 constitution he himself fathered. That document also prohibited him from running for re-election this year, but in 2009 voters approved a referendum to remove presidential term limits.

Mr Capriles promised to reverse the concentration of power in the presidency and restore the autonomy of parliament, the courts and other branches of state, as well as the powers of regional governors. But Mr Chávez’s autocratic tendencies may well have been what enabled him to hold off Mr Capriles’s surge late in the campaign. He openly deployed the entire apparatus of an oil-rich state, including the judiciary, media and the government’s payroll and services, to help his re-election effort. Doubts about whether the president has stacked the deck too much in his favour to be beaten at the ballot box are now likely to return.

The opposition will have to fend off such defeatism if it hopes to keep Mr Chávez in check during his next term. After years of squabbling, Venezuela’s dozens of anti-chavista parties agreed to hold a primary to choose a single presidential candidate, which Mr Capriles won handily in February. He ran a disciplined and effective campaign, and has a powerful claim to remain as leader of the opposition. Keeping it united and motivated will not be easy. “To know how to win, one must know how to lose,” Mr Capriles said on election day. The MUD has little time to lick its wounds: a round of elections for state governors are due in December.

Mr Chávez, for his part, will not have much time to savour his victory. Despite strong oil-fueled growth this year, the country’s foreign-currency reserves are dwindling, thanks to profligate spending (not least on the election), a rising debt burden and dependency on a single commodity for export earnings and government income. Most analysts believe a big devaluation is inevitable, given an inflation rate of close to 20% and a black-market exchange rate almost three times as high as the official one.

Even if the president can surmount these economic woes, his own health remains a wild card. He was diagnosed last year with a so-far unspecified “abdominal” cancer, for which he has undergone three operations. He now claims to be cured. But he has not released any detailed medical information, and he did not campaign with the same vigour as in prior contests. The president has proven once again his remarkable capacity for political survival. Fending off the disease for another six-year term may turn out to be an even tougher battle.

Se você não foi educado em inglês, não tem problema: eu resumo a história.

Hugo Chavez usou todo o aparato disponível (inclusive recursos das empresas petrolíferas estatais) para sua campanha de reeleição, em prol de sua causa: a construção de um Estado comunista do século XXI. A oposição, do outro lado, vai enfrentar as grandes divergências entre os partidos da coalizão para se manter unida contra o governo.

Chavez terá um árduo trabalho pela frente, visto que a especialização em apenas um produto de exportação (o petróleo) e a elevada necessidade de importação de produtos básicos reduziram drasticamente as reservas internacionais do país. Além disso, sua própria saúde se mantém uma dúvida.

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Prepare seu bolso: A gasolina vai subir

Há muuuuuito tempo o preço da gasolina está congelado. Como o governo detém o controle dos preços, já há alguns anos o governo segura o preço do derivado de petróleo para evitar aceleração da inflação. Além de ser parte significativa do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, principal indicador da alta de preços no Brasil, utilizado como lastro da política monetária de metas de inflação), subir o preço da gasolina gera um efeito em cadeia em outros preços.

Uma alta de 10% do preço da gasolina e do óleo diesel elevaria o IPCA em 0,40 ponto percentual, sem contar os efeitos indiretos, segundo análise da Tendências Consultoria. A LCA estima que a defasagem entre os preços praticados no Brasil atualmente e os preços no exterior esteja superior a 30%. Pouco provável que o governo repasse toda esta alta, no entanto, por ser ano de eleições, e inflação pega mal, sempre se baseando em desculpas como “o preço do combustível é volátil”, “não vamos repassar uma alta artificial” ou argumentos semelhantes. E há formas de apaziguar a alta, como a redução da alíquota de impostos sobre os combustíveis. Tudo para segurar a inflação, não realmente preocupado com o bem estar dos cidadãos.

Você concorda com a postura do governo de subsidiar os combustíveis, forçando a queda de valor de mercado da Petrobras (que opera com prejuízos)?

Do Estadão:

A presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, tem rechaçado a possibilidade de um reajuste nos preços dos combustíveis no Brasil. Mas, para analistas, o governo dificilmente conseguirá evitar uma alta em 2012. Por isso, muitos já fazem as contas para calcular o efeito do provável aumento nos índices de inflação.

“Nosso cenário inclui um reajuste em meados de maio. A defasagem entre os preços dos combustíveis aqui dentro e do petróleo no mercado internacional é insustentável”, afirmou Thiago Curado, analista da Tendências Consultoria Integrada.

As planilhas do economista embutem um reajuste de 10% nos preços da gasolina e do óleo diesel. Isso significa um impacto de 0,40 ponto porcentual no IPCA, o índice oficial de inflação do País. Por isso, a Tendências estima um IPCA de 5,5% para este ano, novamente acima da meta de 4,5% definida pelo governo.

É um cenário distinto do elaborado pelo Banco Central (BC). Na ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores da instituição informam que trabalham com reajuste zero para os preços da gasolina e do gás de bujão para o acumulado de 2012. Ou seja, se o aumento dos preços for mesmo inevitável, o BC terá de refazer suas previsões inflacionárias.

O economista Francisco Pessoa, da LCA Consultores, também acredita que é difícil o governo escapar de uma alta dos combustíveis ao longo de 2012. Nas contas dele, para equilibrar os preços internos com os internacionais (e, assim, evitar que a Petrobrás tenha de arcar com a diferença), o preço do diesel deveria subir 35% e o da gasolina, 33%.

Ele frisa, no entanto, que esses números consideram os preços dos dois produtos na refinaria. “Até chegar ao consumidor final, há um longo caminho”, observou. Em outras palavras, o governo pode lançar mão de outros instrumentos – como uma redução de tributos, como já fez no ano passado – para evitar que um reajuste dessa magnitude chegue a bolso dos consumidores.

Um dos recursos possíveis é reduzir a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (popularmente conhecida como Cide). Outra possibilidade, segundo Pessoa, é alterar o PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis.

 

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