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Ministério da Educação divulga ranking das escolas brasileiras com base no ENEM 2011. Confira a lista completa!

O Ministério da Educação divulgou nesta quinta-feira, 22, o ranking das instituições brasileiras de ensino médio com base no ENEM 2011. Terceiro colocado em 2010, o Colégio Objetivo Integrado (com apenas 42 alunos participantes) foi o grande campeão da edição mais recente, com uma média de 737,15 pontos. Em segundo lugar, ficou o Colégio Elite Vale do Aço, com 27 alunos participantes e média final de 718,33 pontos. Completa o pódio o Colégio Bernoulli, de Belo Horizonte, com média de 718,18 pontos entre seus 217 alunos. Na edição anterior, o colégio havia ficado com a quinta colocação.

Dos vinte primeiros colocados, figura apenas uma escola pública: o Colégio de Aplicação da UFV – Coluni, de Viçosa, MG.  Entre os 100 melhores, apenas 10 escolas são públicas.

Na região nordeste, o grande campeão foi o Colégio Ari de Sá Cavalcante, com a quinta colocação. Ano passado, o Instituto Dom Barreto, de Teresina, conquistara a segunda colocação – caindo para a sexta nesta edição. No sul, destaque para o Colégio Positivo – Sede, de Curitiba, que ficou com a 16a colocação. Nenhuma escola da região norte está entre as 100 melhores do Brasil.

Veja a seguir as dez melhores escolas, segundo o ranking:

O critério utilizado para inclusão de uma escola na lista é o mesmo do sistema “Prova Brasil”, apenas com unidades em que pelo menos 50% dos alunos matriculados e com o mínimo de dez alunos participaram do exame. Os números levam em consideração os dados do Censo Escolar.

Confira a lista completa das escolas através deste link.

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Como identificar o público-alvo do seu negócio

Hoje, Zeca Dib aborda um ponto fundamental ao sucesso do seu empreendimento: o público-alvo. “Onde vivem? O que comem? Como compram?” Isso e mais um pouco a seguir… Boa leitura!

 

Rapaz,

o negócio aqui é simples: se você não sabe quem é o seu target, como vai chegar até ele?

Na grande maioria das forças militares do mundo, os snipers, ou atiradores de elite, atuam em dupla. Um é o atirador e o outro é o observador. Eles ficam horas a fio tentando identificar os alvos válidos. Como o atirador está com os olhos focados na mira telescópica, cabe ao observador a tarefa de reconhecer os inimigos e indicar ao atirador onde eles estão.

Camarada, não há tiro se não há alvo, por isso a importância de ambos é igual. Logo, mais importante do que o como você vai atingir seu target, é saber onde ele está. Não adianta pensar em uma campanha publicitária foda, se você não sabe bem para quem está fazendo, porque o “foda” é relativo.

Na cauda longa os públicos são muito mais variados e se comportam de maneira muito diferentes. Existem N modos de comprar algo, oferta de tudo o que pode se querer. Pensar em massa hoje é pensar em pizza, porque a cultura, amigo, é de nicho.

No contexto, convém perder um bom tempo para desenvolver uma persona detalhada, com uma interpretação sensível dos dados (lembre-se, falamos de pessoas, interpretar corretamente os dados é onde fica o pulo do gato). Para quem não sabe, uma persona é uma pessoa fictícia, é o seu cliente médio, com os prováveis gostos e desgostos do seu identificado público.

É possível segmentar o seu produto/serviço por diferentes targets, com estratégias de distribuição/comunicação/etc variados, por exemplo. por vezes, o mesmo produto/serviço atende personas variadas em situações de consumo distintas. Não dá para identificar literalmente todos, apenas os principais.

Não esqueça que as pesquisas servem para definir seu target, não para justificá-lo.

Então, ao definir seu target, é aconselhável ter por resultado a delimitação de uma persona com as seguintes informações:

– características sociais, demográficas

– comportamento de consumo em geral

– comportamento de consumo cultural

– comportamento específico no que tange ao seu mercado

– concepção do seu mercado

– como se relaciona com as marcas

– que papel possui no ciclo de compra na maioria das vezes

– etc. (o resto você desmembra aí e pesquisa, ninguém disse que a vida é fácil)

Cada caso é bem diferente um do outro, então fica esperto, bro. O que é relevante saber sobre o seu target depende da natureza do seu negócio.

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Escolha o melhor investimento para VOCÊ

Para muita gente, conseguir economizar alguma coisa no fim do mês já é complicado. Não, não estou julgando, eu sou um desses. Ao contrário do que as piadas de tio engraçadão dizem, economista não aprende a economizar. Aliás, comigo a faculdade fez exatamente o contrário. Mas a ideia é mudar nosso comportamento, e guardar uma parcela do salário no fim do mês para investir. Aí ótimo, economizamos mas… o que fazer com esse dinheiro? A maior parte das pessoas desinformadas simplesmente joga na poupança, sem nem pensar direito. Talvez a poupança realmente seja a melhor ideia, mas é preciso tomar esta decisão de forma consciente, conhecendo todas (ou ao menos as principais) opções de investimento que você tem, ok?

Vamos dar uma olhada nas principais formas de investimento?

1) Poupança

Ah, a boa e velha poupança. Por muitos anos, qualquer economista diria para você ficar longe dela, porque ela seria a pior forma de investimento possível. Mas com a queda da Selic, ela começou a se tornar uma opção interessante.

Vantagens:

– Se você investir menos de R$50 mil, não paga imposto de renda.

– Não há taxa de administração.

– A liquidez é diária. Ou seja, você pode sacar seu dinheiro a qualquer momento, em uma emergência.

– O investimento é MUITO seguro, e o retorno é praticamente pré-fixado – você sabe quanto terá no futuro.

Desvantagens:

– O retorno é baixo. 6% ao ano mais a variação da TR.

2) Ações

Muita gente tem medo do mundo das ações, mas no longo prazo este pode ser um excelente investimento. Isto por diversos motivos:

– Os rendimentos são corriqueiramente muito superiores a outros mais estáveis;

– Você se protege da inflação, porque os preços das ações também sobem com a alta de preços de mercado;

– No longo prazo, as flutuações típicas das ações são amenizadas;

Porém, há risco. Vejam o vídeo produzido pela BM&F Bovespa, ajudando iniciantes a investir,  neste link:

Voltaremos a falar de ações em breve.

3) Tesouro Direto

Muita gente nem sabe, mas pode comprar títulos do tesouro direto. OK, você terá que pagar imposto de renda, mas como as taxas de juros ainda são relativamente altas, se você pretende deixar seu dinheiro pelo menos 6 meses “parado”, você pode ganhar mais dinheiro com títulos que na poupança.

Vantagens:

– Liquidez semanal, geralmente;

– Mesmo risco da poupança, ou seja, praticamente nulo;

– Você nunca perde dinheiro.

Devantagens:

– Há a incidência de taxas e impostos que você precisa levar em conta. De duas delas, você não escapa: a taxa de custódia, cobrada pela bolsa, de 0,3% por operação, e a de negociação, de 0,1%. Além destas, o agente que faz a negociação por você (que pode ser um banco, ou uma corretora) também costuma cobrar uma taxa de custódia (segundo o pequeno investidor, o Banco do Brasil cobra 0,5% por operação atualmente). Some-se a isto a alíquota de imposto de renda, que varia de 15% a 22.5%. Com tudo isto, o seu retorno pode ser menor que o da poupança, mantenha-se atento! Veja estas simulações feitas pelo Pequeno Investidor:

4) Fundos

Existe uma infinidade de fundos, de todos os tipos e para todos os gostos. Bancos adoram fazer fundos e mais fundos, mas é importante olhar o que está DENTRO deles.

Existem fundos de renda fixa, que são basicamente compostos por títulos do governo. É bom ter bastante atenção a eles, porque apesar de serem bastante seguros, eles tendem a ter taxas de administração de pelo menos 2%, o que já torna o investimento menos atrativo que investir diretamente em títulos.

Quanto aos fundos de renda variável, eles são uma boa pedida para quem quer ter ganhos com a bolsa sem ter que ficar de olho na flutuação de preços constantemente. Mas preste atenção a quais ações estão lá dentro antes de comprar, e a liquidez. Alguns destes fundos impedem que você saia a qualquer momento…

Além destes, há fundos mistos, que podem ser uma opção válida.

5) Títulos de capitalização

FUJA DESSA PORCARIA. Imediatamente. Estes títulos prometem algum rendimento (baixíssimo), mas amarram você até o vencimento, ou pelo menos por muitos meses.

Seu grande atrativo é a distribuição de prêmios, como carros, casas ou dinheiro. Porém, a probabilidade de você ganhar algo assim é tão baixa que você dificilmente será premiado. PIOR: Se precisar tirar o capital investido antes do vencimento, geralmente recebe apenas uma fração do total, não superior a 60%. Ou seja, além de não ter a menor chance de ganhar com o investimento, você perde se tirar o dinheiro antes.

Gerentes de banco tendem a tentar enfiar estes títulos goela abaixo de seus clientes mais ingênuos ou ignorantes através dos prêmios ou de promessas mirabolantes. Isto porque eles tem metas de vendas por mês, e PRECISAM angariar novos fidelizados. Para o banco, este capital é excelente, pois pode ser investido no crédito. Sem risco de ser sacado no meio do caminho. Sem ter que entregar rendimentos.

Se você quer sonhar em ganhar prêmios, jogue na LOTERIA. Ou na quermesse da igreja.

Essas são algumas das principais formas de investimento. Também existem outras, que pretendo abordar em um segundo capítulo desta série, se vocês gostarem deste post e compartilharem com todos os seus amigos, ok?

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Porque o investimento em PeD é tão importante

Na notícia que vocês lerão no fim deste post, vocês verão os esforços do novo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, para estimular a pesquisa e desenvolvimento focada em “trabalhos de interesse na pauta da indústria”. Estes dias, falamos sobre o definhamento da indústria brasileira. O governo deve ter lido o que comentamos e se esforça para reverter isto.

Sem pesquisa e desenvolvimento, a indústria morre aos poucos. A tecnologia utilizada será ou defasada, não tendo chance de competir com players muito mais dinâmicos, ou importada – o que não faz muita diferença, pois o custo será mais alto e também estaremos atrasados em relação aos concorrentes.

Querem alguns números? Vamos a eles. Segundo o ministro, o governo federal investe perto de 0,6% do PIB em P&D, enquanto a iniciativa privada investe algo próximo a 0,55% do PIB. É muito pouco, especialmente se considerarmos as ineficiências, os desperdícios e os investimentos em setores de baixa importância estratégica para o país.

Nosso amado Ministro da Fazenda insiste em políticas imperialistas (como a imposição de cotas de importação para o México, no caso dos veículos) ou de subsídio, além de diversas tentativas frustradas de segurar a apreciação do Real. Agora, Raupp tenta incentivar o trabalho em parceria da iniciativa privada com o governo. Prometeu políticas como isenções tributárias, desonerações na folha de pagamento, crédito e uma nova empresa estatal, a Embrapi.

Vamos ser bem claros: estas isenções estão atrasadíssimas. Enquanto diversos outros países já possuem políticas semelhantes há décadas, corremos atrás do prejuízo. A desoneração da folha de pagamento deveria acontecer de forma GENERALIZADA, dado que o custo trabalhista no Brasil é altíssimo. Uma reforma trabalhista é urgente. Por fim, quanto à Embrapi, bem… podem me achar cético ou pessimista, mas empresa pública no Brasil, para mim, significa cabide de empregos e burocracias desnecessárias. Tomara que eu esteja errado e a Embrapi se torne um grande pólo de desenvolvimento. Mas não acredito nisso… 😦

Se quiserem ler mais, recomendo o artigo do professor Sergio Queiroz, da Unicamp, publicado na Revista USP em 2011 sobre o tema em uma ótica um pouco diferente. Até porque Queiroz é mais otimista que eu…

Do G1 Economia:

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, afirmou nesta sexta-feira (23), em São Paulo, que o governo irá incentivar centros de pesquisa a trabalharem em parceria com a indústria para que o setor se torne mais protagonista em desenvolvimento na área.

Segundo Raupp, o governo irá criar políticas que estimulem o maior investimento das indústrias em pesquisa e em parceria com institutos tecnológicos. Dentre as políticas apontadas por ele estão isenções tributárias, desonerações na folha de pagamento e maior oferta de linhas de crédito. O anúncio foi feito durante uma reunião do ministro com representantes do setor na Confederação Nacional da Indústria (CNI) denominada Mobilização Empresarial para a Inovação (MEI).

“O ministério está criando a Embrapi (Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial e Inovação), com uma governança que vai estimular cada vez mais organizações nacionais ou internacionais para trabalhar na pauta tecnológica definida pelas empresas. Nossa política visa estimular a indústria a ser protagonista no sistema de ciência e tecnologia”, disse Raupp.

O projeto-piloto da Embrapi começará contando com a participação com três instutitos de pesquisa: Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)), Instituto Nacional de Tecnologia e um centro de pesquisa do Senai na Bahia. A Embrapi, diz Raupp, irá criar uma pauta para os institutos de pesquisa trabalharem de acordo com as necessidades e demandas das empresas por serviços tecnológicos.

“Não é para estes institutos fazerem pesquisa livre. É para fazerem trabalhos de interesse na pauta da indústria”, defendeu.

Segundo ele, atualmente, os investimentos do governo no Brasil na área são maiores que os das empresas. Enquanto o governo federal investe 0,61% do PIB em inovação, a parcela sob responsabilidade da indústria é de 0,55% do PIB.

“O que eu vim pedir aqui é que eles invistam mais em pesquisa, sejam mais protagonistas. Nossa meta é que em quatro anos tenhamos uma parcela igual de investimentos. Por que só assim as empresas vão ganhar competitividade no mercado global”, acrescentou o ministro.

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