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48h em Recife

“Salve! Ó terra dos altos coqueiros! De belezas soberbo estendal! Nova Roma de bravos guerreiros, Pernambuco, imortal! Imortal!”

No 48 horas dessa semana iremos a terra do calor, do carnaval e do frevo, sim! Recife! ou Hellcife (pros mais íntimos) capital do Estado de Pernambuco, mais conhecida como a “Veneza Brasileira”, pelos seus rios e pontes.  Então pega a mochilão e vamos partir!

Praia de Boa Viagem, o principal cartão postal de Recife, é onde você deve se hospedar (foto: Carlos Oliveira/Prefeitura de Recife)

Praia de Boa Viagem, o principal cartão postal de Recife, é onde você deve se hospedar (foto: Carlos Oliveira/Prefeitura de Recife)

Sexta, 18h

Ao desembarcar, temos três opções de para chegar ao hotel: ônibus, metrô e táxi.

O aeroporto fica a 11 km do Centro. Há ônibus (R$ 2,45) para Boa Viagem (15 minutos), bairro nobre da cidade onde concentra 80% da rede hoteleira, e para o Centro (30 minutos), o táxi até a maioria dos hotéis custa, em média, R$ 30. Como o metrô (R$ 1,60) é interligado ao aeroporto, é uma ótima opção para chegar ao centro, na Estação Recife, você encontrará linhas de ônibus que podem te deixar próximo ao local desejado.

No Chiwake, você vai redescobrir o prazer de comer bem (foto: Chiwake/Beto Figueroa)

Para matar a fome, as melhores opções se concentram em duas áreas. Visite a movimentada Rua da Hora, polo gastronômico no bairro do Espinheiro, Zona Norte da cidade. Na via, há bares e restaurantes, do requintado peruano Chiwake, passando pelo japonês Zen, até o contemporâneo Villa, há opções para todos os bolsos. Aos boêmios, o Entre Amigos, o Botequim da Hora e o Empório Sertanejo  se destacam. Na Zona Sul, o Polo Pina também reúne bons endereços como o Boteco Maxime, o mexicano Guadalupe, a hamburgueria Pin Up e a churrascaria Boi e Brasa.

Sábado 9h

Se você quer levar lembrancinhas de Recife, a Casa da Cultura de Pernambuco é o lugar, localizando no centro da cidade, o espaço era a Casa de Detenção do Recife, um presidio desativado 1973. O prédio possui estilo classicista imperial, e foi construído em forma de cruz, ficando as celas dispostas em alas que podiam ser vigiadas facilmente a partir de uma sala central. Hoje é um centro cultural, onde possui artesanato, com lojas de pintura, bordado, jóias, confecções.

Sábado, 11h

(foto: catamaran tours)

Desbrave o centro do Recife pelo Rio Capibaribe, no passeio aquático pelo Catamaran Tours, conheça um pouco da história, desfrutando das belas paisagens e pontos turísticos da cidade. O Passeio tem cerca de1h e 20min de duração, Adulto: R$ 40,00 criança de 6 a 10 anos: R$ 25,00 0 a 05 anos: gratuito.

Almoce no restaurante Leite, o mais antigo em funcionamento do Brasil.

Sábado, 15h

(foto: Instituto Ricardo Brennand)

Visite o Instituto Ricardo Brennand, fundado em 2002 pelo colecionador e empresário pernambucano Ricardo Brennand. Possui uma coleção permanente de objetos histórico-artísticos de diversas procedências, abrangendo o período que vai da Baixa Idade Média ao século XXI, com forte ênfase na documentação histórica relacionada ao período colonial e ao Brasil Holandês.

O instituto também abriga um dos maiores acervos de armas brancas do mundo, com mais de 3 000 peças, a maior parte proveniente da Europa e da Ásia, produzidas entre os séculos XIV e XXI. A biblioteca do instituto possui mais de 60 mil volumes, datados do século XVI em diante, destacando-se as coleções de brasiliana e obras raras. A entrada custa R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (meia).

Na minha opinião é uma visita obrigatória. O lugar é muito lindo, com amplas áreas verdes, castelos e estátuas. Costumo dizer que é um pedaço da Europa no Recife.

Caso você fique hospedado no centro, um conselho, VÁ DE ÔNIBUS, (CDU – Várzea), uma corrida de táxi custará perto da casa dos R$ 100,00 você pode pagar R$ 2,45 e ele te deixará próximo da entrada do instituto. A viagem leva de 40 min a 1h.

Sábado 22h

É hora de comer e se divertir novamente! Vá para o Bairro do Recife (mais conhecido como Recife Antigo). Por lá, ficam Rua da Moeda, Rua do Bom Jesus, Rua Vigário Tenório e Rua Tomazina – todas elas com bares e casas de show com preços acessíveis. Próximo tem a praça do Marco Zero, ótimo lugar para tirar algumas fotos. Ainda no centro da cidade, a Rua Mamede Simões reúne boêmios no Bar Central: reduto de jornalistas, fotógrafos, designers e artistas.

Domingo 9h

Vamos curtir o sol, o mar, deitar na areia e bronzear!  Com seus 7 km de extensão, vamos à tradicional Praia de Boa Viagem. A programação é livre, correr no calçadão, bronzear, jogar vôlei, sempre tomando muito liquido. Só cuidado ao entrar na água, é banho de praia, não mergulho, preste atenção nas placas, água até o joelho e siga orientação dos salva vidas.

Domingo 14h

Chegando ao finalzinho da viagem, chegou a hora de conhecer o ritmo que rege a história da cidade, declarado como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO, oxe! Eu to falando do Frevo!

Instalado no Bairro do Recife, o Paço do Frevo é um espaço dedicado à difusão, pesquisa, lazer e formação nas áreas da dança e música do frevo, visando propagar sua prática, universo de personalidades, histórias, memórias para as futuras gerações.

Eu já visitei o espaço, e recomendo, é encantador o universo, a riqueza cultural do Frevo na nossa terra.


Domingo 18h

Hora de voltar aos seus respectivos lares, mas sei que vocês irão voltar, pois a viagem foi curta, 48h, vocês só conheceram um pequena parte dessa terra que eu tanto amo.

Até mais!

O texto de hoje foi uma contribuição de Alan Farias, diretamente de Pernambuco.

Quer escrever para a 48h também? Mande um email para a gente (economistinha@gmail.com) e promova a sua cidade!

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Notícia triste: Das 50 cidades mais violentas do mundo, 15 estão no Brasil

Se você mora em qualquer grande cidade no Brasil, a vigilância é constante. Dificilmente alguém sai de casa com roupas caras e acessórios chamativos sem se preocupar o tempo todo. E isso se traduziu nessa triste estatística, divulgada pela ONG mexicana Conselho Cidadão Para a Segurança Pública e Justiça Penal. Das 50 cidades mais violentas do mundo, 15 estão no Brasil. Dentre as 30 primeiras, temos dez representantes. Devemos nos orgulhar ou envergonhar?

Segundo o ranking (que leva em conta a taxa de homicídios por habitante em cidades com mais de 300 mil habitantes), a cidade mais violenta do mundo é San Pedro Sula, em Honduras (repetindo o péssimo primeiro lugar de 2012). Das cidades brasileiras, Maceió é a mais violenta, ocupando a 6a posição no ranking global. Ainda que um péssimo resultado, Maceió caiu três posições em relação ao índice anterior. A publicação completa pode ser lida aqui.

As cidades do Norte e Nordeste se destacaram negativamente. No Sul, apenas uma cidade está entre as 50 mais violentas do mundo. De forma surpreendente, São Paulo e Rio de Janeiro não estão na lista.

Depois de Maceió, figuram João Pessoa (10.), Manaus (11.), Fortaleza (13.), Salvador (14.), Vitória (16.), São Luís (23.), Belém (26.), Cuiabá (28.), Recife (30.), Goiânia (34.), Curitiba (42.), Macapá (45.), Belo Horizonte (48.) e Brasília (49.).

Você acha que as cidades brasileiras são violentas demais?

O que deve ser feito para reduzir essas estatísticas?

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