Arquivo da tag: reino unido

Nasce o futuro Rei do Reino Unido!

O dia mais esperado pelos súditos britânicos nos últimos tempos chegou: a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, deu à luz às 16h24 (horário de Londres) a um saudável menino com 3,7kg.

Seguindo a tradição da família real inglesa, um mensageiro do Palácio de Buckingham colocou em um cavalete o documento assinado pelo médico com os detalhes do bebê

O rapazote (ainda sem nome) ocupa o 3º posto na fila de sucessão ao trono britânico, atrás do avô (Príncipe Charles) e do pai, Príncipe William.

sucessao

Do UOL:

O nascimento do bebê real movimentou apostas na Grã-Bretanha. Com a esperança de receber o grande prêmio, os jogadores apostaram sobre o sexo, o nome, o peso e até a cor do cabelo do futuro rei (ou rainha).

Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal britânico “Mail on Sunday“, entre os nomes que os britânicos gostariam de dar para o novo membro da casa real, os preferidos eram James, no caso de um príncipe, ou Victoria, se fosse uma princesa.

De acordo com o jornal “Sunday Times”, as preferências mostram uma tendência tradicionalista, já que James I foi um soberano muito apreciado na história do país, reinando entre 1603 e 1625.

O nascimento do bebê só foi anunciado ao público após seguir um extenso protocolo no Palácio de Buckingham. Logo após a chegada do herdeiro real, as principais informações do bebê, como sexo, peso, altura e horário do nascimento foram escritas em um papel oficial, timbrado com o brasão da família real.

Esse papel então foi levado por um assessor da realeza presente no hospital a um motorista, que, por sua vez, levou as informações até o Palácio.

A Rainha Elizabeth 2ª e membros mais velhos da família real foram então informados da chegada do bebê, assim como os pais da Duquesa de Cambridge. Só depois disso é que o nascimento foi divulgado aos súditos, com a colocação de um cavalete na frente do Palácio. O Twitter oficial do Palácio anunciou o nascimento apenas após o cumprimento de todas essas etapas.

Etiquetado , , , , , , , ,

Lições que Margaret Tatcher pode dar ao Brasil

A esta altura, todos vocês já devem saber que a “dama de ferro” não está mais entre nós. Margaret Tatcher morreu na manhã desta segunda-feira, dia 8, em decorrência de um derrame cerebral, aos 87 anos. Há mais de dez anos ela tinha a saúde debilitada, fato lembrado no magnífico filme em sua homenagem – que rendeu o terceiro Oscar da carreira de Meryl Streep.

Adeus, Tatcher. Vá em paz.

Tatcher foi uma das primeiras mulheres a liderar seu país, sendo primeira-ministra do Reino Unido entre 1979 e 1990. Era uma política controversa, angariando seguidores apaixonados e inimigos ferozes ao seu estilo de governar e à sua ideologia. Liberal convicta, foi responsável por diversas privatizações. Porém, foi capaz de reduzir drasticamente os índices de inflação.

E na sua visão de mundo reside a grande lição que Tatcher pode deixar para o governo brasileiro. Suas medidas liberais valorizaram a libra esterlina, o que aumentou as importações e a competição em território nacional. No início de seu governo, diversas empresas quebraram – especialmente aquelas que sobreviviam apenas graças ao auxílio governamental. O período de reajuste da economia foi doloroso, com a elevação dos índices de desemprego. Ela guerreou contra as organizações sindicais, que exigiam direitos que deturpavam a livre economia, e assim conseguiu reerguer a economia britânica desde a raiz.

O governo brasileiro resiste a perceber que a nossa economia também precisa de uma reforma. Eleger “empresas líderes” e beneficiá-las é um tiro no pé, e as lições de nossa história – leia-se décadas de 60 e 70 – já deveriam ter sido suficientes. Subsidiar os líderes apenas reduz o incentivo à inovação e à competitividade. No longo prazo, ficamos defasados e menos competitivos que qualquer competidor internacional.

É tempo de mudar. Que a memória de Tatcher nunca se apague.

A seguir, reproduzo as lições de Tatcher para a Europa, segundo o professor de História e Assuntos Internacionais Harold James, publicadas pelo jornal de negócios, de Portugal:

Thatcher quis refazer o Reino Unido, com base nas melhores características do estilo de vida norte-americano: a crença no potencial da iniciativa privada e do empreendedorismo e numa abordagem positiva e confiante perante a vida.

Margaret Thatcher era muito mais respeitada fora do Reino Unido do que no seu próprio país. Nos Estados Unidos, e também na Europa Central, era vista como uma heroína, especialmente no que diz respeito à luta pela liberdade económica e política.

Essa visão de liberdade e dinamismo nunca foi assim tão popular – ou compreendida – junto dos britânicos. E o facto é que os feitos de Thatcher acabaram por ser distorcidos pelos seus próprios erros na forma como lidou com a complexa política de uma Europa em rápida mudança na sequência do colapso do comunismo.

Enquanto primeira-ministra, não foi grandemente apreciada no Reino Unido, sobretudo por más razões. Ao longo da sua vida política, travou uma batalha com duas frentes: contra o socialismo, mas também contra o ‘establisment’. Por vezes, ambas as frentes pareciam fundir-se.

O ‘establisment’ britânico tinha aderido a um pacto enraizado na experiência da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial. Aceitava elevadas taxas tributárias e uma vasta redistribuição de recursos em troca de poder manter os seus peculiares rituais, hierarquias do passado, títulos grandiosos e distinções superiores. O resultado era uma ineficiência generalizada, um aterrador registo de agitação laboral, baixa produtividade e estagnação económica.

Thatcher quis refazer o Reino Unido, com base nas melhores características do estilo de vida norte-americano: a crença no potencial da iniciativa privada e do empreendedorismo e numa abordagem positiva e confiante perante a vida.

Havia um elemento de fortuitidade nas experiências políticas de Thatcher. Ela tinha sido eleita líder do Partido Conservador porque o candidato mais conhecido e mais plausível da ala direita tinha-se excluído a si próprio devido ao seu discurso controverso e irreflectido.

Ela aproveitou-se de forma implacável da sua feminilidade. Enquanto líder da oposição, visitou a faculdade mais antiga e mais conservadora na Universidade de Cambridge para se dirigir à ínfima minoria de académicos adeptos do conservadorismo. A sala, forrada a madeira, era iluminada à noite apenas por velas, dissimuladas por detrás de sombras amarelo-avermelhadas. Ela começou por dizer que a sala parecia mais um ‘night club’ do que uma universidade e foi então que despiu o casaco e o girou por cima da sua cabeça, como se estivesse prestes a começar a fazer ‘striptease’.

Thatcher era bastante intolerante com outras mulheres no meio político e gostava de estar rodeada de homens. Parte do seu modo padrão de funcionamento político dependia do ‘flirt’. As emoções pessoais também faziam parte da sua política externa. Deu-se muito bem com o chanceler alemão Helmut Schmidt, um social democrata, mas não se deu tão bem com o cristão democrata Helmut Kohk. (Na verdade, a óbvia química pessoal entre ela e Schmidt levou a que um membro do ‘staff’ dissesse que se não se tratasse da primeira-ministra britânica e do chanceler alemão, iriam de mãos dadas para o quarto).

Quanto ao outro lado do Reno, Thatcher não gostou nada do pretencioso e aristocrático presidente Valéry Giscard d’Estaing,  mas desenvolveu bons contactos com o socialista – inicialmente bastante radical – François Mitterrand. Acima de tudo, ela tinha uma óptima relação com o charmoso e cortês ex-actor Ronald Reagan, e uma não tão boa relação com o seu patrício conservador George H.W. Bush.

O carácter resistente e sem dissimulações dos seus sentimentos pessoais não devem levar ao pressuposto de que a sua política era inteiramente instintiva. Na sua condução do Reino Unido para o ‘bom senso orçamental’, nunca deixou que uma ideologia de puro mercado minasse os interesses do seu eleitorado-chave.

Havia também uma boa dose de moralidade antiquada. A determinada altura, quando os políticos da Europa Ocidental e o ‘establisment’ britânico das relações externas receavam que o Solidariedade na Polónia pusesse em perigo as relações estáveis com a União Soviética, ela reconheceu, de forma afoita e acertada, que envolver a oposição polaca era uma oportunidade para ali promover a liberdade.

A parte mais importante do seu legado orçamental e económico surgiu logo no início, durante o seu primeiro mandato. Confrontada com uma recessão mundial em inícios da década de 1980, ela insistiu contudo numa rigorosa contenção orçamental. Os economistas académicos sentiram-se ultrajados e foi publicada no ‘The Times’ [que era, então, o jornal do ‘establisment’] uma carta assinada por 364 destacados académicos, que protestavam contra a insensatez da política aparentemente pró-cíclica de Thatcher.

Além disso, a sua bem sucedida liberalização da indústria britânica tornou-se uma inspiração para a Europa Central, que em inícios dos anos de 1990 se debatiam com o legado económico do mecanismos comunista do planeamento central. Mas não só nessa região. O ‘Thatcherismo’ também pareceu ser um modelo plausível para a estabilização política em França em 1983, após dois anos de experiências motivadas pela crise. O sucesso de Jacques Delor como ministro francês das Finanças levou depois à implementação de um processo de aproximação entre a França e a Alemanha.

A nível europeu, a visão britânica da liberalização foi também um ingrediente crucial para o Acto Único Europeu de 1986, que foi decididamente influenciado pela nomeação, por parte de Thatcher, de Lord Cockfield como comissário europeu em representação do Reino Unido. A Comissão Europeia de Jacques Delors levou a questão da concorrência muito a sério como forma de impulsionar o crescimento económico e a prosperidade.

Contudo, logicamente, o Acto Único Europeu exigiu também uma nova abordagem à política monetária a nível europeu. A crença no poder do mercado e da concorrência sustentou assim um novo empurrão rumo à integração europeia, algo em que Thatcher instintivamente não confiou.

Quando Thatcher deixou o poder em 1990, foi em consequência de uma revolta do seu próprio partido, devido às profundas divisões políticas resultantes da integração europeia. De certa forma, ela foi vítima do sucesso das suas próprias políticas enquanto modelo para outros países – e enquanto desafio para a ordem europeia.

Actualmente, é tentador encontrar paralelos entre a primeira mulher chefe de governo britânica e Angela Merkel, a primeira mulher chanceler na Alemanha. Ambas foram bastante ridicularizadas, especialmente por economistas, devido às suas ligações ao que se pode chamar de ideias simples de rectidão orçamental em circunstâncias adversas.

A defesa da disciplina orçamental e da economia de mercado não é uma garantia de sucesso político. No contexto europeu, não só é difícil a nível interno como também conduz inevitavelmente a escolhas difíceis acerca do futuro do processo de integração.

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , ,

Brasil perde posto de 6a economia do mundo. Parabéns aos envolvidos.

Há menos de um ano o jornal britânico The Guardian anunciava com pesar que a economia do país havia sido ultrapassada pela brasileira. Naquele momento, os súditos da rainha Elizabeth apontavam uma década perdida para todo o continente europeu:

Europe is expected to suffer a “lost decade” of low growth following a credit binge over the past 20 years. Paying back debts over a short timescale will restrict growth and prevent many countries, including the UK, from clawing back output lost in the banking crash for many years.

Pois bem, graças ao crescimento pífio da economia nos últimos trimestres e à política cambial adotada pelo governo, o Brasil foi novamente ultrapassado pelo Reino Unido. Pior: especialistas afirmam que só conseguiremos ultrapassá-los novamente em 2016. Do Estadão:

A desvalorização do real em relação ao dólar fez o Brasil perder o sexto lugar no ranking das maiores economias do mundo. Considerando o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no 4º trimestre de 2011, e no 1º, 2º e 3º trimestres deste ano, o País voltou para a sétima posição, atrás do Reino Unido. A atividade econômica brasileira em marcha lenta foi decisiva para que a distância entre os dois países subisse para a casa dos US$ 200 bilhões, o equivalente ao PIB da Romênia.

A Economist Intelligence Unit (EIU), responsável pelo levantamento, calcula que a economia do Brasil só voltará a ultrapassar a britânica em 2016. “Segundo nossas estimativas, o País vai continuar crescendo mais do que o Reino Unido ao longo desses anos, mas, levando em conta a evolução da taxa de câmbio projetada para o período, o Brasil só voltará a ser sexto em 2016”, explicou o economista da EIU responsável pela América Latina, Robert Wood.

A EIU, braço de análise da revista britânica Economist, considera no levantamento apenas o PIB nominal dos países (resultado da soma das riquezas produzidas) convertido em dólar. Por isso, na ‘disputa’ Brasil/Reino Unido, pesou a expressiva desvalorização do real ante a moeda americana em 2012. Até sexta-feira, o dólar ganhava quase 12% na comparação com o real. No mesmo período, a libra esterlina acumulava valorização de quase 4% em relação à moeda americana.

A reportagem lembra ainda que em outros rankings de desenvolvimento, o Brasil fica bem atrás. O PIB per capita do Brasil é o 75° do mundo; a educação é a 88ª. Lembro também o índice de GINI, que mede a desigualdade social: nele, o Brasil é o 13º… pior.

O governo insiste em fórmulas que estimulam o consumo. E a produção continua patinando em meio a um dos piores ambientes de negócios do mundo.

Com infraestrutura ultrapassada, o Brasil não consegue crescer e se aproximar dos países desenvolvidos.

Etiquetado , , , , , ,

Sabe qual a cidade mais próspera do mundo?

Adoro os estudos da ONU, e este não ficou devendo em nada.

Em uma análise detalhada dos efeitos das cidades sobre a qualidade de vida das pessoas, tendências regionais e globais, a Organização das Nações Unidas retratou muita coisa interessante. De todas, gostaria de destacar o ranking das cidades mais prósperas do planeta.

Levaram-se em conta cinco categorias, nas quais as cidades receberam notas de 0 a 1: no fim, quem tivesse a maior média ganharia. As categorias são produtividade, Infraestrutura, Qualidade de vida, Sustentabilidade ambiental e, por fim, equidade e inclusão social.

Este tipo de índice desmistifica os fatídicos rankings baseados no PIB, bastante ilusórios se a renda está extremamente concentrada e a qualidade de vida é baixa. Mais dinheiro não necessariamente se reproduz em mais prosperidade (econômica e social).

Entre as dez cidades mais bem colocadas, nenhuma cidade do continente americano. Aliás, apenas uma delas não fica na Europa. Surpresa? Não. Especialmente se olharmos as três primeiras, separadas por apenas um mísero décimo de diferença.

Mas fiquei muito feliz com a grande campeã: sou um verdadeiro apaixonado por essa cidade, e quero muito poder morar lá um dia. Cidade segura, bela, encantadora, de povo elegante e simpático, com uma infraestrutura soberba e diversas oportunidades de lazer, para todos os gostos. Ficou curioso?

Então vamos ao top 10!

10. Paris, França

9. Estocolmo, Suécia

8. Melbourne, Australia

7. Londres, Reino Unido

6. Tóquio, Japão

5. Copenhague, Dinamarca

4. Dublin, Irlanda

3. Helsinque, Finlândia

2. Oslo, Noruega

1. Viena, Áustria

Se quiser ler mais a respeito, o estudo completo pode ser baixado de forma gratuita através deste link. No site da UN-Habitat também tem mais informações bem interessantes, corre lá!

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,