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Sete dicas para causar uma boa primeira impressão

Ninguém discorda de que é super importante causar uma boa primeira impressão. Mas nem sempre isso é fácil. E por isso prestar atenção a alguns aspectos básicos pode ajudar muito.

Isto vale para todos os aspectos da sua vida: vida pessoal, profissional, amorosa, etc. Saber se situar e se preparar antecipadamente pode evitar gafes.

Por isso, a Forbes Brasil preparou uma lista com cinco dicas para causar uma boa primeira impressão. Vamos a elas?

1) Defina uma intenção

A coisa mais importante a fazer para causar uma boa impressão é deixar clara a sua intenção. É importante fazer isso, por exemplo, antes de qualquer tipo de evento grande no qual você encontrará bastante gente, como conferências. Antes de chegar lá, pense no tipo de pessoas que você deseja encontrar e que tipo de relações quer estabelecer.

2) Pense em como irá se vestir

Roupas, maquiagem, joias, relógios e sapatos são acessórios que as pessoas levam em consideração no julgamento inicial. É recomendável pegar algumas de suas roupas e ornamentos favoritos e perguntar a amigos de confiança o que pensam de suas escolhas. Muitos homens não percebem que seus relógios podem dizer muito sobre eles. O mesmo serve para as mulheres e suas bolsas, brincos grandes e joias.

3) Preste atenção na sua linguagem corporal

A linguagem corporal é o ponto crucial de uma primeira impressão. Tudo importa, desde a sua postura até a forma como curva o corpo. Muitas vezes, apenas ao prestar atenção na linguagem corporal já é possível fazer algumas mudanças para melhor. Tente se gravar andando em uma sala, seu subconsciente lhe dará opiniões sobre como você se porta, a posição dos ombros e como move as mãos, por exemplo.

4) Evite dias ruins

Pessoas que vão a reuniões e coquetéis depois de um dia ruim geralmente continuam a ter um dia ruim. Se você está deprimido ou ansioso, os outros notarão. Por isso, se está tendo um dia ruim, fique em casa ou assista a vídeos divertidos no YouTube antes do evento, talvez melhore.

5) Fique interessado pela conversa

É sempre bom estar realmente interessado em conhecer pessoas e ficar aberto para aprender sobre quem elas são. É fácil notar quando uma pessoa foi arrastada por um amigo e mal pode esperar para ir embora. Quando for conhecer alguém, mostre interesse genuíno nessa pessoa. Isso é contagiante, e suas conversas serão mais agradáveis.

Além dessas dicas da Forbes, eu acho importante destacar mais duas:

6) Cuidado com o álcool – mas não fique abstêmio

Pode parecer besteira ou senso comum, mas prestar atenção a quantidade (e ao tipo) de álcool que se ingere em um evento pode evitar gafes ou garantir uma boa colocação em uma empresa, por exemplo, ou um bom fim de noite em um encontro romântico. Segundo interessante estudo de cientistas americanos, quem bebe tem mais chances de subir na carreira, como você pode ler aqui. Mas se você passar da linha, corre o risco de falar o que não deve… então, conheça os seus limites e aventure-se!

7) Seja franco

Quando conhecer alguém, não esconda os motivos que levantam o seu interesse nela. Se ela descobrir que você tem interesses profissionais por conta própria após um approach pessoal, pode se sentir enganada. E se uma relação é positiva para os dois lados, não há o que temer: uma expressão mais clara sempre poderá acelerar o processo.

 

Acho que com isso você tem grandes chances de ter sucesso. E você, tem algum segredo?

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BRICS: O desafio de ser mais que uma sigla

Em 2001, o banco Goldman Sachs não tinha ideia da revolução que seu relatório aos investidores causaria. Para simplificar, cunhou a sigla BRICs para apontar economias sobre as quais valia a pena manter a atenção. Brasil, Rússia, Índia e China eram quatro grandes economias, com populações maiúsculas e com dinamismo e força únicos no cenário global.

Onze anos depois, depois da adoção da África do Sul (apoderando-se do “S”), a sigla se tornou uma organização formal, com reuniões periódicas, logo próprio e statements conjuntos. Mais do que nunca, durante e após a cúpula do fim de março, os BRICS conquistaram um espaço gigantesco na mídia internacional. A demonstração de interesse de se fundar um banco de investimento conjunto do grupo, de realizar negociações comerciais e financeiras entre os países nas moedas locais e a postura firme quanto à atual política monetária expansionista de países desenvolvidos mostram grande evolução nesta última década de um grupo que tinha tudo para dar errado.

Some-se a isto um projeto real e já aprovado, da construção do terceiro maior cabo submarino de telecomunicações do planeta, unindo Vladivostok a Miami, passando por Shantou, Cidade do Cabo e Fortaleza. Isto faria com que comunicações entre estes países não precise passar pela Europa, evitando pagamento pelo uso de cabos de outrem e possíveis “grampos”.

Fica clara a disposição de maior interação entre os membros da cúpula. A China já é o maior parceiro comercial do Brasil, e estas conversas podem facilitar negociações e abrir portas para o diálogo de empresários brasileiros com estrangeiros. Quase 20% da economia e 50% da população global se manifestando juntas têm um peso muito expressivo, e o alinhamento dos BRICS pode, de fato, ser muito favorável a seus membros.

Mas não podemos nos iludir. Veja que falei em interação, não em integração. Estes países são EXTREMAMENTE diferentes, em diversos pontos. Estruturas políticas, sociais e econômicas completamente díspares impedem uma integração mais profunda, e em qualquer ponto delicado seus governos devem priorizar suas posturas individuais. Ao mesmo tempo, não podemos esquecer que iniciativas como o comércio em moedas locais e a criação de um banco regional de desenvolvimento já foi assuntado no Mercosul e, mesmo com muito mais pontos em comum, não saiu do papel. Falar é fácil, mas colocar em prática…

Pessoalmente, não sou nem otimista a ponto de achar que os BRICS terão uma união tão próxima quanto à europeia, nem tão distante como a africana, os as tentativas furadas de uma integração americana (não é a toa que ALCA e ALBA ficaram para a história como os projetos que não deram certo).

Acredito sinceramente que os BRICS podem estar redefinindo a forma que as nações interagem no plano internacional. Após o período de grupos e a década de acordos bilaterais, relações multilaterais mais profundas, porém extremamente específicas, podem ser uma nova tendência global, que caracterizem a década de 2010.

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul possuem divergências crônicas (e até mesmo imutáveis), mas convergem em um ponto crucial: estes países querem mais VOZ no plano internacional. Eles querem ser atores protagonistas nos rumos que a economia global tomará, e a pressão sobre instituições multilaterais como a ONU, o FMI e o Banco Mundial são prova disto. Juntos, estes cinco países exercem uma pressão que estadunidenses e europeus jamais esperavam receber de países mais pobres.

O equilíbrio de poderes está mudando, e os BRICS podem estar no centro desta nova dinâmica global.

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