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O que se pode extrair das Eleições 2012?

São Paulo (contribuição de André Vendrami, jornalista e editor do blog Fica Quietinho!)

São Paulo que viveu dias de agonia antes deste 7 de outubro, respira alivado – pelo menos um pouco – depois dos resultados das urnas paulistanas. Diante da possibilidade de Celso Russomano (PRB) chegar à Prefeitura, as estratégias dos concorrentes de primeiro escalão, José Serra (PSBD) e Fernando Haddad (PT), foram, em parte, acertadas na tentativa de derrubar a ascensão do “azarão” durante todo o primeiro turno. O desespero de ambos para passar ao 2º turno era evidente e o clima entre suas equipes de campanha era de muita tensão.

Em partes porque os votos retirados do então candidato do PRB acabaram caindo nas urnas de Gabriel Chalita (PMDB), como uma espécie de aposta dos eleitores em encontrar uma quarta via diante de um pleito em que todos – embora velhos de guerra – se apresentavam como “o novo”. As manifestações da população (como o ato de mobilização “Amor Sim, Russomano Não”, que começou nas redes sociais e invadiu as ruas) também foram pontos importantes nessa cruzada. Russomano que chegou a 35% das intenções, amargou pouco mais de 21% e precisou aceitar a derrota. A capital paulista volta a ter que decidir dentro da velha polarização PSDB X PT.

Nas simulações do 2º turno, José Serra perde em todas para o candidato petista. Até 28 de outubro, os eleitores paulistanos irão enfrentar uma guerra – provavelmente sem modos, dó ou piedade – nas campanhas de ambos os lados. De um lado, Haddad irá explorar o abandono da Prefeitura por José Serra em 2006, quando este deixou o cargo para concorrer à presidência. Também irá se aproveitar da altíssima rejeição do prefeito Gilberto Kassab, herdeiro do trono e principal apoiador do tucano. Já o PSDB irá com tudo para cima do caso do mensalão e do chamado “kit gay”, proposta do petista intensamente criticada durante sua gestão no Ministério da Educação, além da aliança com o PP de Paulo Maluf.

Apostas? Haddad deve ganhar o apoio de Gabriel Chalita – desafeto assumido de Serra – e talvez o de Russomano – que seria melhor não ter -, mas o PRB é aliado do governo Dilma Rousseff e deve seguir a tendência. A presidenta também deve entrar ainda mais na campanha paulistana, ao lado de Lula, Marta e demais figuras, digamos, fortes do PT. Serra deve ficar sozinho – além daquilo que já tem em sua coligação, claro. As urnas devem confirmar as simulações e levar o candidato do ex-presidente Lula à Prefeitura da capital. Vamos acompanhar.

Curitiba:

Contrariando todas as pesquisas de opinião, Fruet superou o atual prefeito e foi para o segundo turno com Ratinho Jr. Três grandes grupos disputavam a liderança da maior cidade do sul do país: o Grupo Massa (SBT local) e a popularidade de um apresentador de um lado, governo federal de outro, governos municipal e estadual de outro. Os dois primeiros seguiram em frente e prometem uma disputa acirrada daqui a duas semanas. Mas a história dessas eleições começou há um ano.

Fruet, então PSDB, queria ser prefeito. Sempre quis. Beto Richa apoiava o seu ex-vice (que herdou o cargo quando o governador foi promovido). Os dois romperam. Fruet foi para o PDT, arrecadou o apoio de Gleisi Hoffman (ministra chefe da casa civil) e entrou na briga. O embate era claro em todos os debates: Fruet e Ducci se degladiaram ferozmente.

Agora, como fica? O ex-prefeito e quarto colocado com 10%, Rafael Greca, deve abraçar a campanha de Fruet. Para PSB/PSDB (e consequentemente, prefeitura e governo estadual), ficará feio assumir qualquer lado. Mas os eleitores de Ducci, mais conservadores, provavelmente migrarão majoritariamente para Fruet. Minha aposta? Fruet leva.

Rio de Janeiro

De um lado, a segurança da pacificação de favelas.

Do outro, a oposição à truculência da polícia na pacificação das favelas.

A eleição do Rio de Janeiro podia ter sido marcada pelas UPPs, mas foi definida pela empolgação dos cariocas com o momento de protagonismo mundial que a cidade vive. Eduardo Paes trouxe a olimpíada, e trocentos caminhões de dinheiro em investimentos com ela. Teve total apoio federal. E ainda tem a final da Copa do Mundo. É, fica difícil lutar contra tudo isso.

No primeiro turno, a disputa foi massacrante: perto de 70% dos votos válidos foram para o atual prefeito.

Belo Horizonte

A disputa em Belo Horizonte significou muito mais que a escolha do próximo gestor do terceiro maior colégio eleitoral do país, foi o confronto direto de poder entre a presidente da república e seu provável opositor daqui a dois anos, Aécio Neves. Patrus Ananias, apoiado por Dilma, tentava desbancar o atual prefeito, Márcio Lacerda – que na última eleição tinha o apoio do PT. A quebra da aliança foi sintoma da briga lá em cima, e a necessidade de segundo turno era incerta até a apuração final.

Em 2012 e em seu curral eleitoral, Aécio levou. Vamos ver o que acontece no Brasil inteiro em 2014…

Porto Alegre

Confesso que não acompanhei bem a disputa na capital sul riograndense, mas José Fortunati mostra que tem sua gestão aprovada pela grande maioria da população. Com pouco mais de 65% dos votos válidos, ele acabou com os sonhos de Manuela D’Avila. O transporte público e a saúde foram os pilares da campanha vencedora. A questão agora é: Será que ele vai cumprir? Fiquem VIGILANTES.

Salvador

Influência do governo federal contra influência dos velhos coronelismos. Em poucas palavras, esse foi o centro da disputa na capital baiana. E é assim que será o segundo turno. Sinceramente, não sei o que pensar.

BRASIL

E para o Brasil, o que essas eleições significaram? São quase 140 milhões de eleitores: um dos maiores pleitos jamais realizados no planeta. Mas em cada parte do país, realidades diferentes se desenharam. O passado e o futuro se confrontam duramente, e sobra sangue para todos os lados.

Candidatos se engalfinharam nas últimas semanas tentando assegurar um lugar no segundo turno nas principais capitais. Semi-famosos, ex-jogadores e sub-celebridades disputaram o espaço na mídia da forma que conseguiram. A maior parte deles apenas conseguiu passar vergonha. Mas nisso eles já são craques. Sem contar a multidão de pastores, padres, tias do doce, joão do posto e semelhantes.

Duas grandes conclusões:

1) O embate PT vs PSDB cansou o eleitor.

O Brasil não quer isso. Estes partidos não são assim tão diferentes quanto afirmam ser, e o eleitor já percebeu isso. E ele cansou da briga vazia, sem argumentos. Ele buscou alternativas, ainda que tenha se desiludido com a maior parte delas. Falta seriedade na política brasileira. Falta comprometimento.  E o eleitor cansou.

2) O brasileiro (ainda) não sabe votar.

Reclama-se veementemente da sujeira na política, mas reelege-se a maior parte dos vereadores. Essa é a realidade em boa parte das cidades brasileiras. Sem contar o alto índice de anulação de votos. Em Curitiba, por exemplo, aproximadamente 15% dos votos para vereador foram anulados, mesmo com mais de 700 candidatos. Será que nenhum deles tinha ideias alinhadas aos eleitores que anularam, ou o eleitor teve PREGUIÇA de pesquisar. É isso mesmo. PREGUIÇA.

Brasil: vamos começar a levar a política mais a sério.

E vamos eleger candidatos com ideias concretas, com valores sólidos e com boa capacidade de gestão.

(Não concorda com o que falei da sua cidade? Ou tá descontente que ela não foi citada? Comenta aí!)

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Um dos maiores empreendimentos de reforma urbana da história está em curso. E é no Brasil.

Talvez até pessoas que frequentam o Rio de Janeiro não tenham percebido, mas está a cidade está realizando uma das maiores reformas urbanas da história em sua região portuária: o plano Porto Maravilha. Seguindo o exemplo de cidades como Baltimore, Londres, Buenos Aires e, principalmente, Barcelona, o Rio de Janeiro realiza um ambicioso e complexo plano, que dará nova cara à região central da sede dos próximos Jogos Olímpicos.

O MAR (Museu de Arte do Rio) e o Museu do Amanhã, projetado pelo renomado arquiteto Santiago Calatrava, serão construídos na região, dando vigor cultural e artístico a região. A demolição da perimetral, a construção de túneis e a priorização dos pedestres, além de um VLT, darão uma nova região de lazer à cidade.

Além disto, o plano inclui:

  • Construção de 4 km de túneis;
  • Reurbanização de 70 km de vias e 650.000 m² de calçadas;
  • Reconstrução de 700 km de redes de infraestrutura urbana (água, esgoto, drenagem);
  • Implantação de 17 km de ciclovias;
  • Plantio de 15.000 árvores;
  • Construção de três novas estações de tratamento de esgoto.

Vale a pena conferir o vídeo institucional, que dá mais vida às obras mencionadas:

Como a Exame pontuou, a forma que este grande empreendimento está sendo financiada é inovadora:

No conjunto, a reforma no porto carioca é a maior obra de revitalização urbana do Brasil e, segundo levantamento da consultoria KPMG, uma das dez maiores do mundo, lista que inclui a reconstrução da área do World Trade Center, em Nova York.

“Não resta dúvida de que agora a revitalização do porto é uma realidade”, diz Richard Dubois, sócio da consultoria PwC no Brasil. Além daquilo que já foi iniciado, há mais de 70 obras aprovadas para a área, incluindo prédios de escritórios e residenciais privados.

Atrair as empresas privadas, aliás, foi essencial para tirar o Porto Maravilha do papel. Isso foi possível porque a prefeitura do Rio criou condições para firmar parcerias, dar segurança aos investidores e acelerar as obras. Por um lado, adotou um modelo diferente de parceria público-privada.

Normalmente, uma PPP é feita para uma só obra. Por essa lógica, a prefeitura teria de firmar dezenas de PPPs na área do porto, uma para cada empreendimento, o que tenderia a arrastar a empreitada. A saída foi juntar todas as obras de infraestrutura e serviços num pacote e levá-lo a uma licitação.

Com uma oferta de 7,6 bilhões de reais, venceu o consórcio Porto Novo (que reúne as construtoras OAS, Carioca e Odebrecht). A concessionária tem até 2016, ano da Olimpíada, para entregar obras como duas avenidas e 700 quilômetros de redes de água, esgoto, luz e telecomunicações.

A Porto Novo ainda será responsável pela prestação de serviços como manutenção das vias e controle do tráfego até 2026. A ideia é ganhar em eficiência. “A iluminação da região será em LED, e os coletores de lixo, subterrâneos”, afirma José Renato Ponte, presidente da Porto Novo.

“São tecnologias mais caras agora, mas que irão gerar economia no longo prazo.” Para levantar o dinheiro necessário à infraestrutura, a prefeitura adotou um sistema de venda de títulos às incorporadoras interessadas em construir prédios mais altos do que normalmente seria permitido.

Os recursos arrecadados com os títulos são aplicados na melhoria da região onde o prédio ficará. Esse sistema foi usado em São Paulo na reurbanização da avenida Faria Lima. A prefeitura paulistana leiloou os títulos gradualmente ao longo de anos. No caso do Rio, todos os títulos foram vendidos em 2011 para a Caixa Econômica Federal.

O banco estatal assegurou assim uma bolada de uma só vez — pondo 3,5 bilhões de reais em um fundo que vai financiar as obras. Agora, a Caixa está revendendo os papéis para incorporadoras. “A estratégia mostrou ao mercado que há recursos garantidos para a urbanização”, diz Maurício Endo, sócio da KPMG.

Mais que recuperar prédios e ruas estragados, a proposta do Porto Maravilha é criar um ambiente agradável para trabalho, moradia e passeio. Hoje, há 20 000 moradores na área, boa parte em ocupações ilegais. A expectativa é que, em oito anos, abrigue 100 000 usufruindo de qualidade de vida.

A reforma busca tornar o local também atração para turistas. De 1992 a 2010, o número de visitantes de Barcelona foi de 2 milhões anuais para 8 milhões.

O Rio demorou 30 anos para que uma revitalização de fato começasse pelo mesmo motivo que Buenos Aires levou mais de 50 anos até concretizar a reforma de Puerto Madero e São Paulo ainda pena para repaginar seu centro: faltam ações integradas, com abertura de espaço para a chegada de pessoas que morem e deem vida nova ao lugar.

“Normalmente, uma revitalização urbana tão grande só acontece quando não uma, mas uma série de obras de infraestrutura são feitas conjuntamente”, diz Trent Lethco, urbanista da Arup, um dos maiores escritórios de planejamento urbano de Nova York. “O Rio inovou porque concedeu todo o pacote a uma empresa privada.” O começo é promissor — para o bem do Rio, tomara que o plano vingue.

Se o plano der certo, o Rio se colocará no centro do mundo turístico. E é essa a ideia. Leia mais sobre o Porto Maravilha no site oficial, através deste link.

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Rio 2016 está chegando… E a cidade avança com os Jogos Olímpicos!

Hoje, ocorre a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres.

E isto nos lembra que em pouco mais de quatro anos, no dia 4 de agosto de 2016, o Brasil será o primeiro país da América do Sul a receber uma edição da principal festa do esporte mundial.

Pode-se dizer que o Brasil não estará preparado na Copa do Mundo de Futebol da FIFA, em 2014, mas o Comitê Olímpico Brasileiro tem feito bonito na preparação da única cidade do planeta considerada Patrimônio Mundial – Paisagem Natural pelas Nações Unidas.

No vídeo abaixo, vocês podem ver como o Rio de Janeiro está se preparando para as Olimpíadas, onde serão os principais eventos e o que falta ficar pronto… É um grande trabalho, mas uma grande honra para o nosso país.

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Sabe qual a melhor cidade do mundo? Você vai se surpreender…

Surpresa!

Segundo a mais recente pesquisa da divisão de estatísticas da The Economist, a EIU, – Economist Intelligence Unit – em conjunto com o Buzzdata, o melhor lugar do mundo é… HONG KONG!

Isso mesmo, galera. Segundo o novo índice do EIU, que comparou as 70 maiores cidades do planeta, a cidade chinesa conquistou o topo do pódio, completado por Amsterdã e Osaka. São Paulo ficou com a 36a colocação, enquanto o Rio de Janeiro figurou na 42a posição.

Completam a lista das dez melhores cidades: Paris, Sidney, Estocolmo, Berlim, Toronto, Munique e Tóquio.

Para chegar ao resultado, somou-se aos 30 indicadores do índice de melhores cidades para se viver, subdivididos em cinco grandes áreas, uma sexta área, com sete indicadores. Com isto, 75% do resultado final se deve aos já conhecidos Estabilidade, Acesso à Saúde,  Cultura e Ambiente, Educação e Infraestrutura. Para os outros 25%, representando “características espaciais”, foram levados em conta:

– Isolamento

– Espaço Verde

– Poluição

– Conectividade

– Expansão (cidades compactas – mais verticais, no caso – seriam melhores)

– Bens naturais

– Bens culturais

Vocês podem acessar o documento com a metodologia e os resultados através desse link. Esta pesquisa tem um problema SÉRIO: ela não pode ser comparada ao indicador de qualidade de vida já reconhecido internacionalmente, que compara 140 grandes cidades. Isto porque a população mínima das cidades escolhidas excluiu as líderes da pesquisa anterior, como Viena, por exemplo.

Sinceramente, não gostei desse indicador. Enquanto ele não incluir mais cidades, será impossível avaliá-lo plenamente. Outro problema que encontrei foi considerar verticalidade ou proximidade do mar ou de rios – sem observar se estes estão poluídos ou não – como aspectos positivos. E você, o que achou?

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Este é o momento certo para se comprar um imóvel?

A maior parte das capitais brasileiras tem registrado uma forte elevação nos preços dos imóveis nos últimos anos, até mesmo considerada uma bolha por alguns analistas. Os preços dos alugueis também têm subido, o que assusta muita gente. Aí vem a pergunta: este é um bom momento para se comprar um imóvel?

A resposta é: depende. São muitas variáveis que devem ser levadas em conta, e não existe resposta certa. Mas eu pretendo ajudá-lo nesta tarefa.

Você já possui um imóvel? Esta pergunta é importante, porque quem busca um segundo imóvel tem intenções diferentes de quem busca seu primeiro bem imobiliário. Se você já tem uma casa ou apartamento, a compra de um segundo pode ser por lazer ou como forma de investimento. Ela traz consigo outra pergunta: Qual o objetivo da compra? Vou me focar nas pessoas que pensam em comprar seu primeiro imóvel para habitação neste post. Se vocês demonstrarem interesse, analiso outros casos em um próximo post.

Você pretende morar muito tempo na mesma cidade? Se você não tem certeza, talvez seja melhor adiar a compra de um imóvel. Por quê? Em primeiro lugar, a transação é burocrática e tem custos. A transferência de propriedade tem alguns custos, e sem dúvida dará alguma dor de cabeça. Se você vender em pouco tempo, pode perder dinheiro. Manter o imóvel pode ser ainda mais complicado: você terá custos de manutenção, impostos, seguro, segurança, etc.

Como você pretende pagar o imóvel? Se você possui todo o capital necessário para pagar a vista, talvez consiga negociar condições e preço especiais. Porém, não acredito ser a forma mais adequada. Os bancos oferecem financiamento imobiliário com taxas incrivelmente baixas atualmente, até mesmo inferiores a alguns investimentos. Se você tem capital disponível, talvez investi-lo seja melhor. Porém, se você é do tipo que acha que “dinheiro na mão é vendaval” e tem tendência a gastar, melhor pagar logo! Lembre-se, também, que você pode utilizar o FGTS na entrada do imóvel!

Você pretende comprar um imóvel algum dia? Esta pergunta é fundamental por um ponto: os preços dos imóveis subiram muito nos últimos anos. Ainda que ninguém se arrisque a afirmar coisa alguma a respeito do futuro, na minha opinião, dificilmente os preços deixarão de subir no futuro próximo. Segundo o FipeZap, indicador de preços de imóveis da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, desde fevereiro de 2008 os preços dos imóveis subiram, em média, 1,7% AO MÊS na cidade de São Paulo. Em Recife, desde ago/2010, a alta foi de 2,2% ao mês, em média. E os prognósticos para a economia brasileira são positivos para os próximos anos, com maior distribuição de renda e, consequentemente, maior DEMANDA por imóveis. Neste cenário, os preços devem continuar subindo… Não há investimentos de baixo risco com rendimentos sequer próximos a estes dos imóveis e, portanto, antecipar a compra do seu imóvel pode ser favorável.

Comprar ou alugar? Se a sua dúvida é esta, a resposta pode te surpreender: talvez valha mais a pena alugar. Vejam o gráfico abaixo. A proporção entre o valor mensal de um aluguel e o dos imóveis tem caído em São Paulo e no Rio de Janeiro. Isto ocorreu porque os preços dos imóveis subiram mais rapidamente que o dos alugueis, o que deve se equilibrar em breve. Portanto, se você está considerando alugar um imóvel, assinar um contrato agora com reajustes previstos ancorados em indicadores de inflação (IGP-M ou IPCA, geralmente) pode ser um ótimo negócio.

Relação entre valor de aluguel e de compra em imóveis de dois quartos em São Paulo e no Rio de Janeiro

Lembre-se: PESQUISE BASTANTE. Estas informações acima foram baseadas em valores médios. É possível que um negócio imperdível apareça se você pesquisar bem, e aí qualquer estatística deve ser desconsiderada. Analise o mercado, a região, se há prognósticos de melhorias na infraestrutura urbana, se estas benesses já estão inseridas no valor, etc. Além disto, veja a adequação do imóvel às suas necessidades: se você está pensando em se casar e ter filhos, um apartamento de um ou dois quartos pode servir para você por pouco tempo, e novamente você terá a dor de cabeça de procurar o imóvel ideal.

Espero que as dicas acima tenham te ajudado de alguma forma. Não esqueça de ficar atento se o imóvel precisará de reformas, benfeitorias, alterações, etc. Tudo isto aumenta o valor despendido, e não necessariamente se transforma em aumento no valor recebido em uma venda. Tem dúvidas? Deixe-as nos comentários!

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