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Homem: o vilão do mundo?

Tire 3min do seu dia para assistir o curta de animação abaixo e refletir: Seria o homem o grande vilão do planeta? Em que medida você está contribuindo para a destruição ou preservação da Terra?

Estima-se que, diariamente, o Brasil produza 260 toneladas de lixo. Isso dá mais de 1kg por habitante por dia. Segundo o Estadão, já produzimos tanto lixo quanto os europeus – mesmo estando longe do padrão de vida de lá. Pior: o crescimento da coleta seletiva (para reciclagem) não acompanha o ritmo de crescimento da geração de resíduos. Ou seja: mais e mais lixo vai, a cada dia, para os aterros e lixões.

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Cidades do Futuro: Curitiba

Desde 2011, a CNN faz uma série de documentários sobre as cidades do futuro.

Cidades que se destacam por inovar e encontrar soluções simples para problemas urbanos graves.

Curitiba possui muitos problemas típicos de países em desenvolvimento, como violência elevada e desigualdade social exacerbada. Porém, é inegável que a cidade é amável. Parques por todos os lados, separação do lixo reciclável funcional há mais de duas décadas, clima temperado e um ritmo quase bucólico: tantos aspectos dão charme e conforto à maior cidade do sul do Brasil.

Vejam no documentário abaixo (em duas partes, completando aprox. 25 min) porque a CNN considera Curitiba uma cidade do futuro, ao lado de Vancouver e Berlim.

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Você é sustentável?

Não, não estou perguntando se você gasta menos do que ganha e consegue se sustentar sozinho.

A questão aqui é:  você tem utilizado os recursos disponíveis de forma a preservar o ambiente?

Começa hoje (e se estende até o dia 22/06), no Rio de Janeiro, a Rio+20, uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) em desenvolvimento sustentável. O objetivo desta conferência é ajudar na definição de uma agenda que promova o desenvolvimento sustentável nas próximas décadas, através do comprometimento dos líderes globais presentes. A Rio+20 terá dois temas principais: A economia verde no contexto de desenvolvimento sustentável e redução da pobreza e o Quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.

Muito se fala que esta reunião vai flopar e que devemos sair dela sem nenhum resultado prático. Se isto vai acontecer ou não, porém, não me importa agora.

O que eu quero abordar aqui é a forma que cada um de nós se relaciona com o meio ambiente, e se temos tomado medidas de preservação que possibilitem o desenvolvimento sustentável.

A expressão “Think global, act local”, ou “Pense globalmente e aja localmente” pode parecer datada ou cliché, mas não é. Pequenas mudanças no seu dia a dia podem contribuir para a economia de recursos na Terra.

Vou abordar alguns tópicos que considero relevantes e hábitos fáceis de assumir para reduzir a destruição do planeta, ok?

1) RECICLAGEM

Hoje, não há mais desculpa para não separar o lixo, ao menos na grande maioria das grandes cidades brasileiras. Supermercados, shoppings, praças, parques – diversos lugares recebem o lixo separado para reciclagem. Isto reduz a necessidade de produção de mais plástico e vidro, por exemplo, que geram retirada de recursos da natureza. Fora que estes resíduos levam centenas de anos para se decompor – gerando poluição.

Algumas cidades, como Curitiba, possuem centrais de separação – você precisa apenas dizer o que é reciclável. Nestas centrais, é feita a separação. Além de contribuir com o meio ambiente, geram-se empregos! DOUBLE WIN!

2) ENERGIA

Aqui, além de preservar o planeta você pode economizar. Quanto tempo você passa no banho? Se você gosta de ficar pensando na vida, porque não troca a ducha por um parque ou um café para fazer isso?

Você já trocou as lâmpadas incandescentes por fluorescentes nos cômodos da sua casa? Se você sai de um cômodo, apaga a luz? Você usa ar condicionado com portas ou janelas abertas?

Você dá carona para alguém no caminho de casa para a faculdade/trabalho?

Pequenas ações como estas podem te ajudar a economizar bastante dinheiro e energia!

3) DESPERDÍCIO

Outra mudança de hábitos que pode te fazer economizar dinheiro: Quanto você desperdiça no dia a dia?

– Preste atenção ao tanto de comida que coloca no prato, evite colocar mais do que vai comer.

– Se você mora sozinho, não vale a pena comprar embalagens grandes, pois a chance de estragar antes de você consumir é grande. Evite também comprar alimentos com a data de validade próxima se você não sabe exatamente quando vai consumi-los.

– Para lavar o carro ou a calçada, você utiliza mangueira ou balde e esfregão?

– Evite comprar roupas que vai usar poucas vezes – talvez valha mais a pena ver se algum amigo pode te emprestar, ou mesmo alugar uma peça para esta cerimônia.

Com estas pequenas mudanças, você pode economizar e ajudar a salvar o planeta.

Se os líderes mundiais vão chegar a algum acordo na Rio+20, isto foge à minha alçada.

Mas podemos contribuir através de pequenas medidas como as que enumerei acima. Vamos mudar o mundo?

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Sobre ecochatos, grammar nazis e outros radicalismos bobos

Começo o texto com um excerto de um excelente artigo da Gazeta do Povo:

Tenho percebido recentemente um afã de muita gente que quer fazer algo para fazer o mundo melhor. Tenho amigos que abandonaram as sacolas plásticas. Outros que resgatam cães na rua e dão remédios, casa, comida e roupa lavada. Outros ainda que aderiram ao protocolo de Kyoto: só andam a pé, de ônibus ou de bicicleta.

O que me parece, no entanto, e conversando com mais gente descobri que não sou só eu, é que há uma certa confusão sobre o assunto: como se essas coisas, simplesmente, resolvessem um problema. Como se por aderir a várias (ou normalmente a uma só delas) você se transformasse em alguém melhor.

Em alguns casos, a causa vira mesmo algo mais forte, e quem não adere, não concorda, vira proscrito para os adeptos. Como se toda a bondade do mundo dependesse de você ser “um de nós”, de tomar “o caminho da verdade”. E, se não, você ainda é alguém que não viu a luz. Em suma, uma boa causa vira radicalismo.

Concordo plenamente com Rogério Galindo, responsável pelo texto acima, e sugiro a leitura do texto na íntegra.

A ansiedade, o estresse, o inconformismo, a tentativa de ser ouvido, não importa, diversos motivos fazem com que as pessoas tenham reações extremadas com alguns problemas do mundo. Multiplicam-se os posts no facebook equivalentes às antigas correntes, que para cada pessoa que curtir alguma empresa doará dez centavos à cura do câncer, ao fim da fome na África ou aos animais abandonados.

Impressora verde não utiliza tinta e o papel pode ser reutilizado até mil vezes. Mas custa mais de dez mil reais. Vale a pena?

O mesmo pode ser visto até mesmo em assuntos como a legalidade do casamento de homossexuais, por exemplo. Pessoas favoráveis e contrárias inflamam o debate, e o cerne da questão passa para um segundo plano. Será que é preciso mesmo tanto barulho? Ou como uma frase que vi estes dias: Se você é contra o casamento gay, é só não se casar com ninguém do mesmo sexo… (mantenham o bom humor e leiam o meu texto sobre os riscos de unir política e religião).

Às vezes, é preciso ponderar a importância de causar reboliço em torno do assunto que você quer defender. E se houver alguém contrário, será que não vale mais a pena respeitar aquela pessoa e usar outros argumentos ou procurar outros meios de atingir o seu resultado?

Outra coisa: erros de português. Nossa língua é difícil, as pessoas são desatentas, o ensino de base é deficiente e os erros se multiplicam nas redes sociais. Mas gritar com todos que escrevem “concerteza” ou não sabem a diferença entre mas e mais vai tornar o mundo um lugar melhor? Provavelmente não.

O que eu quero dizer é que não é porque alguém não adere à sua causa que esta pessoa deve ser expulsa do seu convívio social. Da mesma forma, é preciso ser compreensivo e paciente. Como Galindo disse em seu texto: E se alguém usa carro porque tem problemas de equilíbrio na bicicleta? Ou se simplesmente não gosta de cachorros. Ou se tem um dia tão corrido que não consegue parar para pensar em comprar sacolinhas verdes, ou seja lá como se chame. Ou se a pessoa simplesmente não estiver com vontade de aderir, quiser seguir outros princípios?

Gostaria de terminar este post com um pequeno trecho da entrevista incrível concedida pelo filósofo, matemático e crítico sócio-cultural Bertrand Russell em 1959.  Para assisti-la na integra, clique aqui. Como ele diz, nunca se deixe enganar por aquilo que você acha ser o certo para todos; e se queremos viver em harmonia, precisamos aprender a ser tolerantes.

PS: Não me coloco aqui como dono da verdade. Acho que, a medida que vocês me conhecem melhor, percebem que eu erro bastante. O mais importante, porém, é ter a elegância e a humildade de pedir perdão. E ao falar especialmente de grammar nazis, ou obcecados pelo português escrito (ao menos parcialmente) de forma correta nas redes sociais e na blogosfera, estou apontando o dedo contra mim mesmo. Mas estou tentando melhorar…

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