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Inclusion rider: o que é e por que pode revolucionar as negociações trabalhistas

No discurso mais relevante da noite, Frances McDormand citou #inclusionrider ao aceitar seu Oscar como melhor atriz por Three Billboards Outside Ebbing, Missouri​.

Inclusion rider é uma cláusula que qualquer pessoa (ator, diretor, ou profissional de outras áreas) pode pedir para adicionar em seu contrato para garantir que o projeto (filme, peça ou ambiente de trabalho) reflita a diversidade do lugar em que se insere.

Ela foi primeiro mencionada por Stacy Smith, em 2016, em um TED talk sobre como os filmes de Hollywood não demonstravam a realidade demográfica.

Gostaríamos de ver essa cláusula ir além, atingindo todas as indústrias, e não só o cinema.

Como isso funcionaria?

Qual o tamanho mínimo de uma empresa para demandar a inclusion rider?

Qual a margem de tolerância?

Você acha que a sua empresa é diversa? O que você pode fazer para garantir isso?

Obrigado, Frances McDormand, por trazer essa discussão à tona!

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Conheça as melhores empresas para se começar a carreira

Você ainda nem começou a trabalhar e já vai ter gente te perguntando onde você quer estar em 5 ou 10 anos.

As escolhas que você faz desde antes mesmo da primeira entrevista de trabalho influenciam no caminho que sua carreira vai trilhar, mas não se desespere: não é porque você não fez seu estágio numa dessas empresas que sua carreira será um fracasso!

A revista Você S/A, em parceria com a Fundação Instituto de Administração e a Cia de Talentos, acaba de lançar o guia “As melhores empresas para começar a carreira 2013”.

A grande campeã de 2012, o Google, sequer foi ranqueada neste ano.

Lembrem-se que nem todas as empresas podem participar do guia: Para participar da pesquisa, as empresas precisavam ter, no mínimo, cinco anos de existência e 200 funcionários. Destes, pelo menos 70 devem ter entre 18 e 26 anos. Ou seja: empresas pequenas foram excluídas de cara.

Com base nestes dados, a VOCÊ S/A mediu o índice de felicidade dos jovens profissionais de cada companhia. Ao todo, 35 empresas foram classificadas no ranking. Juntas, elas empregam 96.817 jovens entre 18 e 26 anos.

Foram avaliados itens como Carreira e reconhecimento, Desenvolvimento Profissional, Identidade, Qualidade de Vida e Liderança.

Mas chega de blá blá blá, os vencedores foram…

1) Embraer

É isso aí. Além de líder mundial em seu setor, a Embraer é um ninho de profissionais talentosos. Um Programa de Especialização em Engenharia em parceria com o renomado ITA oferece um título de mestrado aos jovens profissionais da empresa. Incrível, não?

Os jovens profissionais representam quase 10% da força de trabalho da Embraer. Ao todo, segundo o guia, a empresa abriga 16.325 funcionários. Só no ano passado, a companhia investiu 9 milhões de reais em treinamento e premiou autores de mais de 7 mil ideias.

No entanto, para Jackson Schneider, vice-presidente executivo de pessoas, relações institucionais e sustentabilidade da Embraer, o que faz a diferença na satisfação dos jovens funcionários é o ambiente de trabalho da companhia. “É um ambiente de respeito e integridade. Acho que com isso nós conseguimos atrair os talentos”, disse.  Resultado? Jovens com um índice de felicidade de 82,8.

2) Laboratório Sabin

Com nota final 82,4, apenas 0,4 atrás da Embraer, o laboratório também foi o destaque no quesito desenvolvimento profissional.

De acordo com informações do guia “Melhores Empresas para Trabalhar 2012”, da VOCÊ S/A, quase todos os líderes da companhia foram formados internamente. A companhia oferece bolsas para cursos de idiomas e mantém parcerias com instituições de ensino para oferecer bolsas de pós-graduação.

3) Ticket

Destaque na categoria Identidade, a Ticket, ligada ao grupo Edenred, teve nota geral de 81,1 no ranking. Em média, os jovens profissionais permanecem 2 anos e 1 mês na companhia.

Segundo informações do guia “Melhores Empresas para Trabalhar 2012”, da VOCÊ S/A, a companhia investe pesado em desenvolvimento profissional. Entre 2011 e 2012, a Ticket investiu mais de 2 milhões de reais em cursos para funcionários, segundo dados do guia.

Outros destaques:

Itaú – Melhor do ano em Carreira e Reconhecimento

Instituto Eldorado de Pesquisa – Melhor do ano em Qualidade de Vida

Accenture – Melhor do ano em Liderança

MAN Latin America – Melhor do ano em Inovação em RH

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10 gafes que você não deve cometer em uma entrevista de emprego

A primeira impressão é a que fica. E em uma entrevista de emprego, isso pode ser crucial entre conseguir a vaga ou ser excluído logo de cara.

Confira essas dez gafes selecionadas pela Istoé Dinheiro que você não pode cometer em uma entrevista de emprego:

1. Falar mal do chefe ou emprego anterior. Muitas vezes, o candidato está sob pressão no emprego atual, ou foi demitido e sente-se injustiçado, e acaba utilizando a entrevista para desabafar. Isso é péssimo, pois passa a imagem de uma pessoa imatura, que guarda rancor e não sabe reconhecer o que aprendeu em experiências anteriores.

2. Deixar celulares ou iPods à vista e ligados. A entrevista é um momento importantíssimo para o candidato. Ele deve se portar de forma adequada. É preciso se concentrar para entrar na entrevista focado no seu futuro profissional. Nada de atender celulares, mandar e receber torpedos ou ficar ouvindo música com fone de ouvido. Comportamentos como esses demonstram descaso e falta de capacidade de concentração.

3. Fazer comentário sem pensar. Alguns candidatos, na tentativa de agradar e serem aceitos pela empresa, acabam confundindo a entrevista com um bate-papo no barzinho. Há aqueles que chegam a comentar que têm dificuldade para acordar cedo, não gostam de ler ou que simularam uma doença para participar da entrevista de emprego e justificar a falta no trabalho atual.

4.Não saber nada sobre a empresa contratante. Esse, infelizmente, é um erro muito comum dos candidatos. Muitos não se dão ao trabalho de pesquisar sobre a respectiva companhia . Não conhecem o mercado nem sabem em que área a empresa atua e, por conta disso, não sabem como poderiam agregar valor a empresa. A falta de interesse em buscar mais informações demonstra falta de iniciativa, o que, com certeza, terá um efeito negativo na imagem do candidato.

5.Chegar atrasado. À falta de capacidade de chegar no horário combinado passa a impressão de falta de interesse e desleixo (sugere que a pessoa não dá a devida importância ao trabalho). Pode sugerir também falta de capacidade de planejamento (não consegue calcular o trajeto e o tempo para chegar à empresa). Em outras palavras: se não consegue fazer isso em um trajeto simples, o que dirá das atividades da empresa?

6. Mostrar pouca energia. Alguns candidatos demonstram falta de energia na hora da entrevista. Falam em monossílabos, não desenvolvem as respostas, falam baixo, etc. A expressão corporal e facial é responsável por 55% das informações que emitimos durante a comunicação, enquanto o tom de voz soma mais 38%. Sendo assim, se o candidato demonstra uma postura desleixada, cansada e um tom de voz cansado e sem energia, ele demonstra não estar interessado na vaga e no trabalho, apesar de participar da entrevista. Empresas buscam pessoas motivadas, com energia para trabalhar, e não funcionários dispostos a apenas receber o salário no final do mês.

7.Não manter contato visual com o entrevistador. Olhar nos olhos é importante no momento da entrevista. O ditado diz: “os olhos são espelhos d’alma”. Isso significa que, através do olhar, passamos informações que não são ditas de forma oral. Por exemplo, sinceridade, brilho dos olhos ao falar de projetos que o motivam, e também inseguranças, receios, mentiras, etc. Se você se preparou para a entrevista e deseja realmente fazer parte da empresa, não tenha medo de mostrar quem você é. Confie na sua vontade, no seu desejo de trabalhar e conquistar os seus sonhos através do seu trabalho.

8. Falar sobre problemas pessoais. Alguns candidatos confundem a entrevista com sessão de análise e começam a falar sobre os problemas familiares, falta de dinheiro, etc. Isso provoca uma imagem negativa ao candidato porque demonstra que ele não consegue separar problemas profissionais e problemas pessoais. Indica que o candidato, provavelmente, é do tipo de pessoa que traz os problemas pessoais para resolver durante o trabalho. Como? Fazendo inúmeras pausas durante o expediente para ficar “tricotando” ou desabafando problemas pessoais para os colegas de trabalho.

9.Falta de visão de futuro. Atualmente, as empresas buscam colaboradores que sabem o que querem. Muitos profissionais, infelizmente, não têm a mínima ideia do que buscam através do trabalho. Sendo assim, a relação com a empresa se limitaria a apenas ‘mão de obra’ em troca de ‘salário’. Profissional que não tem perspectiva raramente conseguirá enxergar o valor que poderá agregar ao empregador e também o inverso, o valor que a empresa agregará em sua vida profissional.

10.Falta de preparo para a entrevista. Muitos profissionais esquecem que a entrevista é um momento para eles “venderem” a sua imagem, por meio das habilidades e conhecimentos. Não saber responder a perguntas do tipo “quais são seus pontos fortes”, ou “me fale de suas realizações”, ou “comente sobre pontos que você sente que precisa melhorar”, etc, mostra uma grande deficiência em planejamento, preparo, cuidado e falta de autoconhecimento.

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O que um economista faz?

Muitas vezes me perguntam: o que um economista faz?

No que ele trabalha?

Para responder essa pergunta, pedi a ajuda de diversos amigos. Hoje, teremos o diário da minha grande amiga, a economista Priscila Godoy (que já participou do Economistinha neste post aqui ó, um dos maiores sucessos da história do blog).

Abaixo, ela descreve um dia normal de trabalho:

– – – –

Olá leitores do Economistinha!

Respondendo ao convite do meu amigão Francis Kinder, eu vim aqui tentar contar um pouco do que é o meu dia-a-dia/mês-a-mês/ano-a-ano de economista. Bom, para começar eu fiz economia da FEA-USP, entre 2005 e 2009. Durante toda a minha faculdade fiz 4 estágios, sendo 3 deles na mesma área que eu trabalhei posteriormente, que é resumidamente de análise macroeconômica. Entretanto, como esta é uma área excessivamente técnica, beirando a pesquisa acadêmica, logo senti a necessidade de aprofundar meus conhecimentos, especialmente no que diz respeito aos métodos quantitativos. Por isso, optei pelo mestrado em economia aplicada da FEARP-USP.

Minha área é específica para economistas, de forma que apenas essa carreira te proporciona os instrumentos e conhecimentos necessários para as análises referentes aos dados macroeconômicos brasileiros e de outros países. Atualmente, trabalho basicamente com duas coisas: projeção e análise do cenário de inflação brasileiro, e com avaliação da economia internacional (EUA, Europa e China).

No primeiro caso, minha rotina é projetar, a partir de coletas e econometria, as variações de inflação de curto e médio-prazo e posteriormente comentar os resultados oficiais. Índices de inflação importantes no Brasil são: IPCA, IPCA-15, IGP-M, IGP-DI e IPC-FIPE. No segundo caso, eu analiso diariamente os dados divulgados referentes a esses pises que eu citei anteriormente, de forma a construir um cenário de médio-prazo, até para avaliar possíveis impactos sobre a economia brasileira.

Gosto muito do que eu faço, pois tenho curiosidade, e gosto de investigar e supor coisas. O lado ruim é a rotina, pois nunca suas atividades fogem muito do que você fez nos últimos meses.

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Descubra os erros fatais em uma entrevista de emprego

Por mais que se tenha um currículo excelente, a entrevista pode derrubar um candidato.

Isso pode acontecer por incompatibilidade de perfis do candidato e da empresa, dia ruim, falta de aptidão à vaga, etc. Normal. Mas em alguns casos, erros do candidato são fatais.

Preste atenção às dicas de especialistas abaixo. Uma boa preparação pode fazer a diferença entre conseguir sucesso e perder uma oportunidade única.

Segundo a CareerBuilder, em texto da Folha:

As principais falhas apontadas por cerca de 60% dos entrevistados são deixar de demonstrar interesse pela vaga, atender o telefone ou mandar mensagens de celular durante a entrevista e vestir-se de forma imprópria. Além disso, falar mal da empresa em que trabalha ou do ex-empregador foi considerado prejudicial por 58% dos recrutadores e não ser capaz de fornecer exemplos concretos quando questionado, por 34%. A pesquisa falou com 2.600 gerentes e 3.900 funcionários americano.

A linguagem corporal também é importante: para 72%, evitar olhar o entrevistador nos olhos durante a entrevista é fatal. Não sorrir em nenhum momento é um erro grave de acordo com 42%, e um número parecido (38%) acha que uma postura ruim também pode custar o emprego. Por fim, é bom prestar atenção até no aperto de mão, já que 28% acham que, se o gesto não demonstrar força, o candidato tem menos chances.

“Uma entrevista de emprego pode ser uma das experiências mais desesperadoras que há, então é importante planejar e treinar”, diz a vice-presidente de RH da CareerBuilder, Rosemary Haefner. Como dica de preparação, ela sugere que o candidato simule uma entrevista com algum amigo, para treinar as respostas tanto de questões esperadas quanto de perguntas surpresas. “Pesquise a empresa antes e pense em respostas que incorporem a sua experiência prévia. Quanto mais preparado estiver, mais difícil será cometer erros”, diz.

A preparação pode ser importante para evitar alguns erros inusitados de candidatos, que foram citados pelos recrutadores que participaram da pesquisa como os mais estranhos de 2012.
Confira alguns:

– O candidato disse que precisou deixar um emprego em um banco porque ele se sentia constantemente tentado a roubar dinheiro;

– O candidato negou que estava com o celular mesmo quando era possível ouvir o aparelho tocando na pasta dele;

– A candidata pegou todas as balas disponíveis em uma jarra na sala do recrutador e guardou-as no bolso;

– O candidato comentou que faria tudo o que fosse necessário para fazer o trabalho – dentro ou fora da lei;

– O candidato abraçou o presidente da empresa;

– A candidata pediu para adiar o início do emprego para poder receber presentes de fim de ano na empresa em que estava.

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