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Campanha ousada do Classe A viraliza rapidamente na internet. Mas e o risco?

Não há nem 24h que o novo Mercedes Classe A foi lançado no Brasil e não se fala em outra coisa na internet. E não era esse o objetivo?

Isso aconteceu graças à ousada estratégia de utilizar na campanha do carro (que custa a partir de R$99.900,00) um funk extremamente popular, que ficou conhecido pelas dancinhas do astro do futebol, Neymar Jr.

São mais de 100 mil visualizações até agora, número que deve disparar ao longo das próximas horas e dias. A maior parte dos comentários que li é negativa, e a avaliação feita pelos usuários do youtube está dividida.

A marca, conhecida por veículos de luxo, quis se aproximar do público mais jovem, e arriscou nesta campanha com uma música que divide opiniões. Mas atingiu o objetivo: com a viralização da campanha, o carro já se tornou conhecido por milhares de pessoas. O que você acha de campanhas desse tipo? Veja o vídeo abaixo:

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Joseph Kony: O vilão pop

Após ler um interessante texto do blog do Foreign Policy, decidi trazer a’O Economistinha uma discussão interessante: o que levou Joseph Kony a se tornar uma web celebridade do mal. Um vilão do mundo digital, uma web celebrity do mal.

Em apenas 6 dias, um documentário de 30min expondo as atrocidades cometidas por Kony alcançou a marca de 100 milhões de visualizações no Youtube. É o maior viral da história, superando “Charlie bit my finger”, Susan Boyle ou qualquer Rebecca Black. Repentinamente, ele se tornou assunto em todos os continentes, ainda que os efeitos disto no mundo real sejam incertos.

Kony vs. Al Assad: o duelo de vilões

Como o Foreign Policy sugeriu, enquanto o povo da própria região não se mobilizar, nada mudará. São raras as iniciativas de intervenção vindas de fora. Isto fere princípios de fronteiras nacionais e liberdade ainda muito fortes no mundo. Por outro lado, conceitos de direitos humanos vem ganhando força.

Mas o que levou ao sucesso repentino de Kony, enquanto mobilizações contra líderes mundiais muito mais perigosos (ex: Bashar Al Assad, ditador sírio que controla um exército que tem cometido atrocidades contra seu próprio povo) não conseguem tamanha visibilidade?

Segundo Riyaad Minty, Social Media da Al Jazeera, ainda que muitos mais vídeos sejam colocados na rede sobre o desrespeito aos direitos humanos na Síria, estes não são tão pessoais quanto “Kony 2012”. “Há muita morte e destruição, mas não tem aquela conexão pessoal com as pessoas”, disse Minty.

Cada vez fica mais claro que, na imensidão de conteúdo disponível na rede, que as pessoas buscam CONEXÃO com o interlocutor. É a web 2.0, interativa, conectada, multilateral. O usuário não procura uma bancada de telejornal, nem a desgraça “gratuita”. Ele quer fazer parte. E você, o que quer na internet?

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