Arquivo da tag: zeca dib

Simplifique

Encerrando esta temporada de posts do Zeca Dib aqui no Economistinha (Ahhhhh…), o empreendedor fala hoje sobre algo muito relevante em uma start-up: a interface com o consumidor.

Por mais que se acredite que personalização e diversidade de opcionais são o melhor caminho, o consumidor tende a se assustar ou se confundir com isso. Portanto, simplifique. Não é a toa que existe apenas um modelo de iPhone a cada geração, com apenas um botão, e ainda assim a Apple esteja no top 3 de produtores de smartphones no mundo e tenha se tornado referência neste mercado, por exemplo.

Camarada,

é certo que você, voraz consumidor de internet, já se deparou com enorme gama de sites onde a maior dúvida é: onde RAIOS clicar. Não há uma hierarquia, e dá a impressão de um mercado nas ruelas do Marrocos, onde se misturam várias cores, cheiros e sons, capaz de atacar a labirintite de um incauto.

Gosto de chamar esse fênomeno de Hierarquia da Hidra: várias cabeças independentes, que se mordem, silvam e brigam pela direção a ser tomada pelo corpo. Não há um esforço conjunto para induzir o uso do site, são vários elementos soltos e loucos.

User experience, user interface, arquitetura da informação, design de interface, metodologias e planejamentos. Ao fazer o seu site, tente ter, no mínimo, uma noção destes elementos todos. Muitos ignoram essa parte do processo, ou tentam fazê-la de orelhada. É simples, perca algumas horas a mais no planejamento do site para que os usuários deste ganhem minutos. Entenda que um site difícil de usar não é sexy, não dá tesão de mexer ou vontade de voltar.

Experimente construir uma navegação clara e precisa (dica: games tem as melhores ferramentas visuais de UI por aí, por motivos óbvios. Inspire-se neles), com a menor quantidade possível de elementos. O necessário, somente o necessário, Mogli.

Etiquetado , , , , ,

Como identificar o público-alvo do seu negócio

Hoje, Zeca Dib aborda um ponto fundamental ao sucesso do seu empreendimento: o público-alvo. “Onde vivem? O que comem? Como compram?” Isso e mais um pouco a seguir… Boa leitura!

 

Rapaz,

o negócio aqui é simples: se você não sabe quem é o seu target, como vai chegar até ele?

Na grande maioria das forças militares do mundo, os snipers, ou atiradores de elite, atuam em dupla. Um é o atirador e o outro é o observador. Eles ficam horas a fio tentando identificar os alvos válidos. Como o atirador está com os olhos focados na mira telescópica, cabe ao observador a tarefa de reconhecer os inimigos e indicar ao atirador onde eles estão.

Camarada, não há tiro se não há alvo, por isso a importância de ambos é igual. Logo, mais importante do que o como você vai atingir seu target, é saber onde ele está. Não adianta pensar em uma campanha publicitária foda, se você não sabe bem para quem está fazendo, porque o “foda” é relativo.

Na cauda longa os públicos são muito mais variados e se comportam de maneira muito diferentes. Existem N modos de comprar algo, oferta de tudo o que pode se querer. Pensar em massa hoje é pensar em pizza, porque a cultura, amigo, é de nicho.

No contexto, convém perder um bom tempo para desenvolver uma persona detalhada, com uma interpretação sensível dos dados (lembre-se, falamos de pessoas, interpretar corretamente os dados é onde fica o pulo do gato). Para quem não sabe, uma persona é uma pessoa fictícia, é o seu cliente médio, com os prováveis gostos e desgostos do seu identificado público.

É possível segmentar o seu produto/serviço por diferentes targets, com estratégias de distribuição/comunicação/etc variados, por exemplo. por vezes, o mesmo produto/serviço atende personas variadas em situações de consumo distintas. Não dá para identificar literalmente todos, apenas os principais.

Não esqueça que as pesquisas servem para definir seu target, não para justificá-lo.

Então, ao definir seu target, é aconselhável ter por resultado a delimitação de uma persona com as seguintes informações:

– características sociais, demográficas

– comportamento de consumo em geral

– comportamento de consumo cultural

– comportamento específico no que tange ao seu mercado

– concepção do seu mercado

– como se relaciona com as marcas

– que papel possui no ciclo de compra na maioria das vezes

– etc. (o resto você desmembra aí e pesquisa, ninguém disse que a vida é fácil)

Cada caso é bem diferente um do outro, então fica esperto, bro. O que é relevante saber sobre o seu target depende da natureza do seu negócio.

Etiquetado , , , , , , , ,

Porque evitar (muitos) sócios pode ser fundamental para o sucesso do seu negócio

Mais uma contribuição do empreendedor Zeca Dib, para garantir o sucesso na sua empreitada rumo ao posto de empresário do ano. Boa leitura!

Amigo,

você pensa em dar start no seu tão sonhado negócio próprio, mas não possui todas as skills necessárias para fazê-lo, nem grana para contratar ninguém. Na hora, vai parecer uma excelente idéia se juntar com mais X pessoas com habilidades multidisciplinares a quem pomposamente chamará de “sócios”. No entanto, além da parte “tio patinhas” da equação (o “X” de sócios é o coeficiente divisor do seu lucro depois), há um problema maior. Muito maior.

Já viajou em grupo? Se sim, já se viu na situação chata de tentar administrar todas as vontades e frescuras individuais de cada um para estabelecer o rumo que a viagem vai tomar. O que iremos visitar primeiro, quanto tempo em cada local, pizza ou hamburguer? Se questões triviais em momentos de lazer podem muitas vezes se tornar selvagens discussões, imagine comandar uma empresa pequena da mesma forma? Coloque 4 pessoas conduzindo o mesmo fusca ao mesmo tempo, e a chance de um acidente aumenta consideravelmente.

Como fazer então? Desdobre-se para aprender aquilo que não sabe ou, melhor ainda, comece com projetos mais simples, e tenha apenas sócios essenciais. Terceirize o que puder, as funções menores. Ou desenvolva um bom plano/modelo de negócios e vá atrás de investidor. Se for sua primeira vez empreendendo, é legal começar com algo simples, que com mais poucos sócios você possa colocar em ação.

Não compensa, a longo prazo, começar uma empresa com um sócio para cada função, o ideal aliás é seguir á risca o lema do Balu: “o necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais.” Isso serve como princípio para todos os aspectos das startups, e ignorar este princípio impede ótimos projetos de sair do papel.

Se você não leu o primeiro post do Zeca aqui no blog, clique aqui e saiba porque uma boa ideia não garante o sucesso do seu negócio.

Etiquetado , , , , , , , , , ,